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Turismo em transformação: saiba as 5 tendências que vão guiar as viagens em 2025
Em 2025, o setor de turismo segue em plena transformação, impulsionado pelo crescente desejo dos viajantes por experiências mais autênticas, conscientes e em maior conexão com a natureza. A nova edição da Revista Tendências do Turismo, lançada pelo Ministério do Turismo em parceria com a Embratur, destaca 19 tendências que devem moldar o futuro do setor. Entre elas, cinco se sobressaem por traduzirem o novo comportamento dos turistas.
Algumas dessas tendências já estão presentes no mercado; outras, começam a ganhar força e devem se consolidar em breve. Para aprofundar esse panorama, a Agência de Notícias do Turismo preparou uma série especial com cinco reportagens que detalham cada uma das 19 tendências apontadas pela publicação. Acompanhe e descubra o que está por vir!
AS CINCO PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PARA 2025
1. Destinos alternativos:
A superlotação dos locais considerados tradicionais tem levado muitos viajantes a buscar novas rotas, longe dos circuitos turísticos convencionais. Em 2025, a valorização dos chamados destinos alternativos se intensifica, oferecendo experiências únicas e menos massificadas. Segundo a Expedia, 63% dos turistas estão dispostos a explorar locais menos conhecidos e mais tranquilos.
A Geração Z lidera essa mudança: 68% dos jovens dessa faixa etária preferem descobrir algo novo a visitar pontos turísticos já consagrados, conforme aponta a Euronews Travel 2025. Exemplos dessa nova preferência são o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA), São José dos Campos (SP) e Caruaru (PE), que conquistam os viajantes com autenticidade e tranquilidade.
2. Escolhas mais conscientes:
A sustentabilidade já não é apenas um diferencial — tornou-se obrigatória. A tendência de escolhas mais conscientes mostra um turista atento ao impacto ambiental e social de suas viagens. Em 2025, cresce a busca por transportes menos poluentes, hospedagens ecológicas e atividades que valorizam ecossistemas e culturas locais.
O Cerrado brasileiro desponta como um dos principais destinos, com iniciativas que envolvem o visitante na preservação ambiental e no fortalecimento das comunidades locais. Locais como a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, é uma opção para quem busca esse segmento.
3. Conexão com a natureza:
Mais do que uma tendência, a busca pela natureza se torna uma necessidade, especialmente pós pandemia de Covid-19. Trilhas, mergulhos, observação de fauna e flora, e experiências ao ar livre ganham destaque entre os turistas, como mostra a publicação.
A valorização dos espaços verdes impulsiona práticas como o turismo botânico e a observação de pássaros, promovendo uma reconexão profunda com o meio ambiente. Segundo a pesquisa “Travel Trends”, do site Skyscanner, 72% dos viajantes gostam de visitar jardins, enquanto a prática de observar aves se consolida como forma de lazer e preservação, conforme destaca a Lonely Planet em seu “Best in Travel”.
E destinos para aprofundar essa conexão com a natureza é o que não falta no Brasil. A Amazônia é um exemplo disso e está entre as 10 florestas mais bonitas para se visitar. Outro santuário natural é o Pantanal, reconhecido por sua rica biodiversidade, foi incluído pelo Bradt Guides como um dos melhores lugares para viajar em 2025.
4. Imersão nos destinos:
Mas qual seria o sentido da busca por destinos alternativos e conscientes se não for para “se jogar” nessas experiências, não é mesmo? Mais do que observar, o turista de 2025 quer vivenciar. A imersão nos destinos aparece como uma forte tendência, refletindo o desejo por histórias autênticas e participativas.
“O turista de hoje quer mais do que ver, ele quer sentir, participar, interagir, com viagens que promovem vivências profundas com a cultura, a gastronomia e o cotidiano das comunidades locais” destaca o especialista em turismo, Richard Alves.
Cidades como Curitiba (PR), com vivências urbanas singulares e Salvador (BA), com sua rica herança afro-brasileira, são exemplos de locais que promovem essa integração. Com esse olhar, operadoras de viagem têm adaptado seus roteiros para incluir mercados, oficinas culturais e projetos comunitários, fortalecendo os laços sociais e econômicos.
5. Viagens nostálgicas:
Em tempos de mudanças rápidas, cresce também o interesse por viagens que proporcionam reconexão com o passado. Lugares que remetem à infância, filmes clássicos ou memórias de férias em família despertam o desejo por conforto emocional.
Essa tendência se manifesta em experiências como a gastronomia afetiva e as hospedagens chamadas “vintage”, que resgatam o charme e os sabores de outras épocas. Trata-se de uma viagem não apenas no espaço, mas também no tempo.
Com esse novo perfil, o turista de 2025 não busca apenas conhecer um lugar — ele quer fazer parte dele. As tendências revelam um perfil de público mais exigente, consciente do impacto de suas escolhas e em busca de experiências transformadoras. Seja conhecendo destinos alternativos ou optando por vivências mais sustentáveis, o turismo converge para um futuro em que propósito, autenticidade e natureza caminham lado a lado.
A REVISTA – Com mais de 60 páginas de conteúdo informativo e analítico, a publicação sintetiza as 19 tendências mais citadas por publicações internacionais para o turismo mundial em 2025, que revelam as principais mudanças no setor e no comportamento dos viajantes mundiais. A revista evidencia como os projetos do Ministério do Turismo estão alinhados com as tendências do setor, impulsionando o desenvolvimento turístico nacional.
A Revista Tendências do Turismo 2025 está disponível para download gratuitamente e servirá como fonte para reportagens, estudos e estratégias de planejamento no setor de viagens e turismo. Para acessar a publicação completa, acesse aqui.
Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
barra do garcas
Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar e atrair novos visitantes
Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.
O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.
Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.
Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.
Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.
Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.
Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.
“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.
De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.
Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.
Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.
“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.
Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.
Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.
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