TCE-MT
Valter Albano antecipa aposentadoria no TCE-MT após 24 anos de contribuições
Conselheiro, com uma trajetória de mais de duas décadas dedicadas ao controle externo, optou por se afastar um ano e meio antes do prazo compulsório, abrindo espaço para a renovação na Corte de Contas de Mato Grosso.
Uma mudança significativa está a caminho do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). O conselheiro Valter Albano da Silva, figura proeminente na Corte de Contas, antecipou sua aposentadoria, conforme publicação no Diário Oficial desta segunda-feira (22.12). Prevista inicialmente para agosto de 2027, quando completaria 75 anos e seria aposentado compulsoriamente, Albano optou por deixar o cargo um ano e meio antes desse prazo, marcando o fim de uma era de dedicação ao controle externo no estado.
A decisão de Albano, que ingressou no TCE-MT em 27 de dezembro de 2001 por indicação do então governador Dante de Oliveira, encerra uma trajetória de mais de duas décadas dedicada à fiscalização e transparência da gestão pública mato-grossense. Durante sua passagem, Valter Albano ocupou cargos de destaque, incluindo a presidência do Tribunal no biênio 2010/2011, período marcado por iniciativas focadas na eficiência e na modernização. Sua gestão foi elogiada pela ênfase na efetividade das políticas públicas e na busca por uma gestão exemplar de pessoas e patrimônio.
Um dos legados mais recentes e notáveis de Valter Albano foi a implementação das mesas técnicas no TCE-MT, em 2022. Como presidente da Comissão Permanente de Normas, Jurisprudência e Consensualismo (CPNJur), ele foi um precursor na busca por soluções consensuais para questões complexas da administração pública, fortalecendo a segurança jurídica e a eficiência das decisões. Essa iniciativa inovadora se tornou referência nacional, demonstrando o impacto de sua visão e seu compromisso com a melhoria contínua.
Nova composição e expectativas
A antecipação da aposentadoria de Valter Albano abre uma importante vacância no TCE-MT. Conforme a legislação estadual, a cadeira será preenchida por um membro do Ministério Público de Contas (MPC). O procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alencar, já é apontado como o nome mais forte para assumir o posto. A escolha do novo conselheiro será realizada pelos sete conselheiros atuais, que formarão uma lista tríplice a ser encaminhada ao governador em exercício, Otaviano Pivetta, uma vez que o governador Mauro Mendes está em férias.
A saída de Albano não apenas encerra um ciclo de importantes contribuições, mas também gera expectativas sobre a renovação e a continuidade dos trabalhos de fiscalização e controle das contas públicas no estado. Seu legado de compromisso com a transparência e a inovação certamente influenciará os rumos futuros do Tribunal.
Valter Albano da Silva deixa o TCE-MT com uma reputação de dedicação e liderança, tendo desempenhado um papel crucial na evolução do controle externo em Mato Grosso, com uma carreira que sempre buscou o aperfeiçoamento da gestão pública e a proteção dos recursos dos cidadãos.
TCE-MT
Auditoria do Tribunal de Contas revela falhas em incentivos fiscais e moratória da soja chega ao fim
O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) concluiu uma auditoria nos incentivos fiscais concedidos pelo estado, atendendo a solicitações de diversas Câmaras Municipais. O conselheiro Antonio Joaquim, relator do processo, apresentou seu voto em sessão plenária no dia 30 de setembro de 2025, revelando que as empresas beneficiadas não conseguiram comprovar a geração de empregos ou a diminuição das desigualdades econômicas regionais. Paralelamente, a Moratória da Soja, um acordo privado que penalizava produtores, foi encerrada no início de 2026.
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A decisão de auditar os incentivos fiscais foi anunciada pelo TCE-MT em 28 de maio de 2024, durante a abertura do Seminário “O Impacto das Moratórias da Soja e da Carne nas Desigualdades Sociais”, evento realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). O conselheiro Antonio Joaquim assumiu a relatoria do processo, que culminou nas descobertas apresentadas no final de 2025.
Em sua leitura do voto, Antonio Joaquim destacou a incapacidade das empresas de demonstrar o cumprimento dos objetivos sociais e econômicos esperados com a concessão dos benefícios fiscais. A falta de comprovação de geração de empregos e de impacto positivo na redução das desigualdades regionais levanta questionamentos sobre a eficácia e o retorno desses incentivos para a sociedade mato-grossense.
O cenário é complementado pela recente finalização da Moratória da Soja, que esteve em vigor até o início de 2026. Segundo o conselheiro, este acordo privado era visto por muitos como uma penalidade aos produtores rurais que já cumpriam a legislação ambiental brasileira. O fim da moratória é recebido com alívio por parte do setor agrícola, que buscava mais flexibilidade para suas atividades sem comprometer as normas ambientais.
Em sua rede social, Antonio Joaquim expressou satisfação com os desdobramentos, afirmando que seu sentimento é de “dever cumprido” diante dos resultados da auditoria e do encerramento da moratória. A auditoria do TCE-MT e o fim da Moratória da Soja marcam um período de reavaliação de políticas e acordos que impactam diretamente a economia e o desenvolvimento de Mato Grosso.
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