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Cavalaria da Polícia Militar prende foragido da Justiça e suspeito de tráfico de drogas em Cuiabá
Um foragido da Justiça e um suspeito por tráfico de drogas foram presos em flagrante por equipes da Cavalaria da Polícia Militar, em Cuiabá. As prisões foram realizadas em duas ações registradas no bairro Novo Horizonte, na manhã desta sexta-feira (09.08).
Por volta de 09h, as equipes de Cavalaria se deslopatrcaram até a região para realizarem patrulhamento ostensivo em locais observados como pontos de venda de entorpecentes. Em um dos locais de policiamento, os militares abordaram um grupo de pessoas com atitude suspeita, e realizaram revistas pessoais.
Nenhum material ilícito foi encontrado, mas foi identificado um mandado de prisão em aberto para um deles, expedido pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá. Diante da situação, os militares cumpriram o mandado e conduziram o suspeito para a Central de Flagrantes de Cuiabá para registro da ocorrência e posteriormente à delegacia Polinter para demais providências.
Ainda durante o patrulhamento na mesma região, um suspeito arremessou um pacote ao chão ao visualizar a equipe da Cavalaria e foi abordado. Com ele, os policiais encontraram uma porção de cocaína e outra de pasta base, além de R$ 72,00 em dinheiro.
Questionado sobre as drogas, o suspeito permaneceu em silêncio e recebeu voz de prisão por tráfico de drogas. O homem foi encaminhado para a Central de Flagrantes, com o material apreendido, para registro da ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
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Qualidade do sono: fatores que podem influenciar o descanso
Dormir não depende apenas de fechar os olhos e esperar o corpo desacelerar. A qualidade do sono resulta de uma combinação de fatores biológicos, comportamentais e ambientais que moldam tanto a facilidade para adormecer quanto a capacidade de manter um sono contínuo e reparador. Quando esse equilíbrio falha, o impacto costuma aparecer no humor, na concentração, no apetite, na disposição física e até na recuperação do organismo.
Por isso, observar o sono apenas pela quantidade de horas pode ser insuficiente. Uma noite longa, mas fragmentada, pode ser menos restauradora do que um período adequado com rotina consistente e ambiente favorável. Entender o que interfere no descanso ajuda a identificar ajustes práticos e também a reconhecer quando há sinais de que a avaliação profissional se torna necessária.
Ritmo circadiano e regularidade do horário
O organismo funciona com um relógio biológico interno que regula períodos de vigília e sonolência ao longo do dia. Esse sistema, conhecido como ritmo circadiano, responde principalmente à alternância entre luz e escuridão. Quando os horários de dormir e acordar variam demais, o corpo perde previsibilidade e a transição para o sono tende a ficar mais difícil.
Na prática, isso explica por que mudanças frequentes de rotina, trabalho em turnos ou fins de semana com horários muito diferentes podem comprometer o descanso. Manter constância não significa rigidez absoluta, mas sim reduzir oscilações intensas. Em muitos casos, esse é um dos ajustes com maior impacto sobre a percepção de sono restaurador.
Exposição à luz e uso de telas à noite
A luz noturna, especialmente a emitida por telas, pode atrasar a sinalização biológica de que a noite começou. Isso não significa que toda exposição digital cause insônia, mas o uso prolongado de celular, computador ou televisão perto da hora de dormir tende a manter o cérebro em estado de alerta por mais tempo.
Além da luminosidade, o próprio conteúdo consumido interfere no relaxamento. Atividades estimulantes, conversas tensas, trabalho tardio e excesso de informação dificultam o desacelerar mental. Em rotinas com dificuldade para iniciar o sono, estratégias associadas à higiene do sono e ao uso criterioso de nutrientes, como o magnésio para auxiliar no sono, costumam ser discutidas como apoio complementar, sempre sem substituir investigação clínica quando o problema persiste.
Cafeína, álcool e outras substâncias estimulantes
A cafeína pode permanecer ativa por várias horas no organismo. Por isso, mesmo quando consumida no meio da tarde, ela ainda pode influenciar o tempo para adormecer, a profundidade do sono e o número de despertares noturnos em pessoas mais sensíveis. O efeito varia de acordo com a dose, horário, metabolismo e padrão habitual de consumo.
O álcool, por sua vez, costuma gerar falsa impressão de benefício imediato, já que pode induzir sonolência inicial. No entanto, o padrão observado com frequência é de maior fragmentação do sono na segunda metade da noite. Também é importante considerar nicotina, pré-treinos e alguns medicamentos, que podem alterar vigília, frequência cardíaca e relaxamento. Em casos de dúvida, a orientação médica ou farmacêutica é a conduta mais segura.
Estresse, ansiedade e hiperativação mental
O sono e o estado emocional mantêm relação bidirecional. Períodos de estresse prolongado, preocupação excessiva e ansiedade favorecem um estado de hiperalerta, no qual o corpo está cansado, mas a mente continua ativa. Nessa condição, é comum haver dificuldade para pegar no sono, despertares frequentes ou sensação de descanso insuficiente ao amanhecer.
