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INTERNACIONAL

Recordes de temperatura provocam mais de 1.300 mortes na Europa

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O verão de 2026 no Hemisfério Norte já é um dos mais letais da história recente. Sob a influência de um bloqueio atmosférico persistente, chamado de  “Omega block”, uma massa de ar quente estacionária castiga o continente europeu, levando os termômetros a marcas superiores aos 40°C em países onde o clima moderado era a norma.

O resultado é uma crise de saúde pública que, apenas na última semana de junho, já contabiliza mais de 1.350 mortes confirmadas relacionadas ao calor extremo em diversas nações.

A França, epicentro da tragédia, registra um excedente alarmante de óbitos. Segundo o Ministério da Saúde francês, apenas entre os dias 24 e 26 de junho, mais de 4 mil mortes foram computadas no país — uma média diária significativamente superior aos 900 a 1.000 óbitos habituais para o período. O colapso na rede de urgência é evidente: em Paris, relatos indicam que o número de paradas cardíacas atendidas em 24 horas quadruplicou, forçando serviços de emergência a operar no limite da capacidade.

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O cenário no continente

Embora a França concentre o maior volume de dados oficiais até o momento, o drama se espalha por outras nações europeias que também enfrentam recordes históricos:

  • Espanha: O país enfrenta seca severa e temperaturas que ultrapassaram os 45°C em algumas regiões, como Andújar. O número de mortes estimadas pelo calor chega a 327 apenas nesta onda de junho.

  • Reino Unido: Em um alerta vermelho inédito para calor extremo, o país rompeu seus recordes históricos de temperatura para o mês de junho, registrando 36,1°C. Pelo menos 25 mortes já foram atribuídas diretamente às condições climáticas nas últimas semanas.

  • Alemanha, Suíça e Itália: Também enfrentam picos de temperatura acima de 40°C, com danos severos à infraestrutura ferroviária e cortes de energia.

A crise invisível: o custo cumulativo

O impacto do calor em 2026 é parte de um padrão preocupante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, no início de junho, que o calor extremo tornou-se o risco climático mais letal da região europeia, tendo ceifado mais de 200 mil vidas nos últimos quatro anos.

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O cenário atual demonstra que as ondas de calor não são mais episódios isolados, mas crises recorrentes que fraturam sistemas de saúde e expõem a vulnerabilidade da infraestrutura urbana europeia.

Para as autoridades sanitárias, a preocupação agora é com a saturação dos hospitais. Além das causas diretas — como insolação e paradas cardíacas —, o calor tem gerado uma onda de afogamentos, com mais de 50 mortes registradas na França desde meados de junho, à medida que a população busca refúgio em áreas não supervisionadas ou impróprias para banho.

Enquanto o bloqueio atmosférico não se dissipa, o continente permanece em alerta máximo, com governos tentando equilibrar a manutenção de serviços essenciais e o suporte a uma população que enfrenta, repetidamente, temperaturas “fora da curva”.

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INTERNACIONAL

EUA atacam alvos militares do Irã e tensão ameaça cessar-fogo

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Os Estados Unidos realizaram nesta sexta-feira (26.06) ataques contra instalações militares do Irã em resposta ao ataque de um drone contra um navio cargueiro que navegava pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio mundial de petróleo. A ofensiva aumenta o risco de colapso do cessar-fogo firmado entre os dois países na semana passada.

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a operação teve como alvo depósitos de mísseis e drones, além de radares costeiros utilizados pelas forças iranianas. Washington classificou a ação como uma resposta ao ataque contra a embarcação comercial e afirmou que o objetivo foi proteger a navegação internacional na região.

O presidente Donald Trump acusou o Irã de violar o acordo de cessar-fogo ao permitir o ataque contra o cargueiro que cruzava o Estreito de Ormuz. De acordo com a Casa Branca, o navio foi atingido por um drone, enquanto outros três aparelhos foram interceptados pelas forças norte-americanas antes de alcançar o alvo.

Após a ofensiva americana, o vice-presidente JD Vance afirmou que os Estados Unidos continuarão cumprindo os termos do acordo, mas advertiu que qualquer novo ataque terá resposta militar. “A violência terá como resposta a violência”, escreveu em uma rede social.

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Horas depois, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter atacado posições militares dos Estados Unidos na região em retaliação aos bombardeios. Em comunicado divulgado pela imprensa estatal iraniana, o grupo afirmou que Washington descumpriu os termos do memorando que estabeleceu a trégua e advertiu que novas ofensivas serão respondidas com maior intensidade.

Relatos da imprensa iraniana indicam que explosões foram registradas nas proximidades do porto de Sirik, na província de Hormozgão, região estratégica localizada às margens do Estreito de Ormuz e que abriga instalações militares.

A nova escalada militar ocorre em um momento de fragilidade das negociações entre Washington e Teerã. O acordo firmado na semana passada previa uma redução gradual das hostilidades e o compromisso de garantir a segurança da navegação comercial no Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo. A retomada dos confrontos reacende preocupações sobre impactos no comércio internacional e nos preços da energia.

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