POLÍCIA FEDERAL
PF faz operação contra fraudes no Banco Digimais e bloqueia R$ 670 milhões de bens de Edir Macedo
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 23, a Operação Miragem, para desarticular um esquema de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo a gestão do Banco Digimais. A instituição é controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário de um vasto conglomerado empresarial que inclui a Rede Record.
Mais de 50 agentes federais cumprem nove mandados de busca e apreensão em São Paulo. A Justiça Federal determinou ainda o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro de bens e valores de até R$ 670,3 milhões. Embora seja o acionista controlador e figure entre os investigados, não houve mandado de busca contra Macedo por residir no exterior.
As investigações, fundamentadas em relatórios do Banco Central, apontam que o banco teria operado sob gestão temerária. O esquema envolvia a manipulação sistemática de demonstrativos contábeis para esconder prejuízos, supervalorizar ativos e gerar receitas artificiais. O objetivo, segundo a PF, era aparentar solvência perante os órgãos reguladores e ocultar a real situação econômica da instituição.
O Banco Digimais é o centro de uma tentativa prolongada de desinvestimento por parte de Macedo. Nos últimos meses, a instituição enfrentou uma série de negociações frustradas para sua venda, em meio a um cenário de deterioração financeira. Em abril deste ano, o BTG Pactual chegou a anunciar um acordo para adquirir o banco, mas a transação não foi concluída. Tentativas anteriores de repasse do controle para o grupo do empresário Maurício Quadrado também falharam, com o BC apontando riscos e irregularidades na condução dos negócios.
A operação desta terça-feira também apura a realização de operações de crédito vedadas e a inserção de dados falsos em sistemas oficiais, práticas que contrariam a Lei nº 7.492/1986. A PF investiga, ainda, o desvio de recursos em benefício da empresa controladora do banco. O inquérito segue em curso para identificar a responsabilidade individual dos administradores da instituição financeira.
POLÍCIA FEDERAL
PF combate grupo criminoso voltado ao tráfico interestadual de drogas
Vilhena/RO. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (23/6), a Operação Avalanche, com o objetivo de desarticular organização criminosa investigada pela prática de tráfico interestadual de drogas.
Ao todo, foram cumpridos 47 mandados judiciais, dos quais 20 são de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho, em cidades localizadas nos estados de Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Minas Gerais e São Paulo.
As investigações indicam a atuação de um grupo criminoso com ramificações em outros estados, voltado à logística, ao transporte, ao armazenamento e à distribuição de entorpecentes. Também foram identificados indícios de vínculo operacional com integrantes de outro grupo criminoso, além da possível participação de um servidor público e de uma investigada.
O inquérito policial teve início em janeiro de 2025, após a prisão em flagrante de um homem que transportava, aproximadamente, 797 kg de cocaína em um veículo frigorífico. A partir da análise dos aparelhos celulares apreendidos, foram identificados elementos que permitiram o aprofundamento das investigações.
No curso da apuração, foram relacionados diversos eventos de apreensão de drogas em diferentes estados, totalizando quase 2 toneladas de entorpecentes, além de elementos indicativos de movimentação financeira incompatível com a renda declarada de alguns investigados, de uso de terceiros para circulação de valores e de possível lavagem de capitais.
Durante cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos veículos, valores em espécie, equipamentos eletrônicos, armas de fogo e munições, materiais que serão submetidos à análise pericial e poderão contribuir para o aprofundamento das investigações e para a responsabilização dos envolvidos.
Os investigados poderão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico, de organização criminosa e de lavagem de dinheiro, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 40 anos de prisão.
Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia
Contato (69) 3216-6242
Fonte: Polícia Federal
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