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BRASIL E MUNDO

Bombeiros encontram destroços de helicóptero com cantor Rick; não há sobreviventes

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Os bombeiros de Santa Catarina localizaram, por volta das 12h desta terça-feira (22), os destroços do helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla Rick e Renner, na Serra Catarinense. A aeronave foi encontrada com cinco pessoas a bordo, e não há sobreviventes.

Além do artista, estavam no helicóptero o piloto e o copiloto, o empresário Bruno Avelar e o videomaker Paulo Soares. A aeronave havia desaparecido na tarde de ontem, depois de decolar de Porto Belo, no litoral, com destino a São Joaquim, também em Santa Catarina.

As buscas se estenderam pela madrugada e precisaram ser interrompidas por um curto período em razão da falta de visibilidade no local. Os trabalhos foram retomados na manhã desta terça-feira, até que a equipe encontrou os destroços.

Agora, os bombeiros atuam na retirada dos corpos do local, enquanto a Polícia Científica deverá realizar a perícia e conduzir as investigações necessárias. A operação de resgate contou com o apoio de um helicóptero, mais de 40 bombeiros, cães farejadores e drones de identificação térmica.

A aeronave, de matrícula PP-MGR, foi localizada pela Força Aérea Brasileira (FAB), que realizou 13 horas de sobrevoos na serra catarinense. A equipe da FAB avistou o helicóptero em que estava o cantor e direcionou para o local outra aeronave que estava mais próxima da ocorrência.

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BRASIL E MUNDO

Lula na ONU: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a colocar a defesa da soberania dos países no centro de seu discurso, com atenção especial aos cenários da América Latina e do Brasil. Na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22), em Nova York, o presidente afirmou que a região convive com pressões decorrentes da proximidade com grandes potências.

“Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto do recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, declarou.

Lula também apontou o que chamou de retorno de práticas incompatíveis com a ordem internacional contemporânea. “Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais com recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”, destacou, ao citar contextos recentes registrados na Venezuela, na Nicarágua, no Haiti e em Cuba.

Segundo o presidente, a região percorreu um longo caminho para consolidar regimes democráticos após períodos de ditadura e autoritarismo. Nesse contexto, ele defendeu maior integração regional e o respeito à autodeterminação dos povos. “Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que fomente o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para uma maior integração entre vizinhos. Os países da região reconheceram os horrores dos regimes de exceção. Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular”, disse.

Democracia em xeque

Lula alertou para o que classificou como um novo momento de fragilidade democrática. “A democracia está novamente em xeque”, afirmou, ao mencionar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão de países em zonas de influência e as “investidas neocoloniais” em busca de recursos estratégicos.

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Ao citar os países da região, o presidente defendeu que cada povo deve definir seu próprio caminho. Segundo ele, o povo venezuelano deve decidir seu destino sem interferências externas, enquanto a Nicarágua não solucionará seus problemas impedindo a participação da oposição nas eleições. Lula também mencionou a crise humanitária no Haiti e voltou a criticar o embargo econômico imposto a Cuba.

Redes de desinformação

Lula também citou a atuação de redes de desinformação durante campanhas eleitorais e afirmou que o Estado brasileiro estará atento a possíveis tentativas de interferência. “Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem contaminar o debate público durante a campanha”, afirmou.

Em seguida, ressaltou a confiança nas instituições e no sistema eleitoral do país. “Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos ou externos, atentem contra a vontade popular. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém nos afastará desse caminho”, declarou.

Negacionismo

Lula destacou ainda os perigos das chamadas fake news, sobretudo no que diz respeito aos achados científicos em temas como saúde e meio ambiente. “Na era da desinformação, os obscurantistas resistem às evidências da ciência”, disse, ao defender o combate ao negacionismo.

“Nunca esqueceremos das milhões de vidas perdidas pelo descaso no enfrentamento à covid-19. Campanhas contra vacinas estão trazendo de volta doenças que julgávamos estar erradicadas. Enfraquecer a Organização Mundial da Saúde (OMS) torna todos mais vulneráveis.”

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O presidente também lamentou o recuo do tema climático na agenda internacional. “Até pouco tempo, a resposta à mudança do clima estava consolidada no centro da agenda internacional. Este ano, o tema desapareceu dos debates do G7 e do G20, fóruns que reúnem os maiores emissores de carbono do mundo. É hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo.”

Segurança pública

Ao tratar da segurança pública, Lula rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado em território nacional e defendeu a cooperação internacional em áreas específicas, como o combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro. “Não vamos transferir a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo”, afirmou.

O presidente acrescentou que o enfrentamento ao crime deve ocorrer por meio da cooperação entre governos, e não por ações militares externas. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas; precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado”, disse.

Segundo Lula, o Brasil apresentou aos Estados Unidos proposta de cooperação para combater a lavagem de dinheiro realizada por criminosos brasileiros no exterior. O presidente também afirmou que o país vem fortalecendo a coordenação entre os estados e ampliando as ações de combate às organizações criminosas.

 

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