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POLÍTICA NACIONAL

Suspensão de prazos de bolsas de pesquisa por maternidade passa na CDH

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (12) projeto de lei que determina a suspensão automática dos prazos de bolsas, editais e projetos financiados com recursos públicos federais durante o período da licença-maternidade.

O PL 646/2026, da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), foi aprovado na forma de um substitutivo da relatora, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), e segue para análise da Comissão de Educação e Cultura (CE).

Pelo projeto, pesquisadoras gestantes ou adotantes poderão ter os prazos de bolsas, editais e projetos de pesquisa suspensos durante a licença-maternidade, sem prejuízo na avaliação de produtividade ou na participação em novos financiamentos públicos. O tempo de afastamento será acrescido ao prazo originalmente concedido, permitindo que a pesquisadora conclua suas atividades sem perda de tempo de execução.

O texto também proíbe que o período de licença seja considerado negativamente em avaliações de produtividade, mérito acadêmico, desempenho em projetos, pontuação curricular ou critérios de elegibilidade para novos editais de fomento. Além disso, veda a adoção de critérios que prejudiquem, direta ou indiretamente, pesquisadoras em razão de gestação, parto, adoção ou licença-maternidade.

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Na justificativa do projeto, Soraya afirma que a ausência de uma legislação federal gera insegurança jurídica e prejudica a permanência das mulheres na ciência. “Proteger a maternidade na ciência não é conferir um privilégio, mas sim reconhecer e mitigar uma barreira sistêmica”, destaca a senadora.

Segundo Soraya, embora algumas agências de fomento já tenham normas internas para prorrogar bolsas, a falta de regras nacionais produz diferenças entre instituições e regiões. Ela argumenta que a proposta não cria novos benefícios financeiros nem exige recursos adicionais, limitando-se a estabelecer garantias administrativas para evitar prejuízos às pesquisadoras.

O projeto também determina que as agências federais de fomento e demais órgãos financiadores adaptem seus regulamentos às novas regras no prazo de 180 dias após a eventual publicação da lei.

Substitutivo

O texto substitutivo de Mara Gabrilli mantém o conteúdo da proposta, mas incorpora as mudanças à Lei 13.536, de 2017, que já trata da prorrogação de bolsas concedidas por agências federais de fomento em casos relacionados à maternidade e à paternidade. Para a senadora, reunir as regras em um único diploma legal evita sobreposição de normas e oferece mais segurança jurídica para pesquisadoras e instituições.

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Mara também destaca que a proposta está alinhada às evidências produzidas pelo movimento Parent in Science, que apontam a maternidade como um dos fatores de evasão e de sub-representação de mulheres nos níveis mais altos da carreira científica.

Segundo a relatora, como o projeto apenas ajusta prazos, critérios de avaliação e regras antidiscriminatórias, sem ampliar valores de bolsas ou criar novos benefícios, não deverá produzir impactos orçamentários significativos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Senador Carlos Fávaro apresenta projeto de lei para proibir apostas online no Brasil

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Senador Carlos Fávaro

O senador Carlos Fávaro apresentou nesta quarta-feira (12.08) um projeto de lei que propõe a proibição das apostas online, as chamadas bets. Ao anunciar a proposta, o parlamentar afirmou que o Brasil vive hoje “uma verdadeira pandemia de famílias sendo destruídas pelos jogos eletrônicos” e defendeu que as medidas de regulamentação adotadas até agora não foram suficientes para conter o avanço do problema.

Segundo Fávaro, a iniciativa não parte de uma percepção pessoal, mas de estudos que envolvem a realização de seminários em dez cidades e consultas à ciência, a médicos, à segurança pública e a profissionais da educação. Os levantamentos, conforme o senador, revelam que as famílias brasileiras estão doentes e empobrecidas. Ele citou que 143 bilhões de reais foram drenados de todo o comércio brasileiro entre 2023 e 2026, sendo 62,5 bilhões de reais somente em 2025. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) já diagnostica que o Brasil tem em torno de 11 milhões de pessoas doentes e dependentes dos jogos eletrônicos.

O senador reconheceu que o governo adotou medidas importantes no campo da regulamentação, como a proibição de propaganda em horários atrativos para jovens, o confisco de recursos de operadores ilegais e a regulamentação que impede beneficiários do BPC e do Bolsa Família de acessarem os jogos. Fávaro, no entanto, avaliou que essas ações não surtiram o efeito necessário para conter o avanço das apostas.

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“É importante, mais do que colocar o dedo na ferida, é fechar a ferida, é proibir”, afirmou. O parlamentar disse ainda que não se pode admitir que alguns queiram enriquecer e ter prosperidade em detrimento da saúde financeira e da saúde mental de milhares de brasileiros.

Fávaro afirmou ter convicção de que encontrará grandes apoiadores para enfrentar essa batalha no Congresso Nacional e disse estar preparado para rebater os argumentos e as falácias que deverão surgir contra a proposta.

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