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Você é insubstituível
Francisney Liberato Batista Siqueira
Quando criança a minha mãe fazia todos os esforços possíveis e impossíveis para dar o melhor para os filhos. Creio que isso seja um padrão que normalmente as mães oferecem à sua prole. Fato é que, ainda que fossem poucos os nossos recursos financeiros, havia amor e dedicação em cada atitude dela para com todos nós e isso era único para mim.
A situação financeira da época era precária. Vivíamos com muito pouco e não havia a estrutura ideal para a criação de cinco filhos, mas ela se empenhava, assim como meu pai e, juntos, faziam o melhor que podiam, com aquilo que havia disponível.
Me recordo de um dos momentos mais marcantes da minha infância. Era meu aniversário e minha mãe resolveu fazer uma festa surpresa para mim. Haviam alguns amigos e familiares que ajudaram a compor aquele momento especial, e para minha maior surpresa avistei um bolo que tão suntuoso estava sob a mesa e pude sentir meus olhos marejarem de tanta felicidade. Para proporcionar aquela alegria a mim, minha querida mãe havia juntado alguns bolos caseiros e feito uma montanha de bolos, o qual foi lindamente decorado com bolinhas doces de chumbinho e muitos outros mimos.
Na minha tenra percepção de criança, aquele bolo era maravilhosamente lindo, pois conquistou-me quando o vi. Era grande e chamava a minha atenção, assim como a das demais criança da época. Ele havia sido feito exclusivamente para mim, com todo amor e carinho, mesmo vivendo uma vida com baixos recursos financeiros.
Ela me tratava como alguém único e singular. Ela conhecia a minha vida, conhecia os meus gostos e me amava muito, mesmo eu sendo um filho briguento e desobediente. O amor dela era incondicional.
Se você hoje pensa que só possui defeitos e que não tem utilidade para este mundo, saiba que você possui grandes qualidades e todas as suas características te fazem ser um ser humano único! As digitais, íris, retina dos olhos e os dentes, comprovam o espetáculo que é a sua criação. Mesmo que os gêmeos univitelinos sejam idênticos na aparência há ainda muitas diferenças do caráter. Somos distintos e isso nos tonam únicos.
Lembre-se: Você venceu a maior disputa da sua vida, a concorrência mais difícil que já existiu. Você é insubstituível. Foram aproximadamente 300 milhões de espermatozoides os quais participaram do “certame” da existência, mas foi você o vencedor dessa batalha biológica. O escolhido para vir ao mundo e contribuir com aquilo que só você possui
Nesse sentido, ressalto as palavras tão bem pontuadas pelo Salmista, no capítulo 139, a qual descreve: “Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos. Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos te são bem conhecidos. Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor. Tu me cercas, por trás e pela frente, e pões a tua mão sobre mim. Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance, é tão elevado que não o posso atingir. […] Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe”.
As pessoas podem até machucar você e te tratar com desprezo e ingratidão, mas lembre-se- que isso não tira o valor singular que você tem. Deus o criou para ser único, no espetáculo da vida e não há nada nem ninguém que possa mudar essa ordem.
Jamais esqueça que você é especial. Que você é lindo (a), inteligente e é o melhor. Você foi projetado pelas mãos do Criador. Assim como uma mãe procura dar o melhor para seus filhos, Deus pretende fazer muito mais por você. Por isso, não permita que o mundo determine o seu valor, ou queira destruir a história que até aqui você construiu. Acredite, há um bolo de montanha com chumbinhos de doces preparado para você, vindo das mãos do nosso Pai Celestial! Ele o espera para ver seus olhos contentes e saltando de alegria.
Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador. Autor do Livro “Mude sua vida em 50 dias”.
artigos
O dever da Religião
Por Paiva Netto
Declarei ao ilustre jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), na entrevista concedida a ele em 10 de outubro de 1981, que é dever da Religião proclamar a existência do Espírito imortal e efetivar os resultados práticos desse indispensável conhecimento na reforma do planeta.
Eis o pragmatismo que, por força da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o Brasil oferece à humanidade, pois tais noções amadurecerão a consciência dos povos para a realidade espiritual de que ninguém consegue permanentemente escapar. Não se pode eternamente impedir a manifestação daquilo que nasce com o ser humano,
mesmo quando ateu: o sentido de Religiosidade que se expressa das mais variadas formas. Para além do debatido determinismo histórico, trata-se, acima de tudo, do Determinismo Divino, de que nos falava Alziro Zarur. Antes que fatalmente a Ciência conclua, em laboratório, sobre a perenidade da vida, cumpre à Religião não só abordar com maior objetividade a existência do Espírito após a morte, mas concomitantemente pesquisar o Mundo ainda Invisível.
Parceria Céu e Terra
Ora, a morte não deve ser motivo de assombro nem ser tratada com desdém ou negligência. Diante da eternidade da vida, é essencial extrair seus preciosos aprendizados, que ajudaram a moldar os destinos da humanidade, contribuindo para sua continuação até aqui. Esse intercâmbio entre Terra e Céu, Céu e Terra, quando estabelecido com as forças do Bem, nos dá confiança na vida. Contar com a cooperação bendita daqueles que nos antecederam na jornada espiritual, sabendo que estão mais vivos do que nunca, incentivando-nos a boas ações, no cumprimento de nossas tarefas prometidas antes de aqui renascer, é parceria infalível.
Há décadas, preconizo que o ser humano não é somente sexo, estômago e intelecto, isto é, um saco de sangue, ossos, músculos e nervos, apenas jungido às limitadoras perspectivas do plano material. Reduzi-lo a isso é promover a cultura do fedor. A morte não é o fim; a vida é perpétua. E o Espírito é suprema realidade.
José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com
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