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POLÍTICA NACIONAL

Comissões criticam ausência de representantes da Âmbar Energia para explicar apagões no Amazonas

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A ausência de representantes da concessionária Âmbar Energia marcou o debate sobre a qualidade da energia elétrica no estado do Amazonas.

As comissões de Defesa do Consumidor e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados debateram o tema na terça-feira (30). A reunião conjunta discutiu a transição do controle da Amazonas Energia para a Âmbar Energia. A nova concessionária enviou apenas um ofício para responder aos questionamentos.

O deputado Fausto Júnior (União-AM), autor do requerimento para a realização do evento, criticou a falta de diálogo. Ele anunciou que vai convocar um porta-voz da empresa em breve. “Após o recesso parlamentar, vamos encaminhar a convocação da empresa para expor o plano de ação”, afirmou.

Fausto Júnior ressaltou que a comissão vai exigir transparência nos serviços prestados à população.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a transferência do controle da rede amazonense em março. A expectativa do governo era melhorar os indicadores do estado. Segundo a agência reguladora, os consumidores do estado enfrentam, em média, 41 horas sem luz por ano.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Qualidade do serviço prestado pela Amazonas Energia S/A. ANEEL, Giacomo Almeida.
Giácomo Almeida: Aneel vai cobrar mensalmente a compra de equipamentos e a contratação de equipes de manutenção

Plano de ação e fiscalização
O superintendente de Fiscalização da Aneel, Giácomo Almeida, detalhou as novas exigências legais. A concessionária tem até meados de julho para apresentar medidas urgentes e melhorar o desempenho operacional.

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“O processo será público. Vamos fazer uma nota técnica e avaliar o que está bom e o que não está”, garantiu Almeida.

A agência promete cobrar mensalmente a compra de equipamentos e a contratação de equipes de manutenção.

O diretor de Políticas Setoriais do Ministério de Minas e Energia, Frederico Tedes, destacou a complexidade de atuar na região. Ele argumentou que a troca de controle protegeu os moradores de uma piora ainda maior nos serviços.

Direitos fundamentais
Os participantes relataram que os cortes constantes afetam direitos básicos dos cidadãos. O defensor público-geral do estado do Amazonas, Rafael Barbosa, cobrou um cronograma transparente de metas.

Ele citou casos de hospitais e escolas do interior que interrompem as atividades durante os apagões. “Queremos que haja uma responsabilização real quando a empresa não cumprir esses compromissos”, disse o defensor.

O órgão prepara novas ações judiciais contra as recentes interrupções em cidades como Humaitá.

Dívidas dos consumidores
O deputado estadual Mário César Filho criticou o cancelamento das negociações de dívidas antigas. Segundo ele, a nova gestão se recusa a participar de mutirões de conciliação para limpar o nome dos devedores amazonenses.

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“O amazonense tem que optar se vai pagar a conta de energia ou se vai encher a geladeira”, lamentou o deputado estadual. Ele advertiu que a alta tarifa agrava rapidamente o endividamento das famílias mais vulneráveis.

Sistemas isolados
O coordenador do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), Lourenço Moretto, pediu atenção urgente aos sistemas isolados. “Muitos municípios do interior ainda dependem de usinas termelétricas movidas a diesel”, alertou.

Segundo ele, esse modelo encarece a conta de luz e dificulta a logística de abastecimento durante as secas nos rios. Moretto sugeriu investir no uso de fontes de energia renovável nessas regiões mais afastadas.

Ele também cobrou o cumprimento das metas do programa federal Luz para Todos. Segundo os dados apresentados pelo Idec, as ligações elétricas continuam atrasadas em diversas comunidades rurais.

Representantes do Ministério Público estadual, do Procon, do setor de comércio e dos trabalhadores urbanitários também participaram da reunião. Todos prometeram vigiar de perto a qualidade do novo serviço prestado.

Da Redação – GM

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Sessão solene aponta evolução do Corpo de Bombeiros do DF em 170 anos

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O Congresso Nacional realizou, nesta quinta-feira (2), sessão solene conjunta para comemorar os 170 anos do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). De autoria dos senadores Izalci Lucas (PL-DF) — que presidiu o evento —, Humberto Costa (PT-PE) e do deputado federal Alberto Fraga (PL-DF), a solenidade foi realizada no dia dois de julho por ser a data em que também se comemora o Dia Nacional do Bombeiro Militar. Em um Plenário com oficiais e praças, os convidados ressaltaram a evolução, as transformações e o orgulho de fazerem parte da corporação.

Na abertura, que contou com a banda de música do Corpo de Bombeiros do DF na execução do Hino Nacional, Izalci louvou o o heroismo do dia a dia e a  coragem dos bombeiros de enfrentar do perigo.

