FUTEBOL
Meninas do Brasil perdem para a França e se complicam na Copa do Mundo
A seleção brasileira perdeu por 2 a 1 contra a França na Copa do Mundo Feminina, na manhã deste sábado (29.07). O jogo foi no Suncorp Stadium, em Brisbane (AUS). A zagueira Renard foi decisiva para a vitória da França ao marcar um gol de cabeça após falha na marcação brasileira em uma bola parada.
No primeiro tempo, a equipe francesa demonstrou um desempenho impecável, pressionando a seleção brasileira e conseguindo marcar um gol com Le Sommer. As brasileiras lutaram para conter o ímpeto das adversárias e contaram com a boa atuação de Lelê, que evitou um placar ainda mais desfavorável.
No segundo tempo, o Brasil reagiu e conseguiu empatar o jogo graças a Debinha, mostrando determinação em buscar o resultado positivo. No entanto, a zagueira Renard da França, que estava sendo dúvida para a partida, se destacou ao aproveitar uma falha na marcação durante uma cobrança de escanteio. Com um cabeceio certeiro, ela assegurou a vitória para a seleção francesa e manteve suas chances de classificação.
Com o resultado, a França assumiu a liderança do Grupo F, enquanto o Brasil corre o risco de ficar fora da zona de classificação. O próximo confronto do Brasil será contra a Jamaica, determinante para definir sua permanência no torneio.
O próximo desafio da seleção brasileira será contra a Jamaica, em uma partida que decidirá sua permanência na competição. A França, por sua vez, enfrentará o Panamá na última rodada da fase de grupos. Ambos os jogos acontecerão na quarta-feira (02.08), às 7h (horário de Brasília).
FUTEBOL
Brasil passa de virada pelo Japão e volta a campo no próximo domingo pelas oitavas
O Brasil está nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, mas o passaporte carimbado em Houston veio acompanhado de um susto que expôs as fragilidades de uma equipe ainda em busca de identidade.
A vitória por 2 a 1 sobre o Japão, consolidada apenas aos 50 minutos da etapa final com um gol de Gabriel Martinelli, foi o retrato de um time que, embora conte com o talento individual para decidir, sofreu com a desorganização coletiva diante de um adversário disciplinado e tecnicamente eficiente.
O cenário em campo confirmou o que a torcida temia: uma Seleção que, apesar de ter mais posse de bola, encontrou imensa dificuldade para furar o bloqueio japonês.
O gol de Kaishū Sano, ainda no primeiro tempo, desnorteou o sistema tático brasileiro e revelou brechas perigosas na transição defensiva. O empate, trazido por Casemiro em uma das poucas subidas de cabeça efetivas, não foi suficiente para acalmar os ânimos, mantendo a equipe em um estado de tensão que beirou o descontrole.
O peso da camisa
O desfecho, embora comemore a classificação, coloca o Brasil sob holofotes nada confortáveis. A imprensa internacional não poupou críticas ao desempenho apresentado, sintetizando o sentimento geral com a expressão “Graças à camisa”.
O argumento é claro: enquanto seleções emergentes demonstram planos de jogo cada vez mais sólidos, a Seleção Brasileira segue dependente de lampejos individuais para resolver embates que, teoricamente, seriam mais tranquilos.
A vitória de virada é, sem dúvida, um alívio imediato para o elenco e para o comando técnico de Carlo Ancelotti. Contudo, o resultado de hoje serve como um alerta pragmático. O futebol de seleções atual não perdoa a falta de coesão, e a dependência de decisões nos acréscimos é um luxo que o Brasil pode não ter nas próximas etapas do mata-mata.
O próximo passo
A classificação coloca o Brasil diante de um novo desafio. O próximo jogo será no próximo domingo, dia 5 de julho, às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey. A Seleção aguarda agora a definição do seu adversário, que sairá do confronto entre Noruega e Costa do Marfim.
Para o torcedor, o domingo reserva uma nova prova. Para a comissão técnica, o tempo até lá deve ser usado não apenas para a recuperação física, mas para uma revisão profunda do modelo de jogo. O Brasil avançou, mas o futebol apresentado deixa claro: o nível de exigência subiu e o margem de erro, a partir de agora, é zero.
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