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Visita técnica mostra potencialidade produtiva do trigo irrigado em Mato Grosso

Foram apresentadas seis variedades de trigo com potencial produtivo e com estimativa de produção acima de 70 sacas por hectare

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Mayke Toscano

O pesquisador Hortêncio Paro fala que Mato Grosso consome 140 mil toneladas de farinha de trigo por ano

O pesquisador Hortêncio Paro fala que Mato Grosso consome 140 mil toneladas de farinha de trigo por ano

No município de Pedra Preta (238 km ao Sul de Cuiabá), na Fazenda Bom Jesus, foi realizada na sexta-feira (13.09) uma visita técnica na Unidade Demonstrativa (UD) sobre a cultura do trigo irrigado. O coordenador da Câmara Técnica do Trigo (CTT) e pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Hortêncio Paro, esclarece que seis materiais genéticos de trigo foram apresentados com potencial produtivo para Mato Grosso e com estimativa de produção acima de 70 sacas por hectare. 

 

O evento foi direcionado a estudantes de agronomia, empresários, pesquisadores, produtores rurais, profissionais de assistência técnica e extensão rural e outros. Paro esclarece que o trabalho de validação de tecnologia que testa o sistema de produção está utilizando as variedades para trigo irrigado CD 151, CD 1252, CD 1104, Sintonia, BRS 404 e Toruk.

 

“A UD foi implantada numa área de 1.500 metros quadrados com variedades que demonstram a potencialidade do trigo irrigado na região de Rondonópolis”, enfatiza.

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Conforme Paro, o trabalho de pesquisa tem comprovado a viabilidade técnica do cultivo do cereal em Mato Grosso e a qualidade do trigo colhido, que pode atingir de 40 a 50% de força de glúten. Esse teor de glúten é considerado adequado comercialmente, visto que o percentual mínimo é de 25%. Ele explica que os valores de percentual de glúten são cruciais para fabricação de produtos diferenciados, como pão, massas e farinhas. O que falta hoje, segundo Paro, é a garantia de que a produção tenha um destino certo e um preço mínimo para o produtor rural.

 

Durante a visita o pesquisador enfatizou que o potencial da área de produção no Estado chega a mais de 100 mil hectares. E uma área com 30 mil hectares de trigo seria ideal para atender à futura demanda do moinho de trigo que será instalado no distrito industrial em Cuiabá. O moinho terá capacidade para processar diariamente até 120 toneladas de trigo. A previsão da indústria é entrar em produção até o ano de 2021.

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“O Estado de Mato Grosso consome 140 mil toneladas de farinha por ano e cada habitante consome em média 42 quilos de farinha/ano”, explica.

 

Este projeto é desenvolvido em parceria com a CTT, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec), Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Grupo Bom Jesus.

 

O trabalho de pesquisa com a cultura do trigo irrigado vem sendo executado também nos municípios de Campo Novo do Parecis, Sorriso, Santa Rita do Trivelato e Primavera do Leste. Neste último, uma propriedade colheu 77 sacas de trigo irrigado por hectare, considerado economicamente viável.

 

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Cuiabá

Defesa Civil mantém área isolada após queda de reboco em prédio no Centro de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Defesa Civil, mantém isolado o trecho da Rua Cândido Mariano, próximo à esquina com a Rua Pedro Celestino, onde parte do reboco da marquise do sétimo andar do Edifício Maria Joaquina se desprendeu. A medida foi adotada para preservar a integridade física de pedestres e motoristas, enquanto o condomínio providencia os reparos e a estrutura permanece sob monitoramento técnico. O incidente ocorreu na tarde de sábado (27).

Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, a ocorrência foi registrada por volta das 18h15, após acionamento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Equipes da Defesa Civil foram deslocadas imediatamente ao local e realizaram o isolamento de aproximadamente 25 a 30 metros da área abaixo da fachada para evitar novos acidentes.

Durante o incidente, parte do revestimento e fragmentos do piso atingiram um veículo estacionado, quebrando o para-brisa. Conforme a Defesa Civil, o desprendimento ocorreu em uma faixa de aproximadamente dois a três metros da fachada. Desde então, o local permanece interditado como medida preventiva até a conclusão dos serviços.

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“O objetivo foi garantir a segurança dos pedestres e evitar acidentes. A construtora responsável iniciará os reparos, enquanto a Defesa Civil continuará acompanhando a situação e monitorando a estrutura até que a manutenção seja concluída”, afirmou o secretário Alessandro Borges.

O síndico do condomínio, o arquiteto Júlio César Silva Ribeiro, informou que o isolamento atende às determinações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros e permanecerá até que o risco seja eliminado. Segundo ele, o condomínio está reunindo propostas para contratação da empresa que executará os serviços, com expectativa de iniciar as intervenções ainda nesta semana. Além do reparo no ponto onde ocorreu o desprendimento, será realizada uma avaliação de toda a fachada para prevenir novos problemas.

“Vamos proteger toda a fachada para que não haja risco de novos desprendimentos. A decisão é manter a área isolada até que os órgãos técnicos considerem o local seguro”, explicou o síndico.

A interdição alterou temporariamente a rotina de comerciantes e de quem circula diariamente pela região central. O vendedor Alison Aurélio Rodrigues de Souza acredita que a restrição pode reduzir o movimento das lojas e defende rapidez na execução dos reparos.

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“Espero que seja resolvido o mais rápido possível. O isolamento foi importante para a segurança, mas agora é preciso agilizar a obra”, afirmou.

Entre os pedestres, a principal preocupação é com a segurança. A autônoma Rosemeri Priori considera que a manutenção preventiva é essencial em prédios antigos.

“É uma área de grande circulação. O importante é que as providências sejam tomadas rapidamente para evitar acidentes e garantir o bem-estar de todos”, disse.

A Prefeitura reforça que o isolamento permanecerá enquanto houver risco e orienta pedestres e motoristas a respeitarem a sinalização instalada no local. A Defesa Civil seguirá acompanhando a execução dos reparos para assegurar que a área seja liberada somente após avaliação técnica que comprove a segurança da estrutura.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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