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CAMPOS (Antônio Pires de)
CAMPOS (Antônio Pires de). Bandeirante, sertanista (Itu, 1659 – Itu, 1749). Notório bandeirante, para Rubens de Mendonça deve ser chamado de “Descobridor de Cuiabá”. Acompanhou seu pai, o sertanista Manoel de Campos Bicudo, com 14 anos de idade, buscando as célebres Minas dos Martírios. Em 1716 capitaneou sua própria expedição, subindo o Rio Cuiabá até a confluência com o Coxipó, no mesmo lugar que décadas antes estivera com seu pai. Denominou o local de São Gonçalo Velho, e daí combateu duramente, aprisionando muitos índios Coxiponé, que viviam por todo o vale do Coxipó. Descendo o Rio Cuiabá, com os índios aprisionados, comunicou a existência dessa tribo aos homens da bandeira de Pascoal Moreira Cabral Leme. Ficou viúvo e retornou a Cuiabá por volta de 1722. Ajudou em várias expedições contra os Paiaguá. Em 1735 retirou-se para São Paulo e depois para Itu, onde exerceu o cargo de Guarda Mor. Escreveu Breve notícia que dá o capitão Antônio Pires de Campos do gentio bárbaro que há na derrota da viagem das minas do Cuiabá e seu recôncavo…
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CIDADE DE PEDRA
CIDADE DE PEDRA. Denominação de conjunto excepcional de escarpas e pedras na cidade de Rondonópolis, sul de MT. O local da Cidade de Pedra, de nomenclatura ancestral teve ocupação muito antiga, anterior aos bororos. Inúmeros sítios arqueológicos foram encontrados e pesquisados na região dentre os quais os de Ferraz Igreja, Vermelhos, Cipó, Anões, Alvorada, Falha e Mano Aroé, e tantos outros. Esta porção territorial é alvo de pesquisa sistemática da missão Franco-Brasileira. A Cidade de Pedra possui paisagem grandiosa por sua exuberante beleza natural escarpeada pelo Rio Vermelho, não muito distante da cidade de Rondonópolis em área com vegetação e fauna pouco alteradas. Atualmente é parque ecológico e arqueológico em reserva particular do patrimônio natural (RPPN). Em Cidade de Pedra a ocupação foi intensa nos últimos 3 mil anos, sendo que os grupos ocupantes da região há 2 mil anos ainda não conheciam a cerâmica, e foi a partir desta época que os ceramistas iniciaram seus afazeres deixando fragmentos que comprovam a tese. As pesquisas também revelam que o povo ceramista dava preferência a esta região quer seja como breve acampamento, moradia perene ou mesmo como necrópole, e a teoria foi justificada pela presença de fogueiras e áreas de atividades cotidianas.
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