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Mato Grosso investe mais de R$ 1 bilhão na agricultura familiar

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A agricultura familiar do Estado conta com mais de R$ 1 bilhão em investimentos do Governo de MT para fortalecer a produção e ampliar as oportunidades no campo. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), o volume representa um crescimento superior a 1.000% em relação às gestões anteriores.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destaca que o objetivo é garantir que os recursos cheguem aos produtores que mais precisam, contribuindo para melhorar a produção e aumentar a renda das famílias rurais.

“Hoje, 100% das entregas da Secretaria são técnicas. Nós compramos e entregamos para quem efetivamente precisa. Nosso trabalho é transformar investimentos em oportunidades para os agricultores familiares”, afirmou.

Entre as iniciativas está o Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf 2.1), que conta com R$ 76 milhões em subsídios para financiar projetos produtivos. Cada produtor pode acessar até R$ 150 mil, com dois anos de carência e mais cinco anos para pagar. O financiamento não tem juros para quem mantém as parcelas em dia.


Em Cáceres, o produtor rural Ciro Cersino conseguiu R$ 50 mil por meio do edital Fundaaf 2.1 – Incentivo Produtivo. Com apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), ele vai investir na implantação de um sistema de irrigação na propriedade.

Ciro trabalha em parceria com outros três produtores no cultivo de 5 mil bananeiras da variedade banana-terra-anã. As mudas foram fornecidas por uma unidade de pesquisa da Empaer. A produção é comercializada em Cuiabá, Cáceres e também por meio de cooperativas. Segundo o produtor, o planejamento e o uso de tecnologias têm ajudado a melhorar os resultados da lavoura, mesmo com a dificuldade para encontrar mão de obra.

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“Devido à deficiência de mão de obra, nós nos unimos em parceria com outros produtores e seguimos o planejamento da produção. Estamos colhendo com dez meses e quinze dias, e as plantas filhas, com três meses, já estão em floração”, explicou.

Ele também destaca a importância da irrigação, da fertirrigação e da logística para o desenvolvimento da atividade. Na propriedade, a água do tanque de peixes também é aproveitada para reduzir o uso de insumos. “Todos os recursos e o apoio que o Governo tem nos dado tem sido bem investido em nossa produção”, afirmou Ciro.

Outro programa voltado aos pequenos produtores é o Fundaff – Incentivo Rural, que recebeu R$ 21 milhões para apoiar projetos produtivos. Desse total de beneficiários, 82% são mulheres, segundo a Seaf.


Na região de fronteira com a Bolívia, Rosimeire Aparecida Siqueira investiu na criação de galinhas poedeiras. Com o apoio do programa, ela conseguiu adquirir as telas para cercar o galinheiro e a área da horta, melhorando a estrutura da propriedade, e ainda aumentou o número de galinhas.

Hoje, a venda de ovos garante uma receita de cerca de R$ 100 por dia. “Com os ovos produzidos a partir do investimento que consegui por meio do Fundaaf – Inclusão Rural, estou conseguindo investir mais na propriedade e tirar o sustento da nossa família”, contou.

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Para a secretária Andreia Fujioka, iniciativas como essa ajudam a ampliar a autonomia financeira das produtoras rurais. “É um projeto que mudou a vida dessa mulher. Ela começou com um galinheiro e agora tem condições de crescer, ampliar a produção e conquistar sua independência financeira”, destacou.

O Governo de Mato Grosso também prevê R$ 550 milhões para o projeto MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, que tem como objetivo fortalecer cooperativas e associações de agricultores familiares. A iniciativa prevê apoiar pelo menos 128 organizações. O edital está disponível e as inscrições encarram dia 30 de outubro.

Além dos investimentos na produção, a Seaf trabalha para facilitar o acesso dos agricultores ao mercado consumidor. Uma das iniciativas é a Vitrine do Campo, plataforma digital que pretende aproximar produtores e compradores, criando novas oportunidades de comercialização.

