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Gestão 4.0: os desafios do trabalho remoto em tempos de Covid-19

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Da Assessoria

Élida Jerônimo

Élida Jerônimo

A valorização da pessoa é fundamental para que uma empresa consiga bons resultados. Esta é uma das premissas da chamada Gestão 4.0, método de administração que propõe uma nova forma de enxergar o trabalho. Com a disseminação do Covid-19, essa forma de gestão é mais importante do que nunca, pois as empresas precisam estar muito mais atentas às necessidades e anseios de seus funcionários e clientes. 

 

Uma das principais medidas que as empresas estão tomando é adotar o home office. Desta forma, diferentes segmentos foram levados a repensar o método de produtividade, estabelecendo novos arranjos para estimular o trabalho remoto e minimizar o contato de grandes grupos de pessoas.

 

Para Élida Jerônimo, gerente técnica da empresa Agenda Assessoria, o primeiro passo para implantar o trabalho home office é realizar um alinhamento com todos os colaboradores, para garantir a transparência sobre as regras de funcionamento desse trabalho. “Todos os colaboradores precisam saber como vai funcionar o ambiente de trabalho digital, como será distribuída as atividades, como será monitorada, quais são as ferramentas a serem utilizadas, como vai ser a rotina, enfim. Esse alinhamento precisa ser transparente para que todos tenham ciência de como tudo vai funcionar”.

 

Em segundo lugar, a especialista afirma que é fundamental pensar na infraestrutura para que o colaborador possa atuar de casa. Incluindo a segurança de dados, principalmente, para setores que acessam servidores. “é preciso verificar, por exemplo, o que pode ser feito via VPN (Virtual Private Network), que é uma rede de comunicações privada construída sobre uma rede de comunicações pública, sendo um meio seguro contra Hackers. Então, é preciso pensar e disponibilizar essa segurança no momento do trabalho home office do colaborador”, explica.

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O sucesso de um ambiente de trabalho digital depende, ainda, de uma rotina de reuniões e monitoramento, para que o colaborador continue engajado com o propósito da empresa e, ao mesmo tempo, continue se sentindo participante da organização. “As ferramentas utilizadas são o meio para desempenhar as atividades, o êxito do trabalho remoto está no engajamento e organização das pessoas, pois são elas que fazem acontecer”, ressalta Jerônimo

  

“Para manter essa rotina, uma dica, é transferir algumas rotinas de trabalho já existentes para o modelo home office. Claro que depende do tipo de atividade de cada empresa, mas, iniciar o dia com uma reunião rápida (Daily Scrum) para alinhar e definir as atividades a serem realizadas pelos colaboradores, é uma ação importante para o trabalho remoto”, reforça Élida.

 

Ferramentas de produtividade – Já existem ótimas ferramentas no mercado que servirão para seu empreendimento. A dica é dar preferência às ferramentas simples e objetivas, de acordo com a característica da empresa. “Por exemplo, o Trello é uma ferramenta que ajuda o colaborador a organizar as atividades. Para quem gosta de uma forma de controle manual, o bom e velho Post It continua sendo uma boa ferramenta. Tem um aplicativo de celular, o Wunderlist, que também permite que o colaborador organize todas as tarefas que precisam ser feitas no dia ou na semana, permite estabelecer datas e alertas e gera notificação para lembretes, portanto, é bem eficiente. Para compartilhamento de documentos entre os membros do time, Google Drive é uma boa indicação

Para fazer reuniões com clientes e/ou com equipes, o Skype é uma boa ferramenta para videoconferências, mas há, também, o Google Hangouts Meet, que foi liberado gratuitamente por causa do Covid-19, e é uma plataforma simples que não precisa ser instalado”, destaca a especialista.

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Élida Jerônimo ressalta que há várias ferramentas para quem trabalha com projetos, como MS Project ou Smartsheet, este último é flexível e pode ser utilizado para Plano de Ação 5W2H. Em alguns casos, há pessoas que gostam de usar o Excel para organizar as atividades, enfim, a regra é utilizar a ferramenta que melhor se adequa ao tipo de trabalho, que seja mais confortável e que vai otimizar melhor o rendimento dos colaboradores.

 

“É muito importante que os líderes mantenham contato frequente com os colaboradores, até para ajudar nas dificuldades e otimizar o trabalho. As empresas que trabalham com OKRs (Objetives and Key Results), indicadores com objetivos e resultados, é importante que ao final do ciclo de avaliação, apresentem os índices ao time para saber se as metas foram ou não alcançadas. E é importante destacar as vantagens do trabalho home office, alguns produzirão muito mais em trabalho remoto do que atuando na empresa, outros terão mais dificuldades em se adaptar. Então, essa vantagem da flexibilização de horário ligado ao rendimento produtivo precisa ser observada. Em alguns casos, incluir apenas a meta a ser batida, não importando a carga horária de trabalho, pode ser um mecanismo interessante para ambas as partes, por isso, nos acordos iniciais do trabalho home office é importante incluir essa questão. E sempre monitorar o trabalho remoto”, finaliza.

 

Élida Jerônimo, gerente técnica da empresa Agenda Assessoria

 

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O dever da Religião

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Por Paiva Netto

Declarei ao ilustre jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), na entrevista concedida a ele em 10 de outubro de 1981, que é dever da Religião proclamar a existência do Espírito imortal e efetivar os resultados práticos desse indispensável conhecimento na reforma do planeta.

Eis o pragmatismo que, por força da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o Brasil oferece à humanidade, pois tais noções amadurecerão a consciência dos povos para a realidade espiritual de que ninguém consegue permanentemente escapar. Não se pode eternamente impedir a manifestação daquilo que nasce com o ser humano,

mesmo quando ateu: o sentido de Religiosidade que se expressa das mais variadas formas. Para além do debatido determinismo histórico, trata-se, acima de tudo, do Determinismo Divino, de que nos falava Alziro Zarur. Antes que fatalmente a Ciência conclua, em laboratório, sobre a perenidade da vida, cumpre à Religião não só abordar com maior objetividade a existência do Espírito após a morte, mas concomitantemente pesquisar o Mundo ainda Invisível.

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Parceria Céu e Terra

Ora, a morte não deve ser motivo de assombro nem ser tratada com desdém ou negligência. Diante da eternidade da vida, é essencial extrair seus preciosos aprendizados, que ajudaram a moldar os destinos da humanidade, contribuindo para sua continuação até aqui. Esse intercâmbio entre Terra e Céu, Céu e Terra, quando estabelecido com as forças do Bem, nos dá confiança na vida. Contar com a cooperação bendita daqueles que nos antecederam na jornada espiritual, sabendo que estão mais vivos do que nunca, incentivando-nos a boas ações, no cumprimento de nossas tarefas prometidas antes de aqui renascer, é parceria infalível.

Há décadas, preconizo que o ser humano não é somente sexo, estômago e intelecto, isto é, um saco de sangue, ossos, músculos e nervos, apenas jungido às limitadoras perspectivas do plano material. Reduzi-lo a isso é promover a cultura do fedor. A morte não é o fim; a vida é perpétua. E o Espírito é suprema realidade.

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com

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