Esse mecanismo não deve ser interpretado como fraqueza individual, mas como resposta fisiológica. Pensamentos repetitivos, antecipação de problemas e hábito de levar tarefas pendentes para a cama podem reforçar esse ciclo. Técnicas de relaxamento, rotina de desaceleração e psicoterapia podem ajudar, especialmente quando o sono ruim acompanha sofrimento emocional persistente.
Ambiente do quarto e conforto térmico
O local onde se dorme influencia mais do que parece. Temperatura excessiva, ruído constante, colchão inadequado, luminosidade invasiva e excesso de estímulos visuais podem reduzir a profundidade do sono ou provocar microdespertares que passam despercebidos, mas prejudicam a recuperação.
Em geral, quartos mais escuros, silenciosos e termicamente confortáveis favorecem o descanso. Também tende a ser útil associar a cama ao ato de dormir, evitando transformar esse espaço em extensão do trabalho, das refeições ou do entretenimento contínuo. Quando há ronco intenso, pausas respiratórias observadas ou sonolência diurna importante, o problema pode ir além do ambiente e exigir investigação especializada.
Alimentação noturna e desconfortos digestivos
O horário, o volume e a composição da última refeição podem interferir no descanso. Refeições muito pesadas perto de deitar, excesso de gordura, alimentos muito condimentados ou grande ingestão de líquidos à noite podem favorecer refluxo, distensão abdominal ou idas frequentes ao banheiro. Em vez de relaxar, o organismo permanece lidando com desconfortos.
Isso não significa que dormir com fome seja recomendável. O ideal costuma ser um padrão alimentar compatível com a rotina, sem excessos na reta final do dia. Pessoas com sintomas digestivos recorrentes, azia noturna ou sensação de que a alimentação piora o sono podem se beneficiar de avaliação individual com nutricionista ou médico.
Atividade física e horário do exercício
Exercícios regulares tendem a favorecer a saúde do sono, sobretudo quando contribuem para gasto energético, regulação do humor e organização da rotina. No entanto, intensidade e horário importam. Em algumas pessoas, treinos muito intensos no período noturno aumentam ativação fisiológica e atrasam o início do sono.
O efeito não é universal. Há quem tolere bem atividade física à noite, especialmente se já estiver adaptado ao horário. Ainda assim, quando o descanso piora, vale observar a relação entre tipo de treino, horário e recuperação. Ajustes simples no planejamento semanal podem melhorar tanto o desempenho quanto a qualidade das noites.
Deficiências nutricionais e papel do magnésio
A nutrição participa de múltiplos processos ligados ao sistema nervoso, ao relaxamento muscular e à regulação metabólica. Entre os micronutrientes estudados, o magnésio desperta interesse por atuar em funções neuromusculares e por sua possível associação com a qualidade do sono, principalmente em pessoas com ingestão insuficiente ou maior vulnerabilidade a sintomas de tensão e fadiga.
Ainda assim, é importante evitar simplificações. Magnésio não deve ser tratado como solução universal para insônia, e a resposta pode variar conforme contexto clínico, alimentação, medicações em uso e presença de deficiência. A suplementação deve ser pensada como medida complementar, preferencialmente com orientação profissional, sobretudo em gestantes, idosos, pessoas com doença renal e indivíduos em uso de medicamentos com potencial de interação.
Quando o sono ruim merece avaliação profissional
Alterações ocasionais fazem parte da vida, mas alguns sinais indicam a necessidade de atenção clínica. Dificuldade frequente para dormir, despertares persistentes, ronco alto, pausas respiratórias, sono não reparador, irritabilidade constante e sonolência durante o dia não devem ser normalizados por longos períodos.
O sono pode ser afetado por insônia, apneia obstrutiva, transtornos do humor, dor crônica, refluxo, alterações hormonais e outros quadros que exigem abordagem específica. Quanto mais cedo a causa é investigada, maiores as chances de um manejo efetivo e seguro. Melhorar o descanso raramente depende de uma única medida, mas de um conjunto coerente de hábitos, contexto clínico e acompanhamento adequado.
Dormir bem é menos um evento isolado e mais o resultado de escolhas consistentes, ambiente favorável e atenção aos sinais do corpo. Quando o descanso deixa de cumprir sua função restauradora, entender os fatores envolvidos é o primeiro passo para recuperar equilíbrio e qualidade de vida.
Referências
- AMERICAN ACADEMY OF SLEEP MEDICINE. Healthy sleep habits. 2021. Disponível em: https://sleepeducation.org/healthy-sleep/healthy-sleep-habits/.
- DRAKE, C.; ROEHRS, T.; SHAMBROOM, J.; ROTH, T. Caffeine effects on sleep taken 0, 3, or 6 hours before going to bed. 2013. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3805807/.
- NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH, Office of Dietary Supplements. Magnesium: health professional fact sheet. 2026. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Magnesium-HealthProfessional/.
- RAWJI, A. et al. Examining the effects of supplemental magnesium on self-reported sleep quality and sleep-related daytime impairments in adults with poor sleep quality: a systematic review. 2024. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11136869/.
- SLEEP FOUNDATION. Mastering sleep hygiene: your path to quality sleep. 2025. Disponível em: https://www.sleepfoundation.org/sleep-hygiene.
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