Rondonópolis
Prefeito acumula ataques políticos e atrasa entrega do Celina Bezerra em Rondonópolis
O embate em torno da entrega do Residencial Celina Bezerra reacendeu a disputa política em Rondonópolis e jogou luz sobre o comportamento do prefeito Cláudio Ferreira (PL), que voltou às redes sociais para atacar adversários enquanto tenta se afastar da imagem de “velha política” — justamente o estilo que ele mesmo tem reproduzido com frequência.
No vídeo divulgado em seu perfil, Ferreira critica o ex-prefeito José Carlos do Pátio (PV), acusando-o de usar um discurso “oportunista” ao afirmar que o residencial, construído com recursos federais pelo Minha Casa, Minha Vida, estaria pronto para entrega. Nas imagens, o prefeito pede que a população “acompanhe aí o discurso oportunista da velha política”, fomentando a disputa eleitoral em cima de um tema sensível: o direito à moradia.
Enquanto tenta desqualificar Pátio e seus aliados, o próprio Ferreira mantém um tom político inflamado, baseado repetidamente em críticas ao governo federal — estratégia que ele diz repudiar quando parte da oposição local e segundo informações está mais preocupado em fazer campanha para sua esposa, Alessandra Ferreira, que disputará eleição para deputada estadual.
Obra sem entrega, discursos com excesso
A fala de Ferreira tenta sustentar que a obra ainda não está apta para ser entregue. Ele se apoia em trechos de reuniões técnicas e posicionamentos de sua equipe para afirmar que o residencial segue pendente de ajustes. No entanto, parlamentares e lideranças que acompanham o caso apontam que grande parte da estrutura já está pronta há meses e que falta à Prefeitura avançar nos trâmites administrativos, como vistoria final, regularização documental e articulação com os órgãos financiadores.
A pressão vem crescendo. Só nas últimas semanas:
- Senador Carlos Fávaro cobrou publicamente a entrega do Celina Bezerra II;
- Representantes do Banco do Brasil e da empreiteira participaram de audiências públicas tratando dos atrasos;
- Moradores contemplados voltaram a questionar a Prefeitura nas redes e em encontros presenciais.
A pergunta que ecoa entre beneficiários e lideranças políticas é direta: se a gestão atual prega tanta responsabilidade, por que o processo de entrega não avança?
Crítica à “velha política” enquanto pratica os mesmos métodos
Ferreira tenta se colocar no campo do gestor técnico, distante de disputas ideológicas e práticas eleitorais. No entanto, sua postura nas redes e nos pronunciamentos recentes demonstra o oposto. Ao acusar adversários de “politicagem”, usa o mesmo expediente que condena, promovendo desgaste para cima de figuras específicas enquanto exalta sua própria administração, repetindo o discurso de que “a culpa é sempre do governo federal”.
Esse tipo de posicionamento tem sido recorrente em sua gestão. Diante de atrasos, falhas administrativas ou cobranças populares, Ferreira frequentemente transfere responsabilidades para Brasília — método típico da política tradicional que ele insiste em denunciar.
Habitação como palco político
O Celina Bezerra, um empreendimento que deveria simbolizar dignidade e alívio para centenas de famílias, acabou se transformando em palco de guerra político-eleitoral. Beneficiários seguem sem previsão de mudança, enquanto lideranças disputam protagonismo na obra.
Ao declarar que “alguns fazem politicagem com temas sensíveis”, Ferreira tenta blindar sua gestão, mas o próprio embate público que ele alimenta evidencia contradições. A promessa de gestão técnica perde força diante de estratégias típicas de campanha.
Falta de resposta concreta à população
Enquanto acusações vão e voltam, a pergunta essencial continua sem resposta objetiva: quando os moradores finalmente receberão as chaves?
A Prefeitura não apresenta data definitiva, e o residencial segue preso entre debates políticos, burocracia e troca de acusações.
O resultado é um desgaste crescente — tanto para a imagem do prefeito quanto para a confiança da população em uma política urbana eficiente e transparente.
Se quiser, posso produzir uma versão mais longa, incluir título alternativo, subtítulos ou transformar o texto em formato de reportagem investigativa.
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Rondonópolis
Polícia Civil mira esquema de adulteração e desmonte de veículos em Rondonópolis
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24.4), a Operação Cromia Inversa, com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, comerciais e rurais em Rondonópolis possivelmente vinculados a uma rede criminosa voltada ao desmonte, ocultação e adulteração de veículos, cavalos tratores e semirreboques.
A investigação teve início a partir de denúncias que apontavam a existência de locais utilizados para o armazenamento de veículos de carga pesada com sinais de irregularidades.
A partir de apurações em campo e levantamentos de inteligência, as equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis reuniram elementos que indicam a prática dos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Com base nos indícios colhidos, a autoridade policial representou pelas medidas cautelares cabíveis, sendo os mandados expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias.
As ordens judiciais estão sendo cumpridas simultaneamente em três pontos do município de Rondonópolis: um estabelecimento comercial do tipo lava-jato, localizado no bairro Vila Rica, uma propriedade rural às margens da BR-364, e uma residência no bairro João Moraes.
No contexto investigativo, a denominação “Cromia Inversa” faz referência a uma técnica identificada durante as apurações, caracterizada pela alteração proposital de cores, pinturas e padrões visuais dos veículos, com o intuito de dificultar a identificação e dissimular a procedência ilícita dos bens e aindae viabilizar a reinserção irregular dos veículos no mercado.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foi constatado que alguns veículos apresentam indícios de possíveis adulterações, motivo pelo qual foi requisitada perícia técnica especializada, destinada à análise detalhada dos elementos identificadores e à comprovação material das irregularidades.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Fabrício Garcia Henriques, a atuação técnica e integrada das equipes visa não apenas confirmar as adulterações, mas também identificar a origem dos veículos e possíveis conexões com outros envolvidos, fortalecendo a responsabilização criminal dos investigados.
“As investigações prosseguem de forma contínua, assim como o compromisso da Polícia Civil com o enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais. Ressalto também a importância da participação da população por meio de denúncias, que têm sido fundamentais para o avanço das apurações”, disse o delegado Fabrício Garcia Henriques.
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