HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Nova Xavantina
Em 1943 ocorreu a penetração da Expedição Roncador-Xingu. Na verdade, a expedição comandada pelo cel. Flaviano de Matos Vanique, alardeava a Marcha para o Oeste, de Getúlio Vargas, mas escondia o projeto de trasladar a capital do Brasil, do Rio de Janeiro para um quadrilátero na bacia fluvial do Xingu, se assim fosse necessário.
A Capital Federal, com o afundamento de navios brasileiros durante a II Grande Guerra, mostrava-se por demais exposta a um ataque inimigo. Sem muitas defesas eficientes. No dia 14 de abril de 1944, o cel. Vanique lançou a pedra fundamental de Xavantina, na margem direita do Rio das Mortes. O nome homenageava ao povo indígena xavánte. O próprio Presidente Getúlio Vargas visitou Xavantina com seleta comitiva, destacando-se o Ministro do Exército, o cuiabano Eurico Gaspar Dutra, no dia 25 de maio de 1944. Deste dia memorável duas frases ficaram marcadas a do presidente Getúlio Vargas: “Deixo aqui o testemunho do meu apreço a estes destemidos patrícios desbravadores do sertão, continuadores dos sertanistas que conquistaram esta região no passado para que os atuais com seus sucessores continuem aqui uma nova civilização.” E a do general Eurico Gaspar Dutra – Ministro da Guerra, e cuiabano: “Como mato-grossense, é para mim motivo de júbilo visitar hoje este acampamento e a futura Xavantina. Com seu espírito empreendedor, patriotismo e tenacidade, João Alberto vem realizando aquilo com que Couto de Magalhães sonhou.” A par desta investida, pretendeu a Fundação Brasil Central fazer assentamento agrário na região. No entanto, o projeto não evoluiu. Os colonos, insatisfeitos debandaram, tornando-se posseiros pelo leste e norte mato-grossense. Novo incremento só se verificou após 1950.
A Lei nº 2.059, de 14 de dezembro de 1963, criou o distrito com sede no sítio de Xavantina, mas com a denominação de Ministro João Alberto.
A Lei nº 3.759, de 29 de junho de 1976, criou o distrito de Nova Brasília, com sede na margem esquerda do Rio das Mortes, em frente ao distrito Ministro João Alberto, formando-se, na prática, uma só comunidade dividida pelo rio. O município com o nome de foi criado a 3 de março de 1980, pela Lei Estadual nº 4.176.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação Nova de Nova Xavantina, não nasceu por diferenciação de algum município denominado Xavantina, mas por razão interna de uma povoação, que fundiu duas outras anteriores. Com a formação do município, extinguiram-se os dois distritos pré-existentes: Nova Brasília e Xavantina. E não apenas juridicamente e administrativamente se explica a alteração de nome dos distritos para o município, mas uma razão histórica determinou a mudança de nome.
Na verdade, se tratava de uma só povoação, separada pelo Rio das Mortes: a povoação de Xavantina da margem direita do rio e a povoação de Nova Brasília, na margem esquerda. Conveniências administrativas e políticas alteraram a denominação da povoação de Nova Brasília. Em se tratando de uma povoação apenas, surgiu a proposta de se unir os dois nomes populares num só. Xavantina contribuiu com sua própria denominação, enquanto que Nova Brasília, nome composto, contribuiu com o termo Nova.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE NOVA XAVANTINA
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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