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TEATRO EM MATO GROSSO

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O teatro em Mato Grosso foi o meio de maior influência para a formação da cultura regional. As representações teatrais, registradas desde o século XVIII, despertaram a sensibilidade da gente mato-grossense pelas coisas eruditas e culturais. O historiador Carlos Francisco Moura mostra que Mato Grosso foi a Capitania onde o teatro teve a maior importância social e cultural. Suas pesquisas levaram-no à conclusão que em várias fontes de história, datadas entre 1727 ao fim do século XVIII, são documentadas nada menos que 80 representações teatrais, enquanto que Galante de Souza registra em todas as demais Capitanias, somadas no mesmo período, 50 representações. A história registrou uma representação teatral como parte integrante de uma festa maior em 1763, por ocasião do nascimento do neto de D. José I; outras peças foram levadas em outubro de 1772 com a chegada à Cuiabá de Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, e em dezembro desse mesmo ano, com a sua posse como capitão-general em Vila Bela; em 1785 em festejos na localidade de Casalvasco, outras representações foram levadas. Ficaram também registradas na história, as festas em homenagem ao Juiz de Fora de Cuiabá, Diogo de Toledo Lara e Ordonhez, que em poucos dias cerca de 17 peças teatrais entre tragédias e comédias. Pelos minuciosos comentários que fez das festividades e das representações, tornou-se Ordonhez o primeiro crítico teatral que se têm notícias no Brasil. Em 1796, pela chegada de Caetano Pinto de Miranda Montenegro, foram representadas 6 peças teatrais. Em 1807 foram encenadas várias peças em regozijo à visita a Cuiabá do capitão-general João Carlos Augusto d’Oeynhausen e Gravenberg; Pela restauração de Portugal, em 1809 se encenou peças teatrais em Cuiabá; Em 1845, nas festas de Pentecostes em Cáceres, o naturalista Francis de la Porte Castelnau assiste a teatro cacerense. Joaquim Ferreira Moutinho anota que em 1867 “os cuiabanos manifestavam grande gosto pela arte dramática” e dá notícias da montagem de uma companhia teatral mato-grossense pelo governador dr. Delamare. A seguir, várias instituições teatrais foram formadas em Cuiabá, sendo em 1887 criada a Sociedade Dramática Amor e Arte. A primeira apresentação profissional em Cuiabá deu-se em 27 de agosto de 1885, com a Companhia Zarzuelas, que veio a Mato Grosso exibir-se no Teatro São João. Em 1893, Joaquim Bartolino Proença funda uma Escola de Arte Dramática. No século XX as atividades teatrais deveram-se a iniciativa de instituições de ensino, como o Colégio São Gonçalo. O padre José Solari e depois o padre Luís Montuschi, montavam e dirigiam os espetáculos, formados pelos alunos. Por volta de 1925, Zulmira Canavarros e Franklin Cassiano montaram várias peças teatrais em Cuiabá. Na década de quarenta, vários intelectuais e professores, organizaram espetáculos teatrais. Foram eles Alberto Addor, Gervásio Leite, Ana Pinheiro, Leonidas Mendes e outros. Na década de 1970 e 1980, grupos teatrais conseguiram realizar mostras e circuitos teatrais, e dessa forma divulgar um teatro genuinamente mato-grossense. A partir dos anos 1990, ocorreu a série Festival Estadual de Teatro, em que diversos grupos teatrais, de todos os rincões do Estado participaram. Com isso, o teatro mato-grossense pode se interiorizar, levando a arte cênica e a cultura a vários municípios do interior do Estado. No começo do século XXI uma nova geração desponta. A atuação de grupos teatrais somente vem enriquecer ainda mais não só o teatro, mas a cultura mato-grossense como um todo. Em novembro de 2004, foi lançado pela SEC em parceria com o SENAC, um curso técnico profissionalizante em artes dramáticas com especialização em ator com 900 horas de duração, totalmente gratuito, sendo que as despesas de estadia e alimentação dos alunos das cidades do interior do Estado foram mantidas pela SEC.

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OSÓRIO (Pedro Leite)

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Político, comerciante e pecuarista (Cuiabá, 22/11/1852 – Rio de Janeiro, 07/12/1907). 1º vice-presidente do Estado de Mato Grosso, governou de 08.07.1906 a 15.08.1907. Fatores políticos fizeram com que Pedro Leite Osório chefiasse o Partido Democrata, sendo, posteriormente, dedicado à causa do Partido Nacional, tendo apoiado incontestavelmente os ideais políticos de Antônio Maria Coelho.

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