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Indicadores de saúde e educação devem ser melhorados, diz TCE
A recomendação foi feita no julgamento das contas de Governo do município, exercício de 2016, gestão de Rosângela Aparecida Nervis
Da Assessoria
Cotriguaçu – Investimentos em saúde e educação devem ser melhorados
O município de Cotriguaçu deve apresentar, em 60 dias, ao Tribunal de Contas de Mato Grosso, um Plano de Providências para melhorar a posição dos indicadores da Saúde e da Educação. A recomendação foi feita no julgamento das contas de Governo do município, exercício de 2016, gestão de Rosângela Aparecida Nervis. Por unanimidade, o Pleno do TCE aprovou o voto do relator José Carlos Novelli, na sessão plenária desta terça-feira, 04/07, e emitiu parecer prévio, favorável, às contas de Governo.
Foi recomendado ao Poder Legislativo que determine ao Chefe do Poder Executivo Municipal a adoção de medidas para aperfeiçoar o planejamento e a execução das políticas públicas na área da educação e saúde, visando uma mudança positiva na situação avaliada pelo TCE. O relator fez questão de ressaltar que os indicadores serão observados quando da apreciação das contas de governo relativas ao exercício de 2017.
Em seu relatório, foram apontadas fragilidades no setor da educação, em relação a Taxa de Cobertura Potencial na Educação Infantil – 0 a 6 anos; proporção de Escolas Municipais com Nota na Prova Brasil (Matemática 4ª Série/5º Ano) inferior à média do Brasil (2014) e proporção de Escolas Municipais com Nota na Prova Brasil (Português 4º Série/5º Ano) inferior à média do Brasil (2014); a.2).
Na saúde, o município deve melhorar os Exames Citopatológicos Cérvicovaginais em Mulheres de 25 a 59 anos, na população feminina, nesta faixa etária (2015) e na taxa de incidência de Dengue (2015).
Mais detalhes do processo nº 84425
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Tribunal de Contas mantém suspensão de repasses e novos contratos de R$ 8,3 milhões em Cotriguaçu
O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve suspensos novos repasses e contratações da Prefeitura de Cotriguaçu ao Instituto de Pesquisas e Gestão de Políticas Públicas (IPGP), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) contratada por R$ 8,3 milhões para suprir déficit de pessoal em diversas áreas da gestão.
Concedida em julgamento singular do conselheiro Alisson Alencar, a tutela provisória de urgência foi homologada na sessão ordinária do dia 9, ocasião em que foi destacada a ausência de planejamento e de definição clara do serviço contratado por meio do Chamamento Público 1/2025.
“Não é possível extrair quais problemas a administração quer solucionar ou os objetivos, metas e resultados que pretende atingir. Há apenas a indicação de objetivos genéricos para cada secretaria municipal a ser atendida pelo Termo de Parceria e o quantitativo de pessoal necessário”, observou o conselheiro-relator.
Em sua avaliação, a gestão teria transferido à Oscip o dever de elaborar projetos para os setores de administração e planejamento, agricultura, pecuária e assuntos fundiários, assistência social, infraestrutura e obras, saúde e urbanismo, incluindo as propostas voltadas ao Distrito de Nova União.
“Contudo, não há uma delimitação clara dos projetos que a administração pretende que sejam atendidos ou objetivos específicos que se pretende alcançar, há apenas uma indicação genérica de que o Termo de Parceria visa ‘suprir o déficit de recursos humanos’, permitindo a consecução de metas e resultados mensuráveis”, acrescentou.
Com relação às suspeitas de uso do termo de parceria para terceirização de mão de obra e de cobrança indevida de taxa administrativa, o relator explicou que a ocorrência dessas irregularidades não foi confirmada nesta fase do processo, ressaltando que ambas ainda serão analisadas na instrução de mérito.
Serviços em curso seguem mantidos
Em consonância com o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson suspendeu novas admissões, empenhos e repasses não imprescindíveis, aditivos e atos de execução futura, além de vedar pagamentos relacionados à chamada “taxa administrativa” fixa ou rubrica equivalente.
Durante a sessão, ele reforçou que a medida atinge apenas a ampliação da parceria. “A tutela provisória de urgência se direciona à suspensão da ampliação do objeto da parceria ou expansão das contratações, de modo a resguardar as contratações já realizadas e evitar a paralisação de serviços públicos essenciais.”
Além disso, por sugestão do conselheiro José Carlos Novelli, determinou a verificação da adesão de Cotriguaçu ao Programa de Apoio ao Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE), que promove a cultura do planejamento entre gestores de cerca de 130 municípios mato-grossenses.
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