POLÍCIA
Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de envolvimento em homicídio
Vítima foi encontrada morta em via pública, com sinais de tortura, em abril; homem era monitorado por tornozeleira eletrônica
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13.8), a Operação Vestigium Veritatis (Vestígios da Verdade), para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigações que apuram o homicídio de um homem ocorrido em abril deste ano em Cuiabá.
As ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão, foram expedidos pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, com base em investigações na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Entre os alvos presos, estão dois jovens de 19 anos, investigados por participação no crime. A ação buscou prender os executores do homicídio qualificado, além de reunir mais elementos sobre as circunstâncias do crime e identificar outros envolvidos.
O corpo da vítima, de 39 anos, e monitorada por tornozeleira eletrônica, foi encontrado no dia 13 de abril, na região do Contorno Leste, na estrada da Redenção, já sem vida e com sinais de violência.
As investigações conduzidas pela DHPP apontaram que a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico, sendo identificados sinais de tortura e amarraduras. Após a execução, a vítima teve o corpo desovado na região.
Assim que foi acionada dos fatos, a equipe da DHPP iniciou as investigações conseguindo identificar suspeitos de participação no crime. Com base nos elementos apurados, foi representado pelas ordens judiciais contra os investigados que foram deferidas pela Justiça e cumpridas pelos policiais da especializada.
Os investigados foram encaminhados para a DHPP para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para esclarecimento dos fatos, identificação e prisão de outros possíveis envolvidos.
POLÍCIA
Polícia Civil indicia dois por execução de uma jovem de 20 anos em casa noturna
A Polícia Civil concluiu, nesta quinta-feira (13.8), o inquérito que investigou o homicídio de uma mulher de 20 anos, assassinada na madrugada de 10 de maio, em Poxoréu. Duas pessoas foram indiciadas por participação no crime.
A jovem estava em uma casa noturna às margens da MT-130 quando um homem armado entrou no estabelecimento, efetuou vários disparos contra ela e fugiu.
A perícia identificou ao menos cinco tiros disparados a curta distância. Quatro atingiram a vítima em regiões vitais, sendo que um deles foi efetuado quando ela já estava caída.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste, apontou que o homicídio foi planejado.
Investigações
Uma das primeiras frentes foi a reconstrução da fuga. Segundo as apurações, o executor deixou o local em uma motocicleta Honda XRE 300 preta, sem placa aparente, abandonada posteriormente em uma região conhecida como “lixão”, em Poxoréu.
Horas depois, o veículo foi localizado pela polícia. O suspeito teria continuado a fuga em um Hyundai HB20S cinza, que passou a ser procurado.
A investigação analisou o círculo de convivência da vítima e os acontecimentos que antecederam o crime. Horas antes do homicídio, ela estava acompanhada de uma adolescente, e as duas participaram de uma confraternização antes de seguirem para a casa noturna.
Motivação
As investigações apontaram que a vítima mantinha contato com integrantes das forças de segurança e auxiliava a mãe, que prestava serviços no quartel da Polícia Militar.
Integrantes de uma facção criminosa suspeitavam que a jovem repassava informações sobre o tráfico de drogas em Poxoréu.
Segundo a investigação, o homicídio teria sido motivado pela suspeita de que a jovem fornecia informações às forças de segurança sobre a atuação da organização criminosa.
Crime arquitetado
A análise de celulares de pessoas próximas à vítima indicou que a adolescente que a acompanhava no dia do crime tinha conhecimento prévio do plano. A menor teria recebido uma chamada de vídeo de uma pessoa que estava presa e permaneceu ao lado da vítima para não levantar suspeitas.
Os elementos reunidos apontaram para um crime planejado, com divisão de tarefas entre os envolvidos.
Operação Elo Oculto
Em 13 de julho, a Polícia Civil deflagrou a Operação Elo Oculto e cumpriu oito ordens judiciais, incluindo prisão temporária e busca e apreensão. A ação teve como objetivo aprofundar a investigação sobre pessoas relacionadas ao homicídio e apreender dispositivos eletrônicos.
Um dos presos temporariamente foi apontado como responsável por retirar o executor do local após o crime. Dados extraídos de um celular apreendido indicaram, segundo a investigação, que a participação dele teria começado antes do homicídio.
As mensagens analisadas mostraram que o investigado recebeu informações sobre a movimentação da vítima e sobre o local para onde ela seguiria. Ele também teria recebido orientações sobre onde aguardar o executor e questionado qual motocicleta seria utilizada na fuga.
Após o homicídio, foram identificadas comunicações sobre a eliminação de vestígios digitais, incluindo orientações para formatar um aparelho, excluir o WhatsApp e utilizar outro número de telefone.
Operação Véu de Ísis
Com o avanço da análise dos dados digitais, a Polícia Civil deflagrou a Operação Véu de Ísis para aprofundar a investigação sobre a coordenação do crime, a comunicação entre os envolvidos, a fuga e a motivação do homicídio.
Os novos elementos indicaram divisão de tarefas e mecanismos para dificultar a identificação dos envolvidos e eliminar vestígios digitais.
A apuração também apontou que uma liderança de uma facção criminosa, mesmo presa, mantinha contato com pessoas em liberdade e exercia influência sobre ações realizadas fora do sistema prisional.
Indiciamento
Com base nos elementos reunidos ao longo da investigação, a Polícia Civil concluiu que o homicídio foi planejado e teria ocorrido no contexto da atuação de uma facção criminosa.
Segundo o inquérito, houve divisão de tarefas entre pessoas responsáveis por acompanhar a vítima, indicar sua localização, executar o crime, providenciar a fuga e determinar a morte.
Também foi identificada a existência de um grupo criminoso estruturado. Diante disso, dois adultos, que já foram identificados, foram indiciados por homicídio qualificado, por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima, e por organização criminosa.
Um dos indiciados é o homem apontado como responsável por dar apoio na fuga do executo e o outro como liderança do crime e responsável por coordenar a ação.
Os elementos acerca da adolescente identificada durante as investigações serão submetidos ao tratamento jurídico próprio previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
As investigações continuam para identificar o autor dos disparos e a possível participação de outras pessoas no crime.
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