AGRO & NEGÓCIO
Dívidas, reforma tributária e sucessão entram no radar jurídico do produtor rural
O aumento do endividamento no campo, a entrada em vigor da reforma tributária e os problemas relacionados a contratos, sucessão familiar e regularização de propriedades colocam as questões jurídicas cada vez mais perto das decisões tomadas pelo produtor rural. Parte desses temas estará no centro da 3ª Conferência Estadual de Direito e Agronegócio, marcada para 17 e 18 de setembro, em Ribeirão Preto (SP).
Promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB SP), o encontro reunirá profissionais do Direito e representantes do agronegócio para discutir mudanças que afetam desde a organização patrimonial das famílias rurais até financiamento, tributação e responsabilidade ambiental.
A recuperação judicial aparece entre os assuntos de maior interesse neste momento. O aumento das dificuldades financeiras de produtores nas últimas safras ampliou as discussões sobre renegociação de dívidas, garantias oferecidas aos credores e os limites para utilização desse instrumento por quem exerce atividade rural.
Contratos agrários também ganham importância em um ambiente de margens mais apertadas. Arrendamentos, parcerias, compra antecipada de produção, financiamentos e operações envolvendo Cédula de Produto Rural (CPR) podem comprometer receitas futuras e exigem atenção às condições assumidas antes da assinatura.
Outra mudança que começa a chegar às contas das propriedades é a reforma tributária. A transição para o novo sistema altera a tributação sobre bens e serviços e terá reflexos sobre aquisição de insumos, comercialização, investimentos e organização das empresas rurais.
O planejamento sucessório será outro eixo dos debates. A transferência da propriedade entre gerações deixou de envolver apenas a divisão das terras. Fazendas que se transformaram em empresas precisam definir administração, participação dos herdeiros, continuidade da atividade e regras para evitar que conflitos familiares comprometam o patrimônio construído ao longo de décadas.
Regularização fundiária e responsabilidade ambiental completam uma área particularmente sensível para o produtor. Documentação da terra, Cadastro Ambiental Rural (CAR), licenciamento e cumprimento da legislação ambiental podem interferir no acesso ao crédito, na comercialização e até na valorização da propriedade.
A tecnologia acrescentou novos temas a essa agenda. Inteligência artificial e blockchain estarão entre os assuntos discutidos na conferência, ao lado de gestão de riscos e sustentabilidade. A utilização crescente de dados na produção rural também amplia discussões sobre responsabilidade, validade de documentos digitais, contratos automatizados e proteção das informações geradas dentro das propriedades.
A programação inclui ainda cooperativismo, relações trabalhistas, governança, planejamento patrimonial e gestão da cadeia produtiva.
A conferência chega à terceira edição depois de as duas anteriores reunirem mais de 2 mil participantes cada. Ribeirão Preto foi novamente escolhida para receber o encontro por sua ligação com algumas das principais cadeias agropecuárias do País.
Mais do que questões restritas aos tribunais ou aos escritórios de advocacia, os assuntos colocados em debate mostram uma mudança na gestão das propriedades. Produção, patrimônio, crédito, tributos e sucessão passaram a exigir decisões jurídicas que podem interferir diretamente no resultado econômico da atividade rural.
Serviço
3ª Conferência Estadual de Direito e Agronegócio da OAB SP
Data: 17 e 18 de setembro
Início: 9h
Local: Centro de Eventos do Ribeirão Shopping, Ribeirão Preto (SP)
Fonte: Pensar Agro
AGRO & NEGÓCIO
Colheita supera 88% e lavouras chegam a 400 arrobas por hectare em Mato Grosso
A colheita do algodão avança em ritmo acelerado em Mato Grosso e já alcança 88,66% da área cultivada, segundo dados atualizados até 28 de agosto. Com o tempo quente e seco, as máquinas ganharam velocidade nos principais polos produtores do estado, colocando a safra na reta final.
O desempenho das lavouras também chama atenção. Relatórios de campo apontam produtividade de 400 arrobas por hectare ou mais em algumas áreas, enquanto o rendimento da fibra nas usinas varia entre 40% e 45%, considerado positivo pelo setor.
O avanço da colheita, porém, aumenta a atenção dos produtores para os cuidados necessários nesta fase. Com a retirada do algodão das lavouras, a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) orienta para a intensificação da limpeza das áreas e do manejo das soqueiras, além da continuidade do transporte e do beneficiamento dos fardos.
A eliminação das soqueiras é considerada uma medida essencial para evitar que as plantas voltem a brotar e se tornem fonte de alimento para o bicudo-do-algodoeiro, uma das principais pragas que ameaçam a cultura. O inseto continua sendo identificado nas armadilhas de monitoramento instaladas nas regiões produtoras.
Chuva vira ponto de atenção
Se o tempo seco tem ajudado a acelerar a colheita, a possibilidade de mudança nas condições climáticas exige cautela. A Ampa alerta para a ocorrência de chuvas nas próximas semanas, principalmente porque a umidade neste momento pode manchar a fibra exposta no campo, reduzir sua qualidade e atrasar a retirada do algodão das áreas ainda não colhidas.
Com mais de 88% da área já colhida, o foco agora está em concluir os trabalhos no campo com rapidez, preservar a qualidade da fibra e reduzir os riscos de proliferação de pragas após o encerramento da colheita.
-
esportes6 dias atrásMatogrossense Leonardo Storck embarca para disputar o US Open juvenil
-
AGRO & NEGÓCIO4 dias atrásNova safra de soja pode superar 22,6 milhões de toneladas
-
esportes4 dias atrásVasco vence o Cruzeiro em São Januário antes de decisões pela Copa do Brasil
-
esportes7 dias atrásVasco vence o Vitória, com um jogador a menos e abre vantagem nas quartas da Copa do Brasil
-
AGRO & NEGÓCIO3 dias atrásProdutos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês
-
esportes7 dias atrásPalmeiras goleia o Santos por 3 a 0 e encaminha classificação à semifinal da Copa do Brasil
-
AGRO & NEGÓCIO3 dias atrásBanco Central registra maior inadimplência do crédito rural em 15 anos e índice chega a 8,8%
-
AGRO & NEGÓCIO3 dias atrásBrasil caminha para produzir 16 milhões de toneladas de frango




