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Lideranças progressistas lançam movimento ELAS e reforçam articulação feminina na política de Mato Grosso

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Ampliar o protagonismo feminino na política e fortalecer a presença das mulheres nos espaços de decisão em Mato Grosso é o foco do movimento ELAS – Equidade, Liberdade, Ação e Segurança, lançado neste sábado (1º.05), em Cuiabá, durante reunião organizada pela médica, empresária e servidora pública, Dra. Natasha Slhessarenko, pré-candidata a governadora de Mato Grosso.

O encontro marcou um momento de articulação entre mulheres que já ocupam diferentes espaços e que defendem maior participação feminina nos processos de decisão, com foco na construção de uma atuação mais integrada, representativa e conectada com a realidade da população mato-grossense.

“Que a gente saia daqui com este movimento, sabendo que temos uma à outra para apoiar, para segurar na mão, porque essa jornada na política não é fácil. É isso que nos move, saber que podemos fazer a diferença na vida das pessoas”, afirmou a médica e pré-candidata ao governo de Mato Grosso pelo PSD, Natasha Slhessarenko.
Durante a reunião, participantes destacaram a importância do fortalecimento coletivo e da presença ativa das mulheres na política:

“Não há democracia plena sem a participação efetiva das mulheres. O movimento ELAS representa um passo importante para ampliar essa presença e garantir que as decisões políticas reflitam, de fato, a realidade e as necessidades da maioria da população”, afirmou Rosa Neide, presidente do PT em Mato Grosso e ex-deputada federal.

“Somos uma nova geração de mulheres que não apenas querem participar, mas influenciar e transformar a política. É sobre abrir caminhos, fortalecer lideranças e garantir que mais mulheres ocupem os espaços de decisão com preparo e propósito”, destacou Rafaela Fávaro”, presidente do PSD Mulher em Mato Grosso.

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Edma Macedo, presidente do PT em Cuiabá, deixou sua mensagem. “Aqui reunidas temos mulheres que defendem a democracia e a nossa sociedade mato-grossense”.Enfermeira e presidente licenciada do Coren/MT, Bruna Santiago é uma das entusiastas do movimento. “Eu tenho certeza que com esse nosso movimento de mulheres, unidas, presentes, fortes, com vontade que querer fazer igual a gente faz todos os dias, independente de onde a gente esteja, vamos conseguir muita mudança nesse momento eleitoral”.

Professora, ex-vereadora por Cuiabá e suplente de deputada estadual, Edna Sampaio destacou: “A presença das mulheres na política não pode mais ser tratada como exceção. É uma necessidade democrática. Nós temos preparo, trajetória e compromisso com a sociedade, e precisamos ocupar os espaços de decisão com protagonismo e voz ativa”.

Para a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP/MT), Carmem Machado, quando a participação das mulheres é fortalecida, a defesa dos direitos da população também é. “As mulheres estão na base dos serviços públicos, conhecem a realidade e precisam estar nos espaços onde as decisões são tomadas”.

Primeira mulher eleita para o Senado por Mato Grosso, Serys Marli fez uma convocação. “Nós abrimos caminhos, mas ainda há muito a avançar. Fortalecer a presença das mulheres na política é garantir que as próximas gerações encontrem um estado mais justo, mais igual e com mais oportunidades. Mulheres por Mato Grosso!

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De acordo com a Dra. Natasha Slhessarenko, o movimento ELAS se propõe a ser um espaço permanente de articulação política, escuta e construção coletiva, voltado ao fortalecimento da participação feminina e à ampliação da presença de mulheres nos espaços de poder em Mato Grosso.

Participaram da reunião:

Rosa Neide: Presidente do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso, ex-deputada federal
Edma Macedo: Presidente do PT de Cuiabá
Carmem Machado: Presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (PV)
Patrícia Nogueira: Presidente do PC do B de Mato Grosso e pré-candidata ao Senado
Edna Sampaio: Suplente de deputada estadual, ex-vereadora de Cuiabá, pré-candidatas ao Senado
Bruna Santiago; Presidente licenciada do Coren/MT, pré-candidata a deputada estadual (PSD)
Rafaela Fávaro: Presidente do PSD Mulher de Mato Grosso, pré-candidata a deputada federal
Professora Graciele: Suplente e pré-candidata a deputada estadual (PT)
Serys Marli: Ex-senadora e ex-deputada estadual (PT)
Rhillary Milleid: Ex-vereadora de Indiavaí (PSD)
Maria Fernanda: Secretária de Educação de Várzea Grande (PSD)
Rose Barranco: Liderança feminina do PT
Lane Costa: Presidente do PC do B de Cuiabá
Claudineia Fávaro: Movimento feminino do PSD

Rhillary Milleid: Ex-vereadora de Indiavaí (PSD)
Maria Fernanda Figueiredo: Secretária de Educação de Várzea Grande (PSD)
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Simpósio sobre Autismo da ALMT expõe falhas do Estado e cobra efetivação de leis em MT

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A necessidade de uma atuação mais efetiva do poder público marcou a 6ª edição do Simpósio sobre Autismo com o tema “Integração entre Educação, Saúde e Inovação na Construção de uma Rede de Cuidado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, realizada nesta segunda-feira (22), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O deputado estadual Wilson Santos (PSD) que conduziu os trabalhos, destacou que o estado possui mais de 30 leis e propostas engavetadas que precisam ser executadas com urgência para assegurar o direito e a dignidade das famílias.

