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POLÍCIA FEDERAL

PF combate abuso sexual infantojuvenil em operação no MS

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Três Lagoas/MS. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (26/6), a operação Escudo de São Miguel V, com o objetivo de identificar e prender criminosos envolvidos em crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados pela internet.

O início das investigações ocorreu após a identificação de que determinado indivíduo estaria armazenando e disponibilizando imagens e vídeos de abuso sexual contra crianças e adolescentes em seus dispositivos eletrônicos.

Nomenclatura e alerta

Embora o termo “pornografia” ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota, preferencialmente, as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.

A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e por adolescentes, como forma de reduzir riscos e de proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.

Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul
[email protected]

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

PF atua em cooperação com a Interpol e prende neonazista brasileiro na Itália

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Brasília/DF. A Polícia Federal, em cooperação internacional prendeu neste sábado (27.06) na região de Pavia, no norte da Itália, do brasileiro João Guilherme Correa, condenado por um duplo homicídio ligado a uma disputa entre integrantes de um grupo neonazista.

Segundo as autoridades, Correa foi localizado em uma propriedade rural onde estava escondido. No momento da abordagem, apresentou um passaporte falso às equipes policiais. Após a prisão, foi levado para uma delegacia em Milão e deverá ser transferido para um presídio italiano até a conclusão dos procedimentos judiciais.

Correa era considerado foragido desde março de 2025. Três dias antes de ser condenado a 35 anos e dois meses de prisão em regime fechado, ele retirou a tornozeleira eletrônica alegando que passaria por uma cirurgia de emergência, mas desapareceu e não compareceu nem ao procedimento médico nem ao julgamento.

Na mesma sessão do Tribunal do Júri, outro réu, Jairo Maciel Fisher, foi condenado a 32 anos e três meses de prisão pelo assassinato de Bernardo Pedroso e Renata Pereira, executados a tiros em Curitiba, em 2009. De acordo com o Ministério Público do Paraná, o crime foi motivado por uma disputa interna pela liderança de um grupo que cultuava a ideologia nazista após um evento em homenagem a Adolf Hitler.

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Além da condenação pelo duplo homicídio, João Guilherme Correa também responde a um processo por suposta participação na organização extremista internacional Hammerskin Nation. As investigações apontam que ele exercia papel de liderança no braço brasileiro do grupo, acusado de promover crimes relacionados à discriminação racial e organização criminosa.

A localização do foragido foi possível após uma cooperação entre autoridades brasileiras e italianas. Em maio deste ano, investigadores brasileiros apreenderam aparelhos eletrônicos de pessoas próximas ao condenado, medida que contribuiu para reconstruir sua rota de fuga. A inclusão do nome de Correa na Difusão Vermelha da Interpol também permitiu que ele fosse identificado pelas autoridades italianas.

O investigado é apontado em apurações relacionadas aos crimes previstos no art. 20 da Lei nº 7.716/1989 e no art. 2º da Lei nº 12.850/2013, referentes, respectivamente, à prática de discriminação racial e à constituição, promoção, financiamento ou integração de organização criminosa. Segundo as investigações, a organização criminosa investigada seria inspirada na ideologia neonazista.

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