cultura
Projeto Teatreiras em Cena encerra atividades refletindo sobre acesso e acessibilidade cultural
O Projeto Teatreiras em Cena encerrou suas oficinas no Instituto Federal de Mato Grosso, trazendo para a equipe e também para o público uma reflexão sobre acesso e acessibilidade cultural.
Foram realizadas cinco oficinas, nas quais o teatro se tornou uma ferramenta eficaz para que os participantes desenvolvessem experiências socioemocionais e também obtivessem mais instrumentos para suas práticas profissionais.
Tais instrumentos e ferramentas não foram oportunizados apenas ao público participante, mas também à equipe, que se envolveu em um aprendizado mais aprofundado sobre acesso e acessibilidade cultural — tema presente no âmbito da Aldir Blanc, por meio da Instrução Normativa (IN) MinC nº 10, de 28 de dezembro de 2023 —, explica Naine Terena, uma das “Teatreiras em Cena”.
Terena integrou a equipe do Ministério da Cultura, comandando a diretoria responsável pela coordenação de acesso e acessibilidade cultural, com foco nas diferentes maneiras de atuar junto a pessoas com deficiência. Para ela, a presença dessas medidas nos editais do PNAB é essencial para que equipes de projetos possam se preparar e ampliar a participação de pessoas com deficiência, tanto como público quanto como realizadoras culturais. “Estamos caminhando, ainda que lentamente, para ter essa equipe mais diversa, mas seguiremos firmes neste objetivo”, pondera.
Nesse sentido, Alicce Oliveira, atriz que conduziu as oficinas, aponta que uma das principais reflexões foi a urgência de ampliar projetos que garantam a participação integral das pessoas com deficiência (PCDs). Ela explica que as oficinas de jogos teatrais desenvolvidas no projeto foram cuidadosamente adaptadas para esse público. Entre os desafios, destacou-se a condução de uma mesma oficina para um grupo diverso, com necessidades específicas em cada proposta apresentada.
Para Alicce, ainda que o processo seja inicial, ficou evidente a troca potente e o aprendizado significativo entre os participantes. “Fica claro que nós, produtores culturais, ainda temos muito a aprender e a aprimorar no atendimento às pessoas com deficiência. Com o fortalecimento de políticas públicas como a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), esse movimento de inclusão vem sendo ampliado no setor cultural, abrindo caminhos importantes para uma atuação mais democrática e diversa.”
No Teatreiras em Cena, algumas ações foram direcionadas para o campo da formação da equipe e para o apoio ao fortalecimento das políticas de acessibilidade — especialmente a arquitetônica, atitudinal e comunicacional.
Em relação ao preparo da equipe, ocorreram aulas focadas na formação para as políticas de acessibilidade atitudinal e comunicacional, abordando pontos específicos sobre as relações estabelecidas com pessoas com deficiência.
Foram ofertadas 4 horas de atividade, divididas em dois dias de encontros online. O projeto também abriu vagas nas oficinas, recebendo pelo menos uma pessoa com deficiência em suas atividades. Já no campo da acessibilidade arquitetônica e comunicacional, o projeto ofereceu aos locais que receberam as atividades: um par de placas em braile para banheiros feminino e masculino, seis capas de encosto de cadeira (prioritário) e 19 adesivos em vinil de sinalização para cadeirantes e Libras.
O projeto é financiado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Governo de Mato Grosso/SECEL-MT, via Edital Viver Cultura.
Sobre os desafios, Mazé Oliveira, produtora executiva, avalia que há diversos aspectos a serem considerados — desde questões práticas, como visitas aos espaços para compreender as necessidades de cada um, até desafios logísticos e financeiros, como onde encontrar itens que atendessem às demandas e coubessem no orçamento.
“Tudo isso foi pensado e negociado para que pudéssemos fazer as entregas da melhor forma, tanto aos espaços quanto ao projeto, respeitando a legislação vigente. Penso que iniciamos uma caminhada mais consciente, entregando capacitação à equipe, kits de acessibilidade arquitetônica aos espaços e uma oficina mais inclusiva para o público PcD participante. No entanto, quando o assunto é acessibilidade, temos muito o que melhorar e aprender — e nada como a prática cotidiana para entendermos isso. Projetos bem planejados e executados têm muito a contribuir nesse quesito, mas ainda carecemos de mais conscientização, mais políticas públicas estruturantes e perenes e mais orçamento realista”, finaliza.
cultura
The Xomanos celebra raízes cuiabanas em ensaio que exalta identidade do rock regional
A banda cuiabana The Xomanos voltou a movimentar a cena musical ao transformar alguns dos locais mais emblemáticos da capital em cenário para uma nova sessão de fotos que celebra a cultura mato-grossense e reafirma a presença do rock no centro-oeste brasileiro. O ensaio percorreu cartões-postais que refletem a essência da cuiabania e conectam arte, urbanidade e memória.
Entre os espaços escolhidos estão o viaduto da Secretaria de Fazenda, popularmente conhecido como “Hot Wheels”, marcado por murais coloridos de artistas locais; a escadaria do Beco Alto, no Centro Histórico, um dos pontos mais tradicionais de convivência e expressão urbana; e a Ponte Júlio Müller, a “Ponte Velha”, que simboliza a ligação entre diferentes momentos da história cuiabana.
A proposta, segundo a banda, vai além da estética. O objetivo foi ocupar esses locais com atitude e simbolismo, mostrando que o rock também nasce de raízes regionais e dialoga diretamente com o território. “Cuiabá tem cor, tem história, tem calor… e isso também é rock”, afirmaram os integrantes.
A combinação entre guitarras, visual marcante e elementos culturais locais é uma marca do grupo, que aposta na construção de uma identidade própria dentro do cenário independente. A escolha dos pontos para o ensaio reflete essa fusão cultural: o urbano que pulsa no viaduto, a memória preservada no centro histórico e a conexão territorial materializada na antiga ponte.
O projeto faz parte da fase de expansão da banda, que desenvolve novas produções por meio do apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL-MT). Para o grupo, esse tipo de iniciativa reforça a importância de valorizar artistas locais e fortalecer a criação cultural enraizada na identidade mato-grossense.
Os bastidores do ensaio ganharam repercussão nas redes sociais, aumentando a expectativa para o próximo lançamento do The Xomanos: um álbum previsto para 2026, com quatro faixas inéditas. A nova produção promete intensificar ainda mais a mistura de regionalidade, energia e autenticidade que caracteriza o som da banda.
Dez anos de estrada e um novo capítulo
Em 2026, o The Xomanos completa uma década de trajetória. Formado por Tiago Massu (vocal), Elvis Vilas Boas (guitarra), Saulo Vila Nova (baixo) e Styven Barros (bateria), o grupo se consolidou como um dos nomes mais relevantes do pop/rock cuiabano ao unir sonoridades contemporâneas a ritmos locais como rasqueado e lambadão — criando uma linguagem que dialoga com diferentes públicos sem perder sua essência regional.
Com presença crescente no cenário independente, o quarteto se prepara para marcar a data com um EP comemorativo e seguir levando a energia do rock cuiabano para novos espaços — nas ruas, nos palcos e na identidade de quem reconhece suas raízes.
O rock feito em Cuiabá está mais vivo do que nunca — e o The Xomanos parece pronto para amplificar ainda mais essa voz.
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