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STF bloqueia contas de empresas e empresários de Mato Grosso acusados de financiar atos antidemocráticos. Veja a lista

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou o bloqueio das contas bancárias de 43 pessoas físicas e empresas de Mato Grosso suspeitas de financiar os atos que contestaram o resultado da eleição presidencial.

Em sua decisão o ministro destaca que os direitos de greve e de reunião são garantidos pela Constituição, mas que esses protestos foram criminosos ao “propagar o descumprimento e desrespeito ao resultado do pleito eleitoral […], com consequente rompimento do Estado Democrático de Direito e a instalação de um regime de exceção”.

Moraes ressaltou que pedir por “intervenção federal” pode configurar o crime de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito, cuja pena pode ser de quatro a oito anos de prisão.

Além do bloqueio das contas bancárias, ele determinou que os representantes das empresas sejam ouvidos pela Polícia Federal em até 10 dias. Entre os afetados, estão companhias agrícolas, de materiais de construção e transportadoras de Várias cidades matogrossenses, a maioria da cidade de Sorriso.

Veja a lista de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de financiar atos antidemocráticos:

1. Agritex Agrícola – Água Boa
2. Agrosyn Insumos Agrícolas – Sorriso
3. Airton Willers – Lucas do Rio Verde
4. Alexandro Lermen – Sorriso – (Sócio de empresas agropecuárias em Nova Ubiratã e Sorriso)
5. Argino Bedin – Sorriso
6. Arraiá Transportes LTDA – Sorriso
7. Assis Claudio Tirloni – Tapurah
8. Banco Rodobens/SA
9. Berrante De Ouro Transportes LTDA – Sorriso
10. Carrocerias Nova Prata LTDA – Sorriso
11. Castro Mendes Fábrica de Pecas Agricolas – Sorriso
12. Ceramica Nova Bela Vista LTDA – Sorriso
13. Comando Diesel Transporte e Logística LTDA – Rondonópolis
14. Dalila Lermen Eireli – Sorriso
15. Diomar Pedrassani – (Sócio de empresa de transportes em Cuiabá)
16. Drelafe Transportes de Carga LTDA – Cuiabá
17. Edilson Antonio Piaia – Campo Novo do Parecis (produtor rural)
18. Fermap Transportes Ltda – Sorriso
19. Fuhr Transportes Eireli – Sorriso
20. Gape Servicos de Transportes LTDA – Sorriso
21. D. R. Novello E A. M. De Alencar Neto Ltda – Sorriso
22. Kadre Artefatos Concreto e Construção – Sorriso
23. KNC Materiais de Construção LTDA – Nova Mutum
24. LLG Transportes LTDA – Sorriso
25. Muriana Transportes LTDA – Nova Mutum
26. Mz Transportes De Cargas LTDA – Sorriso
27. P A Rezende e Cia LTDA – Água Boa
28. Potrich Transportes LTDA – Sorriso
29. Rafael Bedin – Sorriso
30. Roberta Bedin – Sorriso
31. Sérgio Bedin – Sorriso
32. Sinar Costa Beber – Nova Mutum
33. Sipal Industria e Comercio LTDA – Nortelândia
34. Tirloni Transportes – Tapurah
35. Transportadora Chico LTDA – Sorriso
36. Transportadora Lermen LTDA – Sorriso
37. Transportadora Rovaris LTDA – Sorriso
38. TRR Trio Bonito – Sorriso
39. Vape Transportes LTDA – Água Boa

 

com informações do UOL

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Mato Grosso

Rodovia sob suspeita leva presidente do TCE-MT a relatar risco em viagem

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A situação da MT-170, rodovia estratégica para a ligação entre os municípios de Castanheira, Juruena, Cotriguaçu, Colniza e Aripuanã, no noroeste de Mato Grosso, voltou ao centro das discussões sobre infraestrutura no Estado após o presidente do Tribunal de Contas (TCE-MT), Conselheiro Sérgio Ricardo, afirmar que enfrentou situações de risco durante uma viagem pelo trecho em obras.

Segundo o conselheiro, os buracos e as condições da pista foram tão severos que ele chegou a temer pela própria segurança. A declaração foi feita nesta semana, em meio às inspeções realizadas pelo Tribunal em obras públicas e às investigações sobre problemas identificados na rodovia.

Antiga BR-174, a MT-170 é considerada uma das principais vias de integração do extremo noroeste mato-grossense e fundamental para o transporte de cargas e o acesso da população aos serviços de saúde e educação. Desde que a estrada foi estadualizada, em 2021, o Governo de Mato Grosso já investiu cerca de R$ 675 milhões na pavimentação, dos quais mais da metade dos 271 quilômetros previstos já foi executada.

No entanto, um trecho de 50,7 quilômetros que recebeu investimento de aproximadamente R$ 130 milhões passou a apresentar deterioração precoce, levando a Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) a abrir processos administrativos e encaminhar um dossiê ao Ministério Público, Tribunal de Contas e Controladoria Geral do Estado. A pasta sustenta que os problemas decorrem de falhas na execução da obra e já notificou o consórcio responsável dezenas de vezes desde 2023.

As irregularidades também motivaram inspeções do TCE, que estuda determinar a reconstrução completa dos segmentos danificados. Técnicos apontam indícios de utilização de materiais inferiores aos previstos em projeto e espessura do revestimento asfáltico abaixo da originalmente especificada.

A atuação do Tribunal em campo gerou embates políticos nas últimas semanas. Críticos das vistorias acusam exposição excessiva por parte do presidente da Corte, enquanto Sérgio Ricardo sustenta que a fiscalização presencial é necessária para verificar a aplicação dos recursos públicos e acompanhar de perto a qualidade das obras executadas.

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