BRASIL E MUNDO
Tripulação da Artemis 2 conclui missão lunar com pouso perfeito no Pacífico
A cápsula Orion da missão Artemis 2 tocou o oceano Pacífico às 21h07 desta sexta-feira (10), marcando o fim de uma jornada de nove dias ao redor da Lua. Os quatro astronautas – Reid Wiseman (comandante), Jeremy Hansen, Victor Glover e Christina Koch – alcançaram a maior distância já percorrida em uma viagem tripulada, viajando a mais de 38.600 km/h durante a reentrada, quando o escudo térmico enfrentou temperaturas próximas à metade da superfície solar.
“Que jornada!”, celebrou Wiseman logo após o splashdown, garantindo que todos estavam bem. Equipes da Marinha dos EUA resgataram a tripulação cerca de 1h30 depois, levando-os a um navio para exames médicos. Um oficial confirmou: os astronautas “estão se sentindo ótimos”.
Reentrada tensa, mas impecável
A fase final foi a mais arriscada. A Orion perdeu comunicação por seis minutos no “blackout” atmosférico, a 120 km de altitude. Paraquedas de frenagem e os três principais reduziram a velocidade em 13 minutos até o mar, perto de San Diego. A NASA chamou de “pouso perfeito”, superando preocupações do escudo térmico vistas na Artemis 1.
Rick Henfling, diretor de voo, admitiu a tensão: “Suspiramos aliviados quando a escotilha abriu. A tripulação está feliz, saudável e pronta para Houston”. Lori Glaze, da NASA, elogiou o time: “Eles capturaram o espírito da missão para a humanidade”.
Olhos no futuro da Lua e Marte
O sucesso pavimenta o Artemis, com planos de pouso lunar e base permanente. Donald Trump parabenizou nas redes: “Viagem espetacular, pouso perfeito. Orgulhoso como presidente! Visitem a Casa Branca – próximo passo: Marte!”. O feito chega em momento político delicado para ele e reforça a corrida espacial contra a China.
Em Houston, virão análises de dados fisiológicos, focando na radiação espacial – vital para missões longas. Apesar dos nove dias curtos, há perda muscular (até 20% em pernas e costas), mas menor que em estadias na ISS.
A Orion, ainda quente e com gases, foi recuperada com cuidado por mergulhadores. Os astronautas passarão por testes de pulso, pressão e equilíbrio antes do descanso.
BRASIL E MUNDO
Lula envia ao Congresso projeto para o fim da escala 6×1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou na noite desta terça-feira (14) projeto de lei que reduz a jornada de trabalho para até 40 horas semanais e extingue a escala de seis dias trabalhados por um de folga (6×1). A proposta, com urgência constitucional, garante dois dias de descanso remunerado sem corte salarial e foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
O texto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), passando o limite semanal de 44 para 40 horas e adotando o padrão 5×2 como regra geral. A medida abrange trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e demais categorias, incluindo escalas especiais como 12×36 – desde que respeitada a média de 40 horas por acordo coletivo.
Em postagem nas redes sociais, Lula destacou a importância da iniciativa: “A proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar. Um passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos”. Ele enfatizou que a mudança valoriza a dignidade das famílias que “constroem o Brasil todos os dias”, sem qualquer perda salarial.
Com urgência constitucional, o Congresso tem 45 dias para analisar o projeto. O governo argumenta que a flexibilidade é mantida por negociações coletivas, priorizando o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
O que prevê o projeto:
- Jornada semanal: Redução de 44 para 40 horas.
- Descanso ampliado: Pelo menos dois dias remunerados por semana.
- Novo padrão: Consolidação do 5×2 e fim da 6×1.
- Salário protegido: Sem redução salarial.
- Abrangência ampla: Inclui domésticos, comerciários, atletas, radialistas e CLT/leis especiais.
- Aplicação geral: Válida para escalas especiais e regimes diferenciados, com média de 40h.
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