economia
Fintech paranaense realiza captação de R$ 100 milhões
Em 2024, 35 milhões de brasileiros aderiram ao Saque Aniversário, e a modalidade já movimentou R$ 124 bilhões no ano. O J17 Bank, primeira instituição financeira de Londrina (PR), realizou uma captação de R$ 100 milhões em parceria com o Itaú BBA.
Segundo João Nicastro (foto), fundador e CEO do J17, o investimento, aprovado pela CVM, é um marco para a fintech, por envolver uma das maiores instituições financeiras do país. O capital será usado para expandir operações bancárias com os correspondentes que oferecem crédito via Saque Aniversário do FGTS, modalidade criada pela Lei 13.932/19.
“Esse investimento atende à demanda dos nossos correspondentes bancários e reforça nosso propósito de fomentar o crédito de forma responsável, fortalecendo a economia”, afirmou Nicastro. A fintech, que busca democratizar o acesso ao crédito fora dos grandes centros, trabalha para que o J17 cresça no mercado de crédito, com uma abordagem próxima e um atendimento sem robôs, focado na excelência, segundo Denis Campos, diretor de operações.
Os recursos, captados sob coordenação do Itaú BBA, serão aplicados em ações de crescimento e operações de crédito com correspondentes bancários selecionados. “Nosso DNA é interiorano, com atendimento diferenciado, e nossos correspondentes fazem a primeira linha de contato com os clientes, garantindo segurança e qualidade no ciclo de crédito”, enfatizou Campos, acrescentando que a parceria reforça a trajetória do J17.
O J17, com essa aliança, amplia sua relevância entre originadores de crédito e investidores. José Manuel Barbosa, diretor de estratégia, destacou que essa expansão é fruto de um trabalho constante, com uma equipe experiente e um processo operacional validado por reguladores como o Banco Central e a CVM. Ele frisou também o compromisso do J17 com o ESG, incluindo uma liderança diversificada, metade dela composta por mulheres, e foco em governança e experiência ao cliente.
Falando sobre o impacto da captação, Nicastro reforçou a confiança na capacidade de crescimento sustentável da fintech, com operações rápidas, retaguarda 24 horas e sistemas seguros, que facilitam os negócios dos correspondentes e simplificam o crédito para os clientes. “Esse investimento aproxima a ‘Faria Lima’ do interior do Brasil”, celebrou Nicastro.
SERVIÇO
Contatos com a imprensa: [email protected]
José Nascimento, Jornalista e assessor de imprensa – (41) 99270-1011
Junior Anselmo, Gerente de marketing – [email protected]
José Manuel Barbosa, Diretor de estratégia – [email protected]
economia
Comércio de Mato Grosso perde espaço na internet e consumidores gastam bilhões em outros estados
Pesquisa do Sebrae/MT aponta que três em cada cinco empresários do estado ainda não possuem site; enquanto isso, mato-grossenses gastaram R$ 3,5 bilhões em compras online de empresas de fora
As vendas de empresas de Mato Grosso pela internet caíram 19% no último ano, passando de R$ 630 milhões para R$ 510 milhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com base em informações da Receita Federal.
O número chama atenção porque o movimento contrário também cresceu: os consumidores do estado compraram R$ 3,5 bilhões pela internet de empresas de outros estados, um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior.
Na prática, isso significa que o dinheiro do mato-grossense está saindo do estado. As pessoas compram cada vez mais pela internet, mas compram de empresas de São Paulo, Minas Gerais e de outras regiões porque não encontram os comerciantes locais no ambiente digital.
Uma pesquisa do Sebrae/MT chamada “Maturidade Digital dos Pequenos Negócios em Mato Grosso” ajuda a entender por que isso acontece. O levantamento mostrou que três em cada cinco empresários do estado não possuem um site.
Além disso, 52,20% dos entrevistados afirmaram que não têm sequer o cadastro no Google Meu Negócio, ferramenta gratuita que faz a empresa aparecer no Google Maps e nas buscas locais.