“Neste encontro, estamos cobrando as instituições e autoridades, os compromissos e promessas que foram realizadas. Foram dezenas de leis aprovadas por esse parlamento, candidatos às prefeituras, ao legislativo, ao governo do estado e nós estamos então, realizando esse seminário para tratar especialmente da cobrança, porque é um tema importante e as leis precisam sair do papel e os compromissos precisam ser cumpridos. O objetivo desse evento é cobrar das autoridades ações concretas em favor do autismo”, explica o parlamentar.

Ele, que é autor de 15 leis na Casa de Leis – baseadas em reivindicações da sociedade para fortalecer a rede de proteção e estruturar as políticas públicas -, avalia que é preciso que o estado execute as propostas aprovadas em prol das famílias mato-grossenses. “A gente luta para fazer uma lei, não é fácil, analisa os pontos constitucionais e legais, estuda, e depois de um longo tempo consegue aprovação final. E depois ela não é aplicada. O estado não cumpre a lei. O fiscal da lei é o Ministério Público Estadual (MPE) e o estado tem que cumprir a lei”, relatou Wilson Santos

Auditoria – Além de não cumprir a legislação vigente, a representante do conselheiro Guilherme Maluf do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Karisia Cardoso, que é secretária do Núcleo de Políticas Públicas (NPP), apresentou os trabalhos preliminares realizados de auditoria operacional sobre a atenção à criança com deficiência e TEA para avaliar a efetividade, acesso e qualidade dos serviços. Um dos pontos preocupantes é que o levantamento mostra que as políticas públicas desenvolvidas pelo estado ao público autista e seus familiares – não estão causando impacto no campo social por falta de funcionamento.

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Para complementar, o supervisor e auditor do TCE, Denisvaldo Ramos, explica que o NPP tem um papel importante para o autismo de Mato Grosso, pois analisa os atos públicos de modo geral para compreender o verdadeiro cenário. Durante o simpósio, ele apresentou dados preocupantes da atuação da gestão estadual com o tema. “O nosso intuito é fazer o trabalho e levar o resultado para a ponta. Enquanto não vermos o resultado na ponta, não estaremos satisfeitos com a política pública. Temos que buscar alinhar a política pública ao resultado finalístico”, explica.

Dentre os dados apresentados por ele, mostra que a política pública está desassistida pelo poder público já que há um grupo condutor – que envolve diversos atores – que não se reúne desde janeiro de 2024. Sem contar as falhas no processo de monitoramento do tempo de espera do paciente para ser atendido, unidades de saúde que não asseguram uma quantidade de equipe mínima exigida pela Nota Técnica do Ministério da Saúde.

“Há ausência de rubrica orçamentária, sendo essa uma peça fundamental – não existe para TEA e para demais especificidades. Ausência de profissionais especialistas que interferem nesta política pública. Sem contar que desde 2009, a Programação Pactuada e Integrada (PPI) não é executada, os repasses do estado para os centros especializados mantiveram o valor mínimo e 99% da manutenção estão sendo financiados pelos governos federal e municipais. O estado tem uma mera contrapartida em algo de aproximadamente de R$ 2,5 mil por mês que não dá para pagar um serviço de limpeza”, relatou o auditor do TCE.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram apontadas 41.242 pessoas com TEA, conforme Denisvaldo, são elementos declaratórios e subnotificados. “Depois destes dados, identificamos que houve uma explosão real em campo, com crescimentos de 2021 e 2026 – a exemplo de Sinop que tinha 240 para mil alunos laudados e de 400 a 800 diagnósticos atendidos e Sorriso de seis para 105 alunos nível 3”, informou o supervisor aos participantes do evento.

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Ele também relatou que uma das preocupações do TCE foi a produtividade dos servidores entre os anos de 2024 e início de 2026 que estão desenvolvendo a política pública. “A produtividade documentada está em 78% abaixo do parâmetro interno de atendimento. Corroboramos com outros nove documentos. Pontos ociosos e nos preocupou demais. Há vontade de fazer política pública para acontecer, mas há problemas estruturais. E uma das preocupações das famílias é o abandono forçado – por falta de ausência de políticas públicas”, complementou.

De acordo com Denisvaldo, no momento está sendo feito os devidos levantamentos dos 142 municípios, sendo encaminhado via questionário para obter as informações necessárias. Logo, será finalizado o relatório para que o TCE faça as recomendações estratégicas para a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e será acompanhada a execução. “Vamos ter que trabalhar a parte da governança financeira e revisão técnica PPI não se faz política pública sem recursos. É preciso que o estado melhore neste ponto. A questão da baixa produtividade traz para a política é assustadora. Mesmo assim, a própria gestão foi colaborativa no processo com o TCE”, declarou.

“Parabenizo o TCE por essa auditoria que revelou a grande verdade. O estado é terra arrasada quando o assunto é o autismo. O estado está de costas para essa temática e essa carga está sobre os ombros dos municípios e da União. O importante é que no final da auditoria estão as sugestões. Tem gasto do estado que não se justifica e fica mais alarmante ainda quando a gente vê o estado gastando quase zero com essa temática. São famílias, professores em desespero, o estado praticamente está quase nulo”, destacou Wilson Santos.

Além desta palestra, o Simpósio apresentou temas que trataram sobre os desafios enfrentados pelas famílias diante da insuficiência de apoio do poder público, a construção da autonomia na primeira infância, aspectos genéticos relacionados ao TEA, a Casa do Autista, os direitos fundamentais das pessoas autistas, o autismo em mulheres, o cuidado com os cuidadores e os sinais precoces do transtorno.

Fonte: ALMT – MT

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