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POLÍTICA MT

Mauro Mendes chama Operação Heritage de “armação eleitoreira” e nega irregularidades em acordo com a Oi

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O ex-governador Mauro Mendes, se pronunciou nas redes sociais

O candidato ao Senado Mauro Mendes (União) classificou, nesta quinta-feira (06.08), a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, como uma “armação eleitoreira” articulada por adversários políticos a poucos dias das eleições. O ex-governador negou qualquer envolvimento em irregularidades no acordo firmado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) com a empresa Oi, no valor de R$ 308 milhões.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Mendes apontou um suposto conluio entre os candidatos ao Senado Janaina Riva (MDB), Pedro Taques (PSB), Carlos Fávaro (PSD) e o atual senador Jayme Campos (União Brasil), que, segundo ele, já anunciavam a operação antes mesmo de sua deflagração.

“É a velha política da sujeira, da mentira, da sacanagem política, que atacam famílias e fazem tudo pelo poder”, afirmou.

O ex-governador sustentou que a ação, deflagrada a 60 dias do pleito, tem como objetivo prejudicar seu projeto político e que a população “conhecerá a verdade após o avanço das investigações”.

“Temos uma operação como essa faltando exatamente 60 dias para as eleições. Isso é brincar com a nossa inteligência, com a inteligência do povo mato-grossense. Tudo será esclarecido e a verdade será restabelecida. Não vai ser uma armação eleitoreira que vai parar o nosso projeto de trabalhar pelos mato-grossenses”, declarou.

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Mendes afirmou que a investigação envolve um acordo celebrado entre a PGE e a Oi para encerrar um processo judicial e devolver R$ 308 milhões aos cofres públicos. Segundo ele, o acordo passou pela análise de órgãos de controle e foi considerado legal.

“A PGE fez um acordo para encerrar o processo e devolver R$ 308 milhões. Ele passou por diversos procuradores, foi homologado pela Justiça, analisado como legal e vantajoso pelo Tribunal de Contas, Ministério Público de Contas e Ministério Público Estadual”, disse.

O candidato também negou qualquer ligação com os fundos que receberam os valores pagos pelo Estado e garantiu que o procedimento seguiu a legislação.

“Os fundos que receberam esse recurso não têm nenhuma relação comigo ou com qualquer membro da minha família”, afirmou.

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência da família Mendes durante a Operação Heritage. Além do ex-governador, foram alvos a ex-primeira-dama Virginia Mendes e os filhos do casal, Luis Antônio Mendes e Ana Carolinne Mendes Facure.

Conforme a decisão judicial, os investigados também tiveram os passaportes recolhidos e estão proibidos de deixar o país como medida cautelar.

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Acusações contra adversários

Durante o pronunciamento, Mendes afirmou que Pedro Taques e Janaina Riva teriam construído “narrativas falsas” encaminhadas à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato disse ainda que declarações anteriores de opositores indicavam conhecimento prévio sobre a deflagração da operação.

Ele também relacionou a ação da PF a recentes disputas internas no grupo político, como a derrota do senador Jayme Campos (União) na convenção do partido e a retirada do nome de Janaina Riva da disputa pela vice-governadoria na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos).

“Há sete dias, o senador Jayme Campos teve o projeto de candidatura ao governo barrado pela maioria dos membros do Diretório do União Brasil. Há dois dias, Janaina Riva foi recusada como vice do nosso governador Otaviano Pivetta”, declarou.

Mendes afirmou que a operação ocorreu após o grupo político rejeitar nomes ligados ao que chamou de “velha política”.

“Logo após o nosso grupo ter rejeitado todo esse povo da velha política que há décadas vem fazendo mal para o nosso Estado e para nossa população, os nossos adversários tinham acesso e, muito antes de acontecer, eles já falavam sobre isso nos quatro cantos de Mato Grosso”, concluiu.

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POLÍTICA MT

Max Russi confirma apoio à reeleição de Otaviano Pivetta ao Palácio Paiaguás

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Governador Otaviano Pivetta, com Max Russi, presidente da ALMT

O presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, confirmou nesta quarta-feira (5) o apoio do partido à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição. A decisão encerra um período de diálogo interno conduzido pela legenda em Mato Grosso e consolida uma aliança política construída ao longo dos últimos anos.

Segundo Max, o posicionamento foi definido após a escuta de candidatos, prefeitos, vereadores, convencionais e lideranças de todas as regiões do estado. Ele destacou que a escolha respeita a vontade da maioria e busca fortalecer o conjunto do Podemos nas Eleições 2026.

“Sempre deixei claro que sou o líder desse processo, mas não o dono da decisão. Ouvimos a todos e, respeitando a vontade da maioria, decidimos apoiar o Pivetta. É uma decisão firme, democrática e construída com responsabilidade”, afirmou.

O dirigente também mencionou a relação de longa data com Pivetta e a convergência em torno de projetos considerados prioritários para o desenvolvimento estadual. “Essa parceria não começou agora. São anos de diálogo, trabalho e construção por Mato Grosso. Tomamos uma posição pensando no futuro do estado, na continuidade dos avanços e, principalmente, na melhoria da vida das pessoas”, completou.

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Apesar do apoio majoritário a Pivetta, a legenda decidiu liberar filiados e lideranças que queiram acompanhar candidatos de outras coligações ou partidos na disputa majoritária. “Definimos o caminho do partido, mas também respeitamos as posições divergentes. Quem tiver outro entendimento terá liberdade para fazer sua escolha. O Podemos segue unido no propósito de fortalecer suas chapas proporcionais e trabalhar por Mato Grosso”, explicou Max.

Para o presidente estadual, o encerramento das discussões internas permite que o partido concentre esforços na campanha eleitoral e na apresentação de propostas à população. “Dialogamos, ouvimos todas as posições e tomamos a nossa decisão. Agora é hora de olhar para a frente, fortalecer nossos candidatos e trabalhar. O Podemos tem projeto, tem liderança e tem compromisso com Mato Grosso”, concluiu.

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