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POLÍCIA

Gaeco cumpre mandados em operação contra corrupção na Prefeitura de Sinop

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na manhã desta terça-feira (28) a Operação Mãos à Obra, em Sinop (a 481 km de Cuiabá). A investigação apura indícios de corrupção envolvendo servidores públicos municipais.

As equipes cumprem três mandados de busca e apreensão contra servidores efetivos que atuam na área de fiscalização da Prefeitura. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam vantagens indevidas para acelerar a tramitação e aprovação de obras, projetos e demais procedimentos administrativos vinculados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação.

Os mandados estão sendo cumpridos nas residências dos investigados e também na sede da Prefeitura. A Justiça autorizou a apreensão de celulares, documentos, projetos da área de engenharia e outros materiais, que passarão por análise da equipe do Gaeco.

Participam da operação equipes do Grupo de Apoio e do Raio, do 11º Batalhão da Polícia Militar, além da Força Tática de Sinop.

O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e pelo Sistema Socioeducativo.

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POLÍCIA

Delegado detalha Operação Libertas e revela que 27 comércios pagavam taxa a facção 

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Delegado Jean Paulo Ferreira

A Polícia Civil apresentou nesta quarta-feira (29) os detalhes da Operação Libertas, deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum para desarticular um esquema de extorsão contra comerciantes do município. Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Nova Mutum e Cuiabá.

O delegado Jean Paulo Ferreira, responsável pelas investigações, afirmou que até o momento foram identificados 27 estabelecimentos comerciais que faziam pagamentos mensais ao grupo criminoso, com valores entre R$ 150 e R$ 300. A cobrança era feita sob ameaça, por telefone ou presencialmente.

Segundo o delegado, as vítimas estão espalhadas por diversos bairros da cidade. Ele também revelou que nem todos os pagamentos ocorriam sob coação direta. “Conseguimos identificar também que, por vezes, alguns comerciantes eram vítimas de ameaça, mas também identificamos alguns estabelecimentos que pagam por amizade com membros faccionados. Essas condutas serão devidamente individualizadas no inquérito policial e aqueles que fazem esse pagamento de livre e espontânea vontade serão, sim, investigados também por financiamento de organização criminosa”, explicou.

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Jean Paulo reforçou o pedido para que comerciantes que tenham sido vítimas do esquema procurem a Polícia Civil. Ele lembrou que, desde que assumiu a Derf de Nova Mutum no ano passado, buscou alertar representantes do comércio sobre a prática criminosa.

O delegado fez ainda um alerta sobre golpes aplicados por criminosos que se passam por integrantes de facções para extorquir dinheiro. “Ocorre muito estelionato com esse tipo de situação. Às vezes, o estelionatário liga para o estabelecimento fingindo ser membro de facção e pede dinheiro. Por vezes, esse comerciante fica temeroso e acaba pagando para um estelionatário, fazendo um pagamento mensal indevido. Por isso, é importante nos procurar para que a gente dê o encaminhamento adequado e possa prender esses criminosos”, alertou.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas do esquema de extorsão em Nova Mutum.

*Com informações do Só Noticias

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