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TECNOLOGIA

Interferência em sinais de GPS eleva risco aos transportes e gera prejuízo a frotas globais

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O aumento de 40% nas notificações de anomalias no sinal de GPS em 2026, comparado ao ano anterior, acende um alerta na infraestrutura de transporte nacional e internacional.

O que antes era tratado como erro técnico isolado em aplicativos de rotas, como Waze e Google Maps, consolidou-se como um problema de segurança pública e operacional, derivado da exposição de receptores comerciais a interferências deliberadas.

O fenômeno, registrado em larga escala em áreas metropolitanas e eixos de transporte estratégico, é provocado pelo uso de dispositivos de jamming (bloqueio) e spoofing (falsificação).

Dados da Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) e registros de empresas de monitoramento logístico no Brasil indicam que a manipulação de sinais de satélite — antes restrita a zonas de conflito bélico, como no Leste Europeu e Oriente Médio — passou a afetar a logística urbana, forçando o desvio de rotas de cargueiros e aumentando o tempo de entrega de mercadorias.

No Brasil, empresas de transporte rodoviário relatam que a perda de sinal em rodovias estratégicas tem provocado não apenas atrasos, mas falhas graves nos sistemas de telemetria e gestão de frotas.

  • Bloqueio (Jamming): Emissores de rádio de baixa potência criam uma “zona de silêncio”, impedindo que o receptor identifique o sinal do satélite. O veículo fica, na prática, “cego”.

  • Falsificação (Spoofing): Mais perigoso, o ataque injeta coordenadas falsas, fazendo com que o dispositivo indique uma posição errônea de até 50 quilômetros de distância do ponto real.

“A tecnologia de GPS, como existe hoje, não foi desenhada para um cenário de ataque cibernético massivo. O sinal chega da órbita com potência insuficiente para resistir a interferências simples”, explica um especialista em sistemas de navegação.

A crise, segundo analistas do setor, não sinaliza o fim do sistema GPS, mas o início de uma corrida tecnológica por receptores resistentes (de dupla frequência) e autenticação de sinais. Contudo, a substituição da frota de dispositivos — que inclui desde celulares populares até equipamentos de navegação de aeronaves — é um processo multibilionário e de longo prazo.

Enquanto reguladores buscam alternativas de backup (como sistemas de navegação inercial ou sinais terrestres de rádio), as empresas operam sob a cautela de que a precisão absoluta do GPS não é mais uma garantia técnica, mas um dado sob constante risco de manipulação.

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TECNOLOGIA

Como o ponto digital ajuda empresas a reduzir passivos trabalhistas?

Registro eletrônico da jornada organiza informações sobre horários trabalhados, intervalos e horas extras

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O controle da jornada de trabalho está diretamente relacionado à administração das obrigações trabalhistas. Horários de entrada e saída, intervalos, horas extras, folgas e compensações precisam ser registrados de maneira adequada para que a empresa consiga acompanhar o cumprimento da jornada e manter documentos referentes às relações de trabalho.

Nesse contexto, o ponto digital reúne recursos que permitem registrar a jornada por meios eletrônicos e armazenar os dados em sistemas próprios. Dependendo da solução utilizada, como um app para controle de ponto, por exemplo, as informações podem ser acessadas por gestores, profissionais de recursos humanos e colaboradores, facilitando a conferência dos registros.

A organização desses dados também pode contribuir para a prevenção de divergências sobre horários trabalhados, desde que o sistema seja utilizado de acordo com as normas aplicáveis e com os procedimentos internos da empresa.

Registro organizado facilita a conferência

Uma das funções do ponto digital é registrar os horários de início e encerramento da jornada. As marcações ficam associadas ao trabalhador e podem ser consultadas posteriormente, conforme as permissões definidas pela organização.

Esse histórico oferece uma referência para a conferência das horas efetivamente registradas. Quando há diferença entre a jornada prevista e a realizada, o departamento responsável pode verificar a ocorrência e avaliar o procedimento adequado.

A ferramenta também pode organizar informações relacionadas a intervalos e períodos de descanso. Em empresas que adotam diferentes escalas ou horários, a centralização desses registros facilita a análise da jornada individual.

A documentação organizada ganha importância quando existe necessidade de esclarecer uma divergência ou apresentar informações referentes ao histórico de trabalho de determinado período.

Tratamento de horas extras exige acompanhamento

As horas extras estão entre os pontos que demandam atenção na administração da jornada. O registro eletrônico permite identificar períodos trabalhados além do horário inicialmente programado e acompanhar sua inclusão na folha de pagamento ou em sistemas de compensação, quando aplicável.

Esse acompanhamento ajuda a aproximar os registros de ponto das demais informações utilizadas pelo setor pessoal. Quando há integração entre sistemas, os dados podem ser encaminhados para processos relacionados à folha, reduzindo lançamentos manuais.

Também é possível estabelecer fluxos de aprovação para determinadas ocorrências, conforme as regras internas. Uma jornada extraordinária registrada por um colaborador pode, por exemplo, ser encaminhada ao gestor responsável para conferência.

Transparência entre empresa e trabalhador

O acesso aos registros da jornada também influencia a relação entre trabalhadores e empregadores. Quando o colaborador consegue consultar suas próprias marcações, torna-se possível verificar horários registrados e comunicar eventuais inconsistências dentro dos procedimentos estabelecidos.

Para a empresa, essa participação oferece uma oportunidade de corrigir informações enquanto os fatos ainda estão recentes. Ajustes devidamente documentados ajudam a manter o histórico da jornada atualizado.

A transparência depende, entretanto, da existência de regras claras sobre registro, correção de marcações, aprovação de horas e fechamento do período. O sistema deve refletir os procedimentos adotados pela organização e respeitar as exigências legais aplicáveis.

Tecnologia apoia a prevenção de inconsistências

O ponto digital também pode gerar relatórios para acompanhamento da jornada. Gestores e profissionais de recursos humanos conseguem identificar registros incompletos, ocorrências relacionadas a horas extras e outras situações que exigem análise.

Esse acompanhamento permite tratar pendências antes do fechamento da folha e manter uma documentação mais organizada. A tecnologia, portanto, funciona como parte de um processo que envolve políticas internas, gestão de pessoas e observância da legislação trabalhista.

A redução de passivos depende do conjunto dessas medidas, e não apenas da adoção de uma ferramenta eletrônica. Quando os registros são feitos corretamente, conferidos e armazenados de forma adequada, a empresa dispõe de informações mais consistentes para administrar a jornada e responder a eventuais questionamentos sobre os horários trabalhados.


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