POLÍTICA MT
Mauro Mendes defende redução da maioridade penal para 16 anos
O recrutamento de adolescentes por facções criminosas é uma das razões que levam o candidato ao Senado Mauro Mendes a defender a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.
Mauro afirmou que, caso seja eleito senador, vai lutar por essa bandeira, pois, segundo ele, as facções se aproveitam da legislação atual para envolver menores na prática de homicídios e outros crimes graves.
Durante entrevista ao podcast PodOlhar, Mauro declarou que adolescentes de 16 anos já possuem discernimento suficiente para compreender as consequências de seus atos.
“Os garotos de 16 anos hoje são dez vezes mais espertos do que os garotos de 18 anos eram há 30 anos. Hoje, um garoto de 16 anos tem completa e absoluta [capacidade]. Ele pode escolher um presidente da República. Olha que decisão difícil. E, pela lei atual, não pode responder pelos seus atos”, disse.
O candidato defendeu que a redução da maioridade penal faça parte de uma mudança mais ampla na legislação de segurança pública.
Segundo ele, o Brasil precisa endurecer as penas e rever normas que contribuem para a sensação de impunidade.
Mauro também criticou o argumento de que adolescentes envolvidos com o crime organizado seriam incapazes de compreender a gravidade dos delitos cometidos.
“A gente vive numa sociedade de hipocrisia. Temos amplo acesso à informação. Hoje, um garoto de 10 anos sabe mais do que talvez eu, que tenho 62 anos, sabia quando tinha 18 anos”, afirmou.
A defesa da medida é uma das propostas de Mauro dentro da agenda de segurança pública que pretende levar ao Senado. Entre as propostas, ele também defendeu a revisão do Código Penal, a aplicação de penas mais duras para crimes graves e a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte que permita a adoção da prisão perpétua no país.
POLÍTICA MT
Fávaro defende fim da escala 6×1 e cobra avanço da proposta no Senado
O senador Carlos Fávaro (PSD-MT), candidato à reeleição, defende o fim da escala de trabalho seis por um (6×1) e a redução da jornada semanal sem diminuição dos salários. A mudança está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e que agora aguarda avanço na tramitação no Senado Federal.
Para Fávaro, a retomada do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, abre espaço para acelerar a análise da pauta que é de interesse dos trabalhadores.
“Acredito que essa aproximação entre o presidente Lula e o presidente Alcolumbre poderá favorecer os trabalhadores. Vou fazer o que for possível para ajudar a acelerar esse processo e garantir a aprovação. É uma mudança que significa mais qualidade de vida para milhões de brasileiros”, afirmou Fávaro.
O texto aprovado pela Câmara reduz a jornada máxima de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais, estabelece dois dias de repouso remunerado por semana e mantém a remuneração dos trabalhadores. A mudança representa, na prática, a substituição da escala 6×1 pela 5×2.
Para Fávaro, conceder apenas um dia de folga por semana compromete o direito do trabalhador de ter tempo para a família, o descanso e a vida pessoal. “É preciso pensar na vida que essa jornada rouba. O trabalhador não nasceu só para trabalhar. Nasceu também para viver”, defende.
Segundo o senador, na rotina de quem trabalha seis dias consecutivos, muitas vezes o único dia de folga acaba sendo dedicado às tarefas que ficaram acumuladas ao longo da semana.
“Usa esse dia para lavar roupa, limpar a casa, fazer compras, resolver problemas. Não descansa. Não tem tempo para o almoço com a família, o futebol com o filho, a visita aos pais, o aniversário, a igreja, o lazer. A vida inteira passa e essa pessoa só trabalhou”, afirma o senador.
Mais descanso, sem redução de salário – A PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara dos Deputados, em maio, com 461 votos favoráveis e 19 contrários. O texto estabelece uma transição para a nova jornada. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada máxima passará de 44 para 42 horas semanais, com garantia de dois dias de repouso remunerado. Após o período previsto de transição, de um ano e dois meses, a jornada máxima será reduzida para 40 horas semanais.
Um dos principais pontos da proposta é a garantia da irredutibilidade salarial. Isso significa que a diminuição da jornada e a ampliação do repouso semanal deverão ocorrer sem redução nominal ou proporcional dos salários.
A PEC também prevê regras diferenciadas para determinadas categorias e situações, além da possibilidade de legislação específica para disciplinar a adaptação de microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, entre outros casos.
Tramitação no Senado – Após a aprovação pela Câmara, a PEC chegou ao Senado em maio. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, decidiu que o texto deverá passar pelas comissões antes de chegar ao Plenário.
Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, o texto precisa ser aprovado pelo Senado em dois turnos, com o apoio de, pelo menos, três quintos dos senadores em cada votação.
Se o Senado aprovar integralmente o texto recebido da Câmara, a emenda poderá ser promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado. Caso sejam feitas alterações no conteúdo, a proposta precisará retornar à Câmara dos Deputados para nova análise.
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