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Trânsito na ponte do Rio Claro está liberado após correção de problema

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O  trânsito sobre a ponte do Rio Claro, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, está fluindo normalmente, com passagem de veículos dos dois lados. A Sinfra-MT ainda reforça que não há riscos estruturais na ponte.

Uma equipe trabalhou ininterruptamente no local e conseguiu liberar o trânsito no início da madrugada desta terça-feira (30.01), em menos de 24 horas após o início da recuperação da via.

Na segunda-feira (29), o trânsito precisou ser parcialmente interditado em um dos lados da pista, depois do surgimento do buraco na cabeceira da ponte. Na mesma manhã, uma equipe de engenheiros da Sinfra-MT foi até o local para verificar o problema e começar a trabalhar em suas soluções.

Segundo a secretária adjunta de Obras Rodoviárias da Sinfra-MT, engenheira Nivia Calzolari, dois fatores provocaram a abertura do buraco: um muro de contenção na parte inferior da ponte colapsou, provocando deslizamento do material do aterro da ponte. Ao mesmo tempo, uma infiltração no pavimento provocou o buraco.

Depois de identificado o problema, a Sinfra-MT trabalhou nas soluções. Para estabilizar o aterro da ponte, foi utilizada uma técnica de engenharia conhecida como “Rip Rap”, que consiste na utilização de sacos com mistura de solo e cimento. Na parte superior, a via foi recuperada com brita graduada e asfalto.

Ainda será realizado outro trabalho na parte inferior da ponte, que consiste na construção de um muro de contenção do tipo gabião, para proteger o aterro da cabeceira e impedir novos deslocamentos de terra.

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Após receber a elefanta Baby, Santuário monta operação para buscar o Sandro em SP

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O elefante Sandro, de 56 anos, será transferido do Zoológico de Sorocaba (SP) para o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT), após determinação judicial. O animal, que vive em cativeiro desde 1982, deve percorrer 1.400 quilômetros por via terrestre até o dia 6 de agosto para viver em um ambiente de semi-liberdade no primeiro santuário do gênero na América Latina.

A Chapada dos Guimarães tornou-se um refúgio de referência internacional ao abrigar o único santuário  do gênero em toda a América Latina. A escolha da região não foi aleatória: o município oferece uma combinação de clima, topografia, cursos d’água intocados e vegetação exuberante que mimetiza condições ideais para elefantes africanos e asiáticos, permitindo que vivam soltos durante todo o ano.

O santuário, que ocupa uma área de aproximadamente 1.200 hectares em uma antiga fazenda, foi inaugurado em 2016 com o objetivo de resgatar animais que sofreram traumas em circos e zoológicos, oferecendo-lhes um espaço para a recuperação física e emocional. Ao contrário de zoológicos, o SEB não é aberto à visitação pública, priorizando a tranquilidade e a autonomia dos animais, que são incentivados a retomar comportamentos naturais como pastar, caminhar por longas distâncias e interagir em seus próprios ritmos.

O caso do elefante Sandro

A transferência do elefante Sandro, atualmente no Zoológico de Sorocaba (SP), é o mais novo capítulo da atuação do SEB. Após uma longa disputa judicial, a Justiça determinou que o animal — que vive em cativeiro desde 1982 e é considerado idoso — seja levado para o santuário mato-grossense até o dia 6 de agosto de 2026.

A Prefeitura de Sorocaba chegou a recorrer da decisão, argumentando que o animal recebe cuidados adequados e que a viagem de mais de 1.400 km representa um risco. Por outro lado, o Ministério Público e o SEB sustentam que a vida no santuário oferece uma qualidade inalcançável em recintos urbanos, permitindo ao elefante viver em um ambiente amplo, com cuidados especializados e a possibilidade de interação com outros da sua espécie.

Logística de transferência

A operação de transporte seguirá o mesmo protocolo de bem-estar utilizado na recente transferência da elefanta Baby, vinda de Santa Catarina.

  • Caixa de transporte: Sandro viajará em uma estrutura de aço equipada com monitoramento por câmeras, ventilação e controle de temperatura.

  • Adaptação: O treinamento utiliza reforço positivo, evitando a sedação profunda e permitindo que o animal entre voluntariamente no veículo.

  • Monitoramento: A viagem será feita em ritmo controlado, com paradas estratégicas para hidratação e exames veterinários, sendo integralmente custeada pelo próprio santuário.

Essa transferência é emblemática por tratar-se de um animal idoso em cativeiro de longa data, reforçando o propósito do SEB de devolver a autonomia física e psicológica a seres que passaram décadas sob estritos protocolos de dominância humana.

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