— Há um som que a cidade aprendeu a reconhecer. Ele corta o ar, atravessa janelas, interrompe conversas, e o que acontece depois desse som diz muito sobre quem somos. Porque enquanto a sirene toca, há sempre alguém correndo na direção contrária. Todos se afastam do perigo, mas eles não, eles vão ao encontro dele. Esse gesto de avançar quando a lógica manda recuar não nasceu ontem, ele tem 170 anos de história nesta corporação — reconheceu.

Izalci também lembrou que há mais de 60 anos soldados do Rio de Janeiro deixaram para trás tudo que conheciam — ruas, quartéis — e atravessaram o Brasil inteiro com suas famílias para fundar, no meio do Cerrado, uma corporação que ainda não tinha cidade para proteger, pois vieram antes de Brasília estar pronta para recebê-los.

— Vieram para que ela pudesse, um dia, confiar que teria quem a protegesse. Mas há algo que nenhuma data comemorativa consegue registrar sozinha: o rosto de quem está dentro de um uniforme. Por trás de cada farda, há uma história que normalmente não chega até este Plenário. É o pai que troca o jantar em família pelo plantão de 24 horas, é a mãe que, antes sair de casa, beija os filhos sem saber ao certo que tipo de cena vai encontrar naquele dia. É o jovem recém formado na academia, que ainda carrega no corpo a adrenalina do primeiro resgate, e o veterano que já perdeu a conta de quantas vidas cruzaram o seu caminho, e que mesmo assim, ainda sente o peso de cada uma delas. cada um desses bombeiros tem nome, tem família esperando em casa. Tem uma vida inteira acontecendo entre uma ocorrência e outra, e é justamente por isso que o que fazem é ainda mais extraordinário, porque escolhem repetidas vezes colocar a vida de estranhos à frente da própria segurança.

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Por fim, o senador pediu a aprovação da PEC 01/2025 , de sua autoria, que visa transferir definitivamente ao governo do Distrito Federal a autonomia para gerir os recursos do Fundo Constitucional. O texto retira da União a competência de autorizar reajustes e concursos para as forças de segurança local (Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros), garantindo, segundo ele, mais estabilidade financeira e administrativa para o DF.

Orgulho e trabalho social

O coronel Moisés Alves Barcelos, comandante-geral do CBMDF, falou sobre o imenso orgulho de estar a frente de 5.154 homens e mulheres da instituição no DF, que defendem dia e noite a população, salvando vidas. Ele afirmou que, só no ano passado, foram quase 200 mil atendimentos à população.   

— Cento e noventa e quatro mil vidas que a gente deu uma esperança. Que esperavam que a ajuda viesse, e a gente como instrumento divino, a gente faz o nosso trabalho diuturnamente nas ruas do Distrito Federal.

 O comandante lembrou que a corporação vai além do que estipula a Constituição, atuando em diversos projetos sociais, além da prestação de socorro.

— Temos 1300 idosos, que eu falo que são nossos jovens com mais de 60 anos, em 11 diferentes locais do Distrito Federal. Temos 1.500 jovens abaixo de 14 anos nas regiões administrativas, nas nossas unidades, que a gente tira o contraturno escolar, que a gente dá dignidade, que a gente dá amor, a gente dá carinho. Todo aleitamento materno no Distrito Federal é recolhido pelo Corpo de Bombeiros. São 17 escolas de gestão compartilhada, totalizando quase 20 mil alunos que o Corpo de Bombeiros toma conta junto com a Secretaria de Educação.

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Respeito a todas as gerações de bombeiros

Com mais de 30 anos na profissão, o coronel Flávio Murilo Nunes Pereira, subcomandante-geral do CBMDF, afirmou que a instituição evoluiu muito nas últimas décadas, mas salientou a importância de resgatar a tradição, a cultura e a doutrina da instituição, para integrar as novas gerações de bombeiros.

— São gerações convivendo ao mesmo tempo, então a conversa, o modo de capacitação, o modo de trabalho, é diferente entre essas gerações. E a corporação tem evoluído de uma forma geral, respeitando essas gerações. Existe hoje uma valorização das mulheres, uma valorização dos nossos veteranos, que nunca houve há um tempo atrás. A gente não via isso e a gente tem visto. Percebemos essa mudança, em especial durante esses meus 31 anos, e a corporação como um todo, dentro desse 170 anos.

Ele afirmou ainda que a corporação hoje está mais habilitada, mais capacitada, com mais tecnologia e com uma administração mais correta.

Participação feminina na corporação

A coronel Shirlene Costa, comandante operacional do CBMDF, falou do orgulho de ter um efetivo cada vez maior composto por mulheres.

— É pra mim, um imenso orgulho dizer que hoje cerca de 25% do nosso efetivo é composto por bombeiras, bombeiras militares que cada dia quebram mais barreiras e alcançam lugares de destaque, sucesso, onde quiserem estar (…). Sempre estamos à disposição pra cumprir o nosso lema, como disse aqui, no nosso vídeo:  vidas alheias riquezas de salvar.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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