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Mato Grosso

Bombeiros combatem 12 incêndios em diferentes regiões de Mato Grosso

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atua nesta sexta-feira (28) no combate a 12 ocorrências de incêndio distribuídas por 11 municípios do Estado. As equipes estão mobilizadas em Juína, Cáceres, Guiratinga, Chapada dos Guimarães, Alto Araguaia, Nossa Senhora do Livramento, Cocalinho, Novo Mundo, Paranatinga, Marcelândia e Várzea Grande.

Cáceres concentra dois focos de incêndio. Nas demais cidades, os bombeiros trabalham em uma ocorrência por município.

As ações incluem o combate direto às chamas, o monitoramento das áreas afetadas e a proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. Conforme a necessidade, as equipes contam com o suporte do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar.

Focos de calor

Dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontaram 125 focos de calor registrados em Mato Grosso nas últimas 24 horas. A verificação foi realizada às 17h, com informações do satélite de referência Aqua Tarde.

Do total, 89 focos foram identificados no bioma Cerrado, 33 na Amazônia e três no Pantanal.

Também foram registrados 32 focos de calor em Terras Indígenas. A Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré, concentrou dez ocorrências, enquanto a Nambikwara, em Comodoro, teve sete. Outros quatro focos foram identificados na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças.

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As Terras Indígenas Parabubure, em Campinápolis; Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; e Ubawawe, em Novo São Joaquim, registraram dois focos cada. Também houve uma ocorrência nas terras Enawenê-Nawê, em Juína; Marechal Rondon, em Paranatinga; Roosevelt, em Rondolândia; Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; e Sararé, em Pontes e Lacerda.

O Corpo de Bombeiros alerta que a identificação isolada de um foco de calor não significa, necessariamente, a existência de um incêndio florestal. O registro indica apenas uma área com temperatura elevada detectada por satélite, que pode ou não estar relacionada ao fogo. Normalmente, um incêndio é confirmado quando há concentração de vários focos em uma mesma área.

No caso das Terras Indígenas, o combate aos incêndios é de responsabilidade dos órgãos federais, já que o Estado não possui autorização para atuar nesses locais.

Fiscalização

Além das ações de combate, o CBMMT monitora o uso irregular do fogo por meio da Operação Infravermelho. O trabalho é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o auxílio de imagens de satélite e outras ferramentas tecnológicas, os bombeiros buscam identificar antecipadamente áreas com risco de incêndio ou locais onde o fogo tenha sido iniciado de forma ilegal. A operação também contribui para a responsabilização dos responsáveis pelas infrações.

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Incêndios extintos

Desde o início do período de proibição do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros já atuou na extinção de incêndios em Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari d’Oeste, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça que o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, a prática é proibida durante todo o ano.

Além de configurar crime ambiental, o uso irregular do fogo pode causar danos à saúde pública, ao meio ambiente e à segurança da população. Denúncias podem ser feitas pelos telefones 193, do Corpo de Bombeiros, e 190, da Polícia Militar.

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Mato Grosso

Mato Grosso mantém nota máxima na Capag e recupera vice-liderança em solidez fiscal

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Secretaria de Fazenda do Estado de Mato Grosso

Mato Grosso manteve, pelo quarto ano consecutivo, a classificação A+ na Capacidade de Pagamento (Capag), avaliação realizada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O Estado também voltou a ocupar a segunda colocação nacional no indicador de Solidez Fiscal do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com base nos dados de 2025.

Os resultados são atribuídos à política de responsabilidade fiscal adotada pelo Governo de Mato Grosso, que tem mantido a dívida estadual sob controle em relação à arrecadação.

Segundo o secretário de Fazenda, Fábio Pimenta, o desempenho demonstra a importância da continuidade das medidas de organização das contas públicas.

“Esse resultado consolida um trabalho que trata a responsabilidade fiscal com muita seriedade, mantendo a dívida sob controle e as contas organizadas. E o principal beneficiado é o cidadão, porque um Estado com solidez fiscal e liquidez tem condições de pagar seus compromissos em dia, manter o ritmo das obras e continuar avançando nos investimentos que chegam à população”, afirmou.

Na avaliação da STN, Mato Grosso recebeu nota A nos três indicadores que compõem a Capag: Endividamento, Poupança Corrente e Liquidez. O Estado também alcançou nota A no Indicador da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal (ICF), considerado na composição da classificação final.

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Com esse desempenho, Mato Grosso obteve pelo terceiro ano seguido a nota A+, considerada a pontuação máxima da avaliação. Antes da inclusão do ICF nos critérios analisados pelo Tesouro Nacional, o Estado já havia conquistado nota A por três anos consecutivos.

A Capag é utilizada para avaliar a situação fiscal dos estados e também serve como referência para a contratação de operações de crédito com garantia da União. Na prática, uma situação equilibrada permite ao governo honrar compromissos, planejar o uso dos recursos e preservar a capacidade de investir em políticas públicas.

O avanço também foi registrado no Ranking de Competitividade dos Estados. Mato Grosso subiu da terceira para a segunda posição no país no pilar de Solidez Fiscal, recuperando a vice-liderança nacional.

De acordo com a Secretaria Adjunta do Tesouro Estadual (Sate), a evolução está relacionada às medidas implementadas desde 2019 para reorganizar as finanças públicas. Entre as ações estão a reestruturação da dívida, alterações na legislação fiscal e tributária, controle de despesas, recuperação da liquidez e fortalecimento dos mecanismos de governança.

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As medidas contribuíram ainda para a regularização de compromissos do Estado e para a manutenção de reservas financeiras destinadas a garantir o equilíbrio das contas.

“A manutenção desse equilíbrio contribui para que o Estado tenha condições de dar continuidade aos serviços públicos, executar políticas públicas e realizar investimentos sem comprometer a sustentabilidade das contas estaduais”, destacou a secretária adjunta do Tesouro Estadual, Luciana Rosa.

Os indicadores apontam a continuidade do processo de recuperação fiscal iniciado em 2019. Desde então, Mato Grosso deixou as últimas posições e passou a figurar entre os estados mais bem avaliados do país, mantendo a capacidade de pagamento e um volume significativo de investimentos em áreas como infraestrutura, saúde, educação e segurança pública.

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