arqueologia
Chapada dos Guimarães
O município conta com 45 sítios arqueológios registrados
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Maria Rita Ferreira Uemura |
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O Morro do Cambambe é conhecido pela grande quantidade de fósseis de dinassauro encontrados na região. |
Os paredões que emolduram a cidade de Chapada dos Guimarães abrigam inúmeros sítios arqueológicos, quer sejam pinturas ou inscrições rupestres, ou, ainda, as conchas fósseis e ossadas de Mastodonte (Hasplomastodon Waringi) encontradas e que ocuparam espaços na região há centenas de milhares de anos atrás.
Segundo o IPHAN, Chapada possui mais de 45 sítios arqueológicos registrados, dentre os quais: Abrigo da Sede, Areia Branca, Assentado, Bicho Morto, Boqueirão, Cachoeira dos Malucos, Cachoeira do Bom Jardim, Casa de Pedra, Cemitério, Chapéu do Sol I, Chapéu do Sol II, Cidade de Pedra, Coca Cola, Complexo do Urubu Rei, Complexo do São Jerônimo, Corda Sem Fim, Curral de Pedra, Estrada Colonial Magessi, Fazenda Abrilongo, Fazenda Taipinha I, Fazenda Taipinha II, Fecho do Morro da Lagoinha, Fuma da Pata de Onça, Goiava, Goiavazinho, Gruta da Lagoa ou Caverna Aroe Jarí, Lapa do Frei Kanuto, Morro do Arco, Morro da Cambambe, Morro do Grito, Morro Só, Monjolinho, Pantanalzinho I, Pantanalzinho II, Pedra Preta, Pingador, Ponta do Claro, Roncador dos Mendes, Salto do Cambauival, São José, São Paulo, Toca do Troa, Vale do Soberbo e Xavier.
Em 1988, foram iniciadas obras de construção da Hidrelétrica do Rio Manso, que foram interrompidas e retomadas em fevereiro de 1998 através de um consórcio internacional das empresas Odebrecht, Servix e Pesa, sendo concluída em 1999. Esta obra gerou a formação do Lago de Manso no município de Chapada dos Guimarães.
O lago oferece uma série de vantagens, dentre as quais a geração de energia, regularização da vazão do Rio Cuiabá e, também o incremento do turismo. O lado negativo foi aquele que todas as barragens, quando construídas trazem de nefasto: Encobrir vestígios e anular possibilidades de pesquisas arqueológicas em tão ancestral espaço de ocupação humana.
O levantamento arqueológico da área foi feito por profissionais do Instituto Goiano da Pré-História e Antropologia (IGPA), da Universidade Católica de Goiás em quatro sítios: M-63 (Taperão); M-125 (Buritizinho); M-33 (Engenho do Quilombo) e MF-13 (Tapera do Pingador). Foram recolhidos amostras de louças, vidros, cerâmicas em áreas central, adjacente e periférica, sendo que o resultado desta pesquisa encontra-se sob a guarda da Católica de Goiás.
Isabela Moreira
Pela primeira vez cientistas analisaram o DNA de humanos que viveram antes, durante e depois da revolução agrícola, ocorrida há cerca de 8,5 mil anos. O objetivo é simples: dos nossos ancestrais de forma a entender como essas alterações influenciaram a sociedade ao longo dos séculos. Até então, os únicos materiais de estudo dos pesquisadores eram ossos e restos físicos da história da Europa. Em termos de comparação, os ossos mais recentes são de 45 mil anos atrás.
“Há décadas temos tentado descobrir o que aconteceu no passado”, disse Rasmus Nielse, geneticista da Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos, em entrevista ao The New York Times. “E agora temos um estudo que é quase uma máquina do tempo.”
Nielse se refere ao uso de DNA de esqueletos antigos. A partir deles é possível saber, além dos impactos da agricultura nos humanos, a origem do genoma dos europeus contemporâneos. Para realizar o estudo em questão, publicado na Nature na última segunda-feira (23), o geneticista David Reich, da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e sua equipe analisaram os genomas de 230 europeus que viveram entre 8,5 mil e 2,3 mil anos atrás. Os cientistas compararam esses genes com o de humanos vivos atualmente.
A pesquisa sugere que, antes da revolução agrícola, a Europa era composta por populações de caçadores e coletores. Isso mudou com a chegada de um novo povo, cujo DNA lembra o das pessoas do Oriente Médio – tudo indica que eles trouxeram as técnicas de agricultura consigo ao chegar na região.
Por meio da pesquisa, foi possível desmentir alguns boatos que corriam há anos, como o de que os europeus passaram a beber leite a partir do momento em que começaram a criar gado, por exemplo. De acordo com Reich, o gene LCT, relacionado à digestão do leite, de fato se tornou mais comum do que era antes na Europa com a introdução da agricultura, mas ele só começou a aparecer com frequência há somente 4 mil anos.
O estudo permitiu que os pesquisadores mapeassem as mudanças na cor da pele dos europeus. Há 9 mil anos os coletores e caçadores que viviam na Europa tinham origem africana e possuíam pele escura. Os agricultores que chegaram na região em seguida tinham a tez mais clara, o que se reforçou com um gene variante que surgiu anos depois.
Por fim, os cientistas revelaram que após o advento da agricultura, os europeus ficaram mais baixos, principalmente no sul do continente.
*Com supervisão de André Jorge de Oliveira
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