A estratégia também busca incentivar a permanência dos jovens no campo, com melhores condições de trabalho e geração de renda nas propriedades rurais.

Para Andreia Fujioka, o planejamento da produção e a garantia de mercado são fundamentais para o sucesso da agricultura familiar. “Estamos concluindo um projeto que estará disponível por meio de um aplicativo, 100% gratuito para que todos que produzem tenham a oportunidade de mostrar onde seus produtos podem ser encontrados. Não adianta produzir abacaxi e depois não ter para quem vender. O agricultor precisa começar a produção sabendo qual será o destino do seu produto. Queremos que ele tenha mais oportunidades, renda e dignidade”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Motoristas vão pagar R$ 13,67 por pedágio em rodovias esburacadas de Mato Grosso

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Mesmo com buracos, rachaduras no asfalto e problemas de sinalização, os motoristas que trafegam pelas rodovias MT-020 e MT-326 terão que pagar R$ 13,67 por pedágio a partir desta quarta-feira (14). A cobrança eletrônica, pelo sistema Free Flow, será realizada em seis pórticos instalados ao longo dos 308 quilômetros de concessão entre Canarana e Paranatinga, passando por Campinápolis e Água Boa.

O valor da tarifa chama atenção principalmente pelas condições em que se encontra a rodovia, administrada pela concessionária CS Rodovias. Para carros de passeio e caminhonetes comuns, cada passagem pelos pórticos custará R$ 13,67. Já para veículos pesados, dependendo da quantidade de eixos, o valor poderá chegar a R$ 123,03 por passagem.

Na prática, um motorista de carro de passeio que atravessar os seis pontos de cobrança terá que desembolsar R$ 82,02 apenas na ida. Em uma viagem de ida e volta, o custo poderá chegar a R$ 164,04, sem considerar combustível e outras despesas.

Apesar de a CS Rodovias ter divulgado investimentos superiores a R$ 100 milhões na concessão, as condições descritas ao longo do trecho contrastam com os valores que passarão a ser cobrados dos usuários. O pavimento apresenta rachaduras e buracos, alguns de grandes proporções, que chegam a comprometer os dois sentidos da pista.

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A sinalização também é alvo de críticas. Em diferentes pontos da rodovia, placas estão caídas, retorcidas ou encobertas pela vegetação, dificultando a orientação dos motoristas. A sinalização horizontal apresenta desgaste, com faixas praticamente apagadas em determinados trechos, situação que pode comprometer a segurança de quem utiliza a estrada.

Os problemas ganham ainda mais relevância diante da importância das rodovias para o deslocamento de moradores e o transporte da produção agropecuária da região. Além de enfrentar as condições precárias do pavimento, os usuários passarão a arcar com uma cobrança que pode representar um custo significativo para quem precisa percorrer o trecho com frequência.

A implantação do sistema Free Flow elimina as tradicionais praças de pedágio e permite a cobrança por meio de equipamentos eletrônicos que identificam os veículos durante a passagem. A ausência de cancelas, no entanto, não diminui o peso da tarifa para os motoristas que utilizam a rodovia diariamente.

CONCESSÃO

O grupo empresarial ligado à CS Rodovias também possui atuação em Cuiabá por meio da CS Mobi, responsável pela concessão do estacionamento rotativo e pelo projeto de requalificação do Mercado Municipal Miguel Sutil.

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Esses contratos estiveram entre os assuntos analisados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara Municipal de Cuiabá para investigar contratos e obras de infraestrutura na Capital.

A CS Rodovias integra a estrutura empresarial da CS Infra, ligada ao Grupo Simpar, que reúne negócios nos setores de infraestrutura, mobilidade e logística.

Com o início da cobrança, a expectativa é de que a concessionária seja pressionada a demonstrar resultados concretos dos investimentos anunciados, especialmente na recuperação do pavimento, na melhoria da sinalização e na segurança dos motoristas que passarão a pagar para utilizar o trecho.

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