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AGRO & NEGÓCIO

Sinop alcança US$ 1,71 bilhão em exportações e consolida 2º lugar em Mato Grosso

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), destaca o desempenho das exportações do município, que alcançaram US$ 1,710 bilhão entre janeiro e agosto de 2026, crescimento de 35,85% em relação ao mesmo período de 2025. Com o resultado, Sinop ocupa a segunda posição entre os municípios exportadores de Mato Grosso, atrás apenas de Rondonópolis. No Nortão, Sinop fica em primeiro lugar, a frente do terceiro colocado, Sorriso.

O resultado também representa o maior valor exportado por Sinop no acumulado de janeiro a agosto em toda a série histórica acompanhada pelo levantamento. Em 2021, o município havia registrado US$ 906,9 milhões em exportações no período; em 2022, foram US$ 1,326 bilhão; em 2023, US$ 1,395 bilhão; em 2024, US$ 1,165 bilhão; e, em 2025, US$ 1,259 bilhão.

Em valores absolutos, o crescimento entre 2025 e 2026 representa um acréscimo de aproximadamente US$ 451,5 milhões nas exportações realizadas no período. O desempenho coloca Sinop à frente de outros importantes municípios do agronegócio mato-grossense, como Sorriso, que registrou US$ 1,660 bilhão no período, Campo Novo do Parecis, com US$ 948,7 milhões, e Nova Mutum, com US$ 826,1 milhões.

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Agronegócio impulsiona resultado

O desempenho das exportações de Sinop é fortemente influenciado pelo agronegócio. Entre janeiro e agosto, os produtos do setor movimentaram US$ 1,701 bilhão, crescimento de 36,01% em relação aos US$ 1,250 bilhão registrados no mesmo período de 2025.

A soja, mesmo triturada, foi o principal produto exportado pelo município, com US$ 1,317 bilhão no acumulado do ano. O resultado representa crescimento de 36,88% em relação ao mesmo período de 2025 e coloca Sinop na primeira posição do ranking estadual nas exportações do produto.

Outro destaque são as sêmeas, farelos e outros resíduos de cereais ou leguminosas, que somaram US$ 109,2 milhões e também garantiram a Sinop a primeira posição entre os municípios de Mato Grosso nesse segmento. O milho aparece na sequência, com US$ 210,5 milhões em exportações e segunda posição estadual. Já as carnes de animais da espécie bovina, congeladas, movimentaram US$ 63,2 milhões no período.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Pedro Serafini, os números refletem a força produtiva do município. “Esse resultado demonstra a força e a capacidade de Sinop de participar cada vez mais do mercado nacional e internacional. Alcançar mais de US$ 1,7 bilhão em exportações, com crescimento de quase 36% e o maior valor da nossa série histórica para o período, mostra a dimensão da nossa economia e a força do agronegócio, da produção e das empresas que estão instaladas no município. Esses indicadores reforçam a importância de continuarmos criando condições para que empresas possam investir, crescer e ampliar sua participação no mercado”, apontou.

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Além da liderança em diferentes produtos, Sinop também se destaca pelo crescimento percentual entre os principais municípios exportadores de Mato Grosso. Enquanto as exportações dos dez municípios destacados no levantamento cresceram, conjuntamente, 10,86%, Sinop apresentou alta de 35,85%.

Os dados integram a edição de setembro do “Sinop em Números”, publicação oficial da Sedec que reúne indicadores atualizados sobre a economia do município. Os dados de comércio exterior são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio das Estatísticas de Comércio Exterior (Comex Stat).

 

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AGRO & NEGÓCIO

EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

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Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

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Fonte: Pensar Agro

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