Mato Grosso
Mato Grosso conclui maior hospital veterinário exclusivo para animais silvestres das Américas
O Governo de Mato Grosso já concluiu as obras do prédio do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), o maior hospital veterinário exclusivo para animais silvestres das Américas, localizado em Cuiabá.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) aguarda apenas a finalização das aquisições dos equipamentos e do mobiliário para iniciar os atendimentos.
O Cetras é a primeira estrutura pública estadual voltada para a gestão e assistência integral aos animais silvestres em Mato Grosso. Além do hospital, foram construídos recintos para área de quarentena de animais silvestres e estacionamento. A construção, no Centro Político Administrativo, abrange mais de 4 mil metros quadrados.
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, destaca que os investimentos para a construção do Cetras foram de cerca de R$ 23 milhões.
“A estrutura foi cuidadosamente pensada e realizada para conferir aos animais silvestres o melhor atendimento do Brasil. O nosso objetivo é de fato atender a esses animais e cumprir a missão do órgão ambiental estadual, ampliando o atendimento e promovendo uma gestão adequada”, afirma.
O diretor da unidade, Éder Toledo, destaca que o complexo do Cetras funcionará como uma central de atendimento. Em vez de deslocar os animais para múltiplos locais e especialistas contratados (dermatologia, oftalmologia, cirurgia ortopédica, exames de imagem, entre outros), os procedimentos especializados e cirurgias serão realizados dentro da própria estrutura do centro, otimizando o tratamento e o bem-estar animal.
“É um centro que será referência na gestão de fauna no Estado. Com uma capacidade de atendimento de até cinco mil animais, a depender da espécie. Vamos receber aqui animais silvestres alvo de apreensão, de fiscalização, de resgate e de entregas voluntárias. Eles serão direcionados para este local para tratamento e reabilitação”, explica o diretor.
O Cetras-MT é resultado da parceria das secretarias de Estado de Meio Ambiente (Sema) e de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Atendimentos
Em 2025, cerca de 1.450 animais silvestres foram resgatados e encaminhados para clínicas veterinárias credenciadas à Sema. No total, ocorreu um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões.
A maior parte das ocorrências de resgate, nesse período, concentrou-se na região da Baixada Cuiabana, onde também foi registrado o maior número de atendimentos clínico-veterinários. Somente nessa área, 739 animais silvestres receberam cuidados especializados nas clínicas Anjo da Guarda e Megalos. Já no interior do Estado, outros 741 animais foram atendidos nos municípios com clínicas credenciadas.
Com o funcionamento do Cetras, toda essa demanda passa a ser atendida pela unidade estadual. Segundo a Coordenadoria de Fauna, cerca de 70% dos atendimentos corresponderam a aves, como papagaio, arara, periquito, passarinho, gavião, coruja, entre outros. Também foram atendidas antas, onças, gambás, cachorros-do-mato, jabutis, cervos e lobos-guarás.
Mato Grosso
Motoristas vão pagar R$ 13,67 por pedágio em rodovias esburacadas de Mato Grosso
Mesmo com buracos, rachaduras no asfalto e problemas de sinalização, os motoristas que trafegam pelas rodovias MT-020 e MT-326 terão que pagar R$ 13,67 por pedágio a partir desta quarta-feira (14). A cobrança eletrônica, pelo sistema Free Flow, será realizada em seis pórticos instalados ao longo dos 308 quilômetros de concessão entre Canarana e Paranatinga, passando por Campinápolis e Água Boa.
O valor da tarifa chama atenção principalmente pelas condições em que se encontra a rodovia, administrada pela concessionária CS Rodovias. Para carros de passeio e caminhonetes comuns, cada passagem pelos pórticos custará R$ 13,67. Já para veículos pesados, dependendo da quantidade de eixos, o valor poderá chegar a R$ 123,03 por passagem.
Na prática, um motorista de carro de passeio que atravessar os seis pontos de cobrança terá que desembolsar R$ 82,02 apenas na ida. Em uma viagem de ida e volta, o custo poderá chegar a R$ 164,04, sem considerar combustível e outras despesas.
Apesar de a CS Rodovias ter divulgado investimentos superiores a R$ 100 milhões na concessão, as condições descritas ao longo do trecho contrastam com os valores que passarão a ser cobrados dos usuários. O pavimento apresenta rachaduras e buracos, alguns de grandes proporções, que chegam a comprometer os dois sentidos da pista.
A sinalização também é alvo de críticas. Em diferentes pontos da rodovia, placas estão caídas, retorcidas ou encobertas pela vegetação, dificultando a orientação dos motoristas. A sinalização horizontal apresenta desgaste, com faixas praticamente apagadas em determinados trechos, situação que pode comprometer a segurança de quem utiliza a estrada.
Os problemas ganham ainda mais relevância diante da importância das rodovias para o deslocamento de moradores e o transporte da produção agropecuária da região. Além de enfrentar as condições precárias do pavimento, os usuários passarão a arcar com uma cobrança que pode representar um custo significativo para quem precisa percorrer o trecho com frequência.
A implantação do sistema Free Flow elimina as tradicionais praças de pedágio e permite a cobrança por meio de equipamentos eletrônicos que identificam os veículos durante a passagem. A ausência de cancelas, no entanto, não diminui o peso da tarifa para os motoristas que utilizam a rodovia diariamente.
CONCESSÃO
O grupo empresarial ligado à CS Rodovias também possui atuação em Cuiabá por meio da CS Mobi, responsável pela concessão do estacionamento rotativo e pelo projeto de requalificação do Mercado Municipal Miguel Sutil.
Esses contratos estiveram entre os assuntos analisados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara Municipal de Cuiabá para investigar contratos e obras de infraestrutura na Capital.
A CS Rodovias integra a estrutura empresarial da CS Infra, ligada ao Grupo Simpar, que reúne negócios nos setores de infraestrutura, mobilidade e logística.
Com o início da cobrança, a expectativa é de que a concessionária seja pressionada a demonstrar resultados concretos dos investimentos anunciados, especialmente na recuperação do pavimento, na melhoria da sinalização e na segurança dos motoristas que passarão a pagar para utilizar o trecho.
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