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POLÍCIA FEDERAL

PF, em ação integrada, apreende veículo com cigarros, cigarros eletrônicos e cabelo humano em Foz do Iguaçu/PR

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Foz do Iguaçu/PR. Uma ação integrada entre a Polícia Federal, Receita Federal do Brasil, Polícia Militar, Exército Brasileiro e Guarda Municipal de Foz do Iguaçu resultou na apreensão de um veículo carregado com mercadorias de origem estrangeira, nessa quarta-feira (8/7), em Foz do Iguaçu.

Durante o monitoramento de rotas alternativas utilizadas para desviar da fiscalização na região da fronteira entre Brasil e Argentina, equipes policiais identificaram um veículo utilizando um acesso irregular e passaram a realizar acompanhamento e vigilância. 

Ao realizar a abordagem, as equipes encontraram dentro do veículo produtos sem comprovação regular de importação, incluindo cigarros, cigarros eletrônicos e cabelo humano.

O veículo, as mercadorias apreendidas e o responsável pelo imóvel foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR – CS/PF/Foz
[email protected]
@pffoz

Canal para Denúncia
(45) 98821-4326
[email protected]

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

PF deixa Brasília em suspense em nova operação contra a turma de Daniel Vorcaro

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A Polícia Federal deixou Brasília em suspense nesta quinta-feira (09.07) ao realizar a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga a turma do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O foco da nova etapa foi desmantelar ações coordenadas em redes sociais que visavam minar a credibilidade e a atuação do Banco Central (BC). Os investigadores também miram um grupo suspeito de intimidar jornalistas, monitorar autoridades e obter informações sigilosas de forma ilícita.

Foram realizados dois mandados de busca e apreensão em Brasília, sob determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O alvo principal é o publicitário Thiago Miranda, fundador da agência MiThi e apontado pelos agentes como o articulador de uma estrutura montada para proteger o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo a decisão do ministro André Mendonça, a investigação desvendou o chamado “Projeto DV” (iniciais de Daniel Vorcaro). O grupo, descrito pelo magistrado como um “grupo mafioso” de alta periculosidade, teria estruturado um esquema complexo de desinformação.

Conforme o relatório da PF, o publicitário era o responsável por aliciar influenciadores digitais e profissionais de imprensa, com ofertas que alcançavam R$ 2 milhões por postagens coordenadas. A meta era clara: atacar publicamente decisões institucionais, especialmente a liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Para assegurar o silêncio dos cooptados, eram assinados contratos com cláusulas de confidencialidade e multas pesadas.

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A investigação revelou que o grupo não se limitava ao incentivo financeiro. Caso o alvo resistisse aos interesses da organização, as táticas migravam para o assédio e a coação. Utilizando plataformas clandestinas, o grupo obtinha dados financeiros e cadastrais privados de desafetos para exercer pressão.

Entre os alvos dessa rede de inteligência ilegal estavam a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e o empresário Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco. Relatórios confidenciais contendo informações pessoais e fiscais desses indivíduos circulavam internamente sob orientação de Thiago Miranda.

Além disso, o publicitário negociava diretamente com veículos de imprensa para tentar barrar a publicação de reportagens negativas ou forçar a remoção de conteúdos prejudiciais à imagem de Daniel Vorcaro.

Medidas cautelares e crimes investigados

A decisão do ministro André Mendonça autorizou a apreensão de documentos físicos e eletrônicos, dispositivos de armazenamento de dados e valores em espécie acima de R$ 20 mil.

O inquérito apura a possível prática de diversos delitos, incluindo:

  • Crimes contra o sistema financeiro nacional;

  • Organização criminosa;

  • Embaraço à investigação de organização criminosa;

  • Violações de dados e de dispositivos informáticos.

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As investigações prosseguem para identificar outros braços da organização, analisando o material apreendido — que contém evidências de pagamentos a intermediários feitos por empresas ligadas a Daniel Vorcaro.

O publicitário Thiago Miranda também já foi mencionado em apurações anteriores por intermediar contatos de alto nível, incluindo negociações com o filho de Bolsonaro, Flávio, que almeja ser candidato a presidente.

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