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AGRO & NEGÓCIO

Empresa do agronegócio investe em plataforma unificada de segurança

Distribuidora de defensivos agrícolas e sementes mato-grossense adotou nova política de segurança e gestão de negócio

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O crescimento de roubos de cargas por quadrilhas especializadas em defensivos agrícolas tem feito os empresários buscarem tecnologias que tragam maior segurança para suas propriedades e armazéns. Após a ocorrência de um sinistro em 2019, a Agrícola Alvorada procurou no mercado uma solução de segurança que permitisse monitorar e controlar remotamente suas unidades.

“Conversamos com nossos pares para obter indicações de uma empresa especializada em segurança, que pudesse nos ajudar a fortalecer nossas operações e obtivemos a indicação da Ausec, representante da Genetec, que atende várias outras empresas nos segmentos de armazenagem e distribuição de defensivos na região”, conta Francisco Vargas, diretor financeiro da Agrícola Alvorada.

Diretor da Ausec, Wagner Figueiredo

Wagner Figueiredo, diretor geral da Ausec, conta que o primeiro passo foi fazer uma imersão na matriz e nas sete unidades da Alvorada. Com isso, a empresa teve uma visão global da operação e identificou a necessidade de modernizar a infraestrutura existente. 

“Depois da análise da infraestrutura de segurança, concluímos que era preciso estruturar uma central de segurança, atuante 365 dias por ano, durante 24 horas, com padronização e consolidação das informações, além de garantir proteção em camadas. Era necessário também investir na contratação e treinamento dos profissionais para utilizarem a solução Genetec Security Center, que garante uma visão geral e unificada das unidades da Alvorada em uma única tela”, comenta Figueiredo. 

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Para comprovar os benefícios, a Ausec fez uma prova de conceito de dois meses, incluindo as ferramentas Genetec e soluções de proteção em camadas da Axis Communications, que contemplam câmeras móveis integradas a radares de aproximação, cornetas além de diversos sensores intrusão. 

Com a solução implantada os operadores da central de segurança controlam as unidades em tempo real contando com um sistema de áudio para envio de mensagens pré-gravadas ou personalizadas, indicando as providências de pronta respostas que foram tomadas. Diversas pesquisas indicam que locais protegidos com câmeras de vídeo integradas a sistema de áudio resultam em uma queda de até 30% na possiblidade de concretização de um crime, seja ele um roubo, um ato de vandalismo ou até mesmo uma agressão.  

Para João Paulo Sousa, diretor de Vendas da Genetec Brasil, o projeto da Agrícola Alvorada reforçou a eficiência das soluções da Genetec aplicadas ao agribusiness, que é estratégico para a companhia no Brasil. “Neste projeto tivemos a oportunidade de trabalhar em sinergia com nossa parceira Ausec e percebemos o amplo potencial do setor de agro, para o qual temos soluções de segurança para seus desafios atuais”, comenta o executivo da Genetec.

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O próximo passo da Agrícola Alvorada é avaliar a implementação das soluções Genetec em suas demais unidades de negócios localizadas na região sul do Mato Grosso, entre o Araguaia e o Xingu.

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AGRO & NEGÓCIO

Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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