Mato Grosso
Motoristas vão pagar R$ 13,67 por pedágio em rodovias esburacadas de Mato Grosso
Mesmo com buracos, rachaduras no asfalto e problemas de sinalização, os motoristas que trafegam pelas rodovias MT-020 e MT-326 terão que pagar R$ 13,67 por pedágio a partir desta quarta-feira (14). A cobrança eletrônica, pelo sistema Free Flow, será realizada em seis pórticos instalados ao longo dos 308 quilômetros de concessão entre Canarana e Paranatinga, passando por Campinápolis e Água Boa.
O valor da tarifa chama atenção principalmente pelas condições em que se encontra a rodovia, administrada pela concessionária CS Rodovias. Para carros de passeio e caminhonetes comuns, cada passagem pelos pórticos custará R$ 13,67. Já para veículos pesados, dependendo da quantidade de eixos, o valor poderá chegar a R$ 123,03 por passagem.
Na prática, um motorista de carro de passeio que atravessar os seis pontos de cobrança terá que desembolsar R$ 82,02 apenas na ida. Em uma viagem de ida e volta, o custo poderá chegar a R$ 164,04, sem considerar combustível e outras despesas.
Apesar de a CS Rodovias ter divulgado investimentos superiores a R$ 100 milhões na concessão, as condições descritas ao longo do trecho contrastam com os valores que passarão a ser cobrados dos usuários. O pavimento apresenta rachaduras e buracos, alguns de grandes proporções, que chegam a comprometer os dois sentidos da pista.
A sinalização também é alvo de críticas. Em diferentes pontos da rodovia, placas estão caídas, retorcidas ou encobertas pela vegetação, dificultando a orientação dos motoristas. A sinalização horizontal apresenta desgaste, com faixas praticamente apagadas em determinados trechos, situação que pode comprometer a segurança de quem utiliza a estrada.
Os problemas ganham ainda mais relevância diante da importância das rodovias para o deslocamento de moradores e o transporte da produção agropecuária da região. Além de enfrentar as condições precárias do pavimento, os usuários passarão a arcar com uma cobrança que pode representar um custo significativo para quem precisa percorrer o trecho com frequência.
A implantação do sistema Free Flow elimina as tradicionais praças de pedágio e permite a cobrança por meio de equipamentos eletrônicos que identificam os veículos durante a passagem. A ausência de cancelas, no entanto, não diminui o peso da tarifa para os motoristas que utilizam a rodovia diariamente.
CONCESSÃO
O grupo empresarial ligado à CS Rodovias também possui atuação em Cuiabá por meio da CS Mobi, responsável pela concessão do estacionamento rotativo e pelo projeto de requalificação do Mercado Municipal Miguel Sutil.
Esses contratos estiveram entre os assuntos analisados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara Municipal de Cuiabá para investigar contratos e obras de infraestrutura na Capital.
A CS Rodovias integra a estrutura empresarial da CS Infra, ligada ao Grupo Simpar, que reúne negócios nos setores de infraestrutura, mobilidade e logística.
Com o início da cobrança, a expectativa é de que a concessionária seja pressionada a demonstrar resultados concretos dos investimentos anunciados, especialmente na recuperação do pavimento, na melhoria da sinalização e na segurança dos motoristas que passarão a pagar para utilizar o trecho.
Mato Grosso
Bombeiros combate três incêndios florestais em Mato Grosso
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta segunda-feira (12.10), três incêndios florestais registrados nos municípios de Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço.
Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.
As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 59 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desse total, 39 focos foram registrados na Amazônia, 18 focos no Cerrado, e dois focos no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).
Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo quatro focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência, e dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari d’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
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