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Paulinha Abelha, do Calcinha Preta, morre em consequência da encefalite
A cantora Paulinha Abelha, vocalista da banda Calcinha Preta, morreu nesta quarta-feira (23.02), aos 43 anos, em Aracaju. Ela foi internada no dia 11 de fevereiro, com problemas renais e o problema evoluiu para uma encefalite. A artista morreu às 19h26 em decorrência de um quadro de comprometimento multissistêmico, segundo nota divulgada pela assessoria de comunicação do Hospital Primavera. om encefalite. Inicialmente a cantora apresentou um quadro de infecção renal e foi internada para fazer diálise, mas o problema se agravou, ela entrou em coma e os médicos ainda tentam descobrir o que provocou a encefalite.
“O Hospital Primavera comunica, com pesar, que a cantora, Paula de Menezes Nascimento Leca Viana, Paulinha Abelha, faleceu hoje às 19h26 em decorrência de um quadro de comprometimento multissistêmico. Nas últimas 24 horas apresentou importante agravamento de lesões neurológicas, constatadas em ressonância magnética, e associada a coma profundo. Foi então iniciado protocolo diagnóstico de morte encefálica, que confirmou hipótese após exames clínicos e complementar específicos. Ela estava internada no Hospital Primavera desde o dia 17 de fevereiro, sob os cuidados das equipes médicas de terapia intensiva, neurologia e infectologia”, diz a nota de falecimento.
O SUA SAÚDE AQUI falou sobre a doença da cantora dia 17. Saiba mais aqui
QUEM FOI PAULINHA
Carreira e volta ao Calcinha Preta Nascida em 16 de agosto de 1978, Paula de Menezes Nascimento é natural do interior de Sergipe. Ela iniciou a carreira musical aos 12 anos, cantando em bandas locais e trios elétricos em pequenas cidades sergipanas. Antes do Calcinha Preta, ela chegou a tentar a carreira com outros grupos, criados por ela.
Por 3 anos, cantou na banda Flor de Mel, um investimento próprio que precisou interromper pela falta de recursos financeiros, tanto dela quanto de seus pais. Apesar da tristeza, Paulinha não desistiu, e pouco tempo depois foi selecionada para integrar a banda Panela de Barro. Ela ficou no grupo por mais três anos, período em que ganhou experiência e habilidade com o público. O destaque a nível nacional, no entanto, veio a partir de 1998, quando ela entrou para o Calcinha Preta após ser descoberta pelo empresário Gilton Andrade. O grupo, que é um dos maiores nomes do forró eletrônico, foi formado em 8 de dezembro de 1995 e, desde então, já passou por diversas formações.
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Morre a menina baleada por engano por agentes da PRF
Morreu, na manhã deste sábado (16.09), a menina Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos, baleada na coluna e na cabeça durante uma ação equivocada da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.
Na última quinta-feira (14.09), Heloísa sofreu uma parada cardiorrespiratória, que foi revertida pela equipe de saúde após seis minutos. Ela estava internada no Hospital Adão Pereira Nunes.
A família da criança fazia uma viagem em um carro de passeio, que começou a ser perseguido por uma equipe da PRF. Dentro do veículo estavam Heloísa, os pais dela, a tia e uma irmã. O carro foi perseguido e alvejado por disparos feitos por policiais.
Os policiais envolvidos na abordagem foram afastados da corporação, que iniciou uma investigação interna. O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça a prisão preventiva dos três agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) envolvidos.
Também é investigada a atuação de um dos policiais que chegou a visitar a vítima no CTI do hospital. O procurador Eduardo Benones representou pela prisão dos agentes Fabiano Menacho Ferreira — que admitiu ter feito os disparos —, Matheus Domicioli Soares Viegas Pinheiro e Wesley Santos da Silva.
Na peça, Benones afirma que 28 agentes da PRF foram até o hospital logo após o incidente “numa tentativa inequívoca de intimidar” a família e lembra que um deles, à paisana, conseguiu chegar até a emergência pediátrica e falar com o pai da menina.
“A presença de 28 inspetores no hospital, no dia do ocorrido, em contato visual e às vezes verbal, com as vítimas demonstra uso indevido da força corporativa”, escreveu Benones na justificativa.
Segundo a polícia, o carro em que a família estava era roubado. O pai de Heloísa disse que tinha adquirido o veículo recentemente e não sabia da situação irregular.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que a PRF terá que acelerar a “revisão da doutrina policial e manuais de procedimentos”.
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