Cenário nacional vai na direção oposta
Enquanto o comércio digital de Mato Grosso encolhe, o cenário nacional mostra um caminho bem diferente. Segundo o MDIC, as vendas de micro e pequenas empresas brasileiras pelo comércio eletrônico cresceram quase 1.200% nos últimos cinco anos.
O valor saltou de R$ 5 bilhões em 2019 para R$ 67 bilhões em 2024. No total, o comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 225 bilhões no ano passado.
Os dados mostram que o problema não é falta de mercado. Os brasileiros estão comprando pela internet com frequência cada vez maior. A questão é que muitos comerciantes, especialmente os de estados do Centro-Oeste, ainda não se posicionaram no digital.
Em Mato Grosso, mais de 96% das empresas abertas em 2024 foram de micro e pequeno porte, segundo a Junta Comercial do estado. São negócios que poderiam se beneficiar da internet para vender mais, mas que na maioria dos casos ainda dependem apenas do movimento de rua.
O que o comerciante pode fazer
Especialistas em marketing digital apontam que o primeiro passo é ter um site, mesmo que simples. Um site com informações básicas como endereço, telefone, produtos e horário de funcionamento já coloca o negócio no radar das buscas do Google.
O segundo passo é investir para que esse site seja encontrado. Existem dois caminhos para isso. O tráfego pago, feito por meio de anúncios no Google e nas redes sociais, traz resultados rápidos e permite que o comerciante apareça para pessoas da sua cidade que estão pesquisando por produtos ou serviços naquele momento.
Já o tráfego orgânico é o resultado de um trabalho contínuo de produção de conteúdo e de otimização do site para os mecanismos de busca, o chamado SEO.
Dentro do SEO, uma das estratégias mais importantes é a conquista de backlinks, que são links de outros sites apontando para o seu. Funciona como uma indicação: quando portais de notícias, blogs e sites de referência linkam para o endereço de uma empresa, o Google entende que aquele site tem credibilidade e passa a posicioná-lo melhor nos resultados.
No mercado brasileiro, a busca por backlinks brasileiros tem crescido entre pequenos e médios empresários que querem melhorar o posicionamento dos seus sites e perfis nas buscas.
É importante que o empresário saiba escolher bem quem vai fazer esse trabalho. Uma agência de backlinks séria trabalha com portais reais, de boa reputação, e oferece transparência sobre onde os links serão publicados.
Nesse ponto, vale um alerta: é preciso ter cuidado com backlinks baratos oferecidos na internet. Links vindos de sites de baixa qualidade ou de redes de spam podem prejudicar o posicionamento do site em vez de ajudar. O Google identifica esse tipo de prática e pode penalizar a empresa nos resultados de busca.
Redes sociais também aparecem no Google
Outro ponto que muitos comerciantes não sabem é que os perfis do Instagram e do Facebook também podem ser encontrados nas buscas do Google.
Com um trabalho bem feito de otimização e de construção de autoridade digital, é possível fazer com que o perfil da loja nas redes sociais apareça quando alguém pesquisar pelo nome do negócio ou pelo tipo de produto que ele vende.
As redes sociais, aliás, continuam sendo uma das ferramentas mais acessíveis para o pequeno comerciante. Publicar fotos dos produtos, mostrar o dia a dia da loja, responder perguntas e divulgar promoções são ações simples que ajudam a manter o negócio na lembrança dos clientes.
Um problema que tem solução
Os números mostram que o comércio de Mato Grosso está deixando dinheiro na mesa. O consumidor do estado está comprando pela internet, só que está comprando de fora.
Para mudar esse cenário, não é preciso investir fortunas. Um site bem feito, um cadastro no Google Meu Negócio, presença nas redes sociais e um trabalho de posicionamento nas buscas já fazem diferença.
Isso vale também para quem vive do campo, já que o marketing no agronegócio ajuda a atrair compradores, fechar parcerias e fortalecer a marca regional sem depender só de indicação.
O Sebrae/MT oferece programas de apoio à digitalização dos pequenos negócios, como o “Move Mais Vendas” e consultorias de marketing digital. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 570 0800.
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