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POLÍTICA NACIONAL

Sob articulação de Fávaro, comissão aprova MP do frete mínimo e garante avanços a transportadores e contratantes

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A Comissão Mista do Congresso Nacional aprovou, nesta quarta-feira (17), o relatório da Medida Provisória 1343 de 2026, que trata do valor mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. A proposta, encaminhada pelo Governo Federal, avança com medidas importantes para valorizar caminhoneiros e transportadores, reforçar a fiscalização e garantir mais segurança nas relações entre transportadores e contratantes.

O senador Carlos Fávaro teve participação direta na articulação para a construção de um texto de equilíbrio, capaz de atender a uma pauta histórica dos transportadores sem deixar de ouvir os setores envolvidos na economia do transporte. Para o senador, o resultado representa um avanço concreto para quem vive da estrada e movimenta a produção de Mato Grosso e do Brasil.

“Participei da articulação para chegarmos a um bom termo. Tivemos a prudência de ouvir os transportadores, os caminhoneiros, os contratantes e os setores produtivos. O texto aprovado preserva o essencial que é fazer justiça com quem transporta a riqueza do nosso país”, afirmou Fávaro.

Entre os principais pontos aprovados está a obrigatoriedade de cadastramento das operações de transporte rodoviário de cargas e da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte, o CIOT. O código deverá reunir informações como origem e destino da carga, contratante, transportador e valor do frete, fortalecendo o controle sobre as operações e ajudando a impedir a contratação abaixo do piso mínimo.

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O relatório também mantém medidas administrativas para reforçar o cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Na prática, a medida amplia a capacidade de fiscalização e cria instrumentos para dar mais efetividade à tabela do frete mínimo, uma reivindicação antiga dos caminhoneiros.

Outro ponto positivo aprovado foi a previsão de piso salarial de R$ 5 mil para motoristas profissionais contratados por transportadoras. A medida representa mais reconhecimento para a categoria e fortalece a valorização dos profissionais que atuam diretamente no transporte de cargas em todo o país.

Fávaro destacou que a aprovação na Comissão Mista é um passo importante, mas afirmou que seguirá acompanhando a tramitação da MP no Congresso Nacional para garantir que os avanços sejam preservados.

“Essa medida é importante porque valoriza uma categoria essencial. Os caminhoneiros e transportadores fazem o Brasil andar. Vou continuar trabalhando para que o frete mínimo seja respeitado e para que essa pauta avance com equilíbrio, responsabilidade e justiça”, disse o senador.

Após a aprovação na Comissão Mista, a medida segue para análise do plenário da Câmara dos Deputados e, depois, do plenário do Senado Federal.

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POLÍTICA NACIONAL

Representantes de movimentos populares pedem aprovação de regras sobre autogestão habitacional

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Em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, representantes de movimentos populares por moradia defenderam a aprovação de projeto de lei que regulamenta o sistema de autogestão habitacional (PL 20/20). A representante da União Nacional por Moradia Popular, Evaniza Lopes Rodrigues, afirmou que o excesso de burocracia atualmente dificulta o financiamento de residências nesse modelo.

Ela lembrou que o programa Minha Casa, Minha Vida já permite financiamento para associações ou cooperativas construírem seus próprios empreendimentos, mas que somente 7% das 3 milhões de moradias novas previstas pelo governo para o atual mandato foram destinadas a projetos de autogestão habitacional.

“A prática da autogestão não é só execução, mas a capacidade de tomar decisões coletivamente, de gerir coletivamente a produção da casa e, depois, a gestão daquela comunidade. E isso, aos longos dos últimos quase 40 anos, gerou conjuntos habitacionais que têm um diferencial muito grande, tanto na sua qualidade construtiva, de projeto, quanto também de organização de permanência, de vínculo das famílias que vão viver naquele lugar”, disse Evaniza Rodrigues.

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Projeto de lei
A proposta em análise na Câmara tem como relator o deputado Padre João (PT-MG), que pediu a realização do debate. O texto prevê a propriedade coletiva dos empreendimentos habitacionais por meio de associação ou cooperativa.

O objetivo da medida, segundo os participantes da audiência, é facilitar o acesso das famílias à moradia, já que muitas vezes elas não conseguem financiamento. Além disso, eles destacam que esse modelo estimula a continuidade da organização coletiva dos moradores.

Para o coordenador da Central de Movimentos Populares, Benedito Roberto Barbosa, é necessário financiamento integral por parte do governo federal. De acordo com ele, a lei hoje exige contrapartidas de prefeituras ou governos estaduais, que muitas vezes não fazem essa complementação e inviabilizam a execução de projetos aprovados.

Compra de terrenos
Padre João questionou os participantes sobre a viabilidade de incluir na proposta de lei a previsão de financiamento também para a compra de terrenos onde há ocupações e conflito fundiário.

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“Tem uma realidade que eu não sei se a gente conseguiria contemplar com a readequação do projeto, que é quando tem ocupações, às vezes de 10, 15, 20 anos, que estão judicializadas, mas que tem abertura para vender, e a demanda não é recurso para a construção, mas para adquirir o imóvel. Temos que levantar essa situação, se teria como”, questionou.

Na opinião dos representantes de movimentos sociais por moradia, incluir previsão de financiamento para comprar esses terrenos é perfeitamente viável. Uma alternativa, de acordo com Benedito Barbosa, é prever que, nesse caso, a posse da propriedade será da associação ou cooperativa.

O coordenador nacional da Pastoral da Moradia e Favela, Marcelo Toyansk Guimarães, lembrou que atualmente 6 milhões de famílias precisam de uma moradia no Brasil, e 26 milhões vivem em habitações inadequadas.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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