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Sexo sem limites: dos 12 aos 92 anos, tendo saúde é só respeitar as leis, as convenções sociais e o corpo

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Na área da sexologia há dezenas, talvez centenas de dúvidas que assolam as pessoas, mas talvez a mais recorrente seja quanto à frequência. Afinal, existe uma quantidade limite para se fazer? Diário, semanal, mensal, anual?

Os especialistas atestam que sexo em excesso ou ter relação todos os dias não causa nenhum mal, mas é preciso alguns cuidados, afinal, pênis, vagina e ânus não são de ferro e, fazer sexo de três a seis vezes todos os dias, durante um período grande de tempo, pode acabar machucando.

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Deixar o feijão de molho não é recomendação médica, mas faz bem pra saúde

O excesso de relações sexuais pode provocar dor, desconforto ou ardência nos órgãos genitais, tanto no homem como na mulher por causa do atrito, que gera pequenas lesões , mas isso também depende de como a pessoa se prepara, se há lubrificação, se usa de preservativo etc. O modo também pode influenciar. Por exemplo, sexo “selvagem” ou com o uso de objetos (como um vibrador) pode causar pequenas fissuras dentro da vagina ou do ânus e pode até causar sangramento.

A recomendação é, se sentir dor, pare o que está fazendo e não coloque nada dentro da vagina ou no ânus até que a área cicatrize. Pode levar até uma semana para que sare completamente e durante esse período, tente segurar as pontas e se alivie de outra forma. Se não parar de doer em uma semana, procure um médico. E, depois disso, nas próximas vezes use um lubrificante ou “perca mais tempo” nas preliminares, para que o próprio corpo se lubrifique.

No caso de sexo mais animado, é preciso também cuidar para não quebrar o pênis. Sim! Pênis não tem osso, mas quebra. Saiba como isso é possível e o que fazer clicando aqui  Você pode fraturar o pênis se dobrá-lo muito ou empurrar com força contra a pélvis em caso de escorregar para fora durante a penetração.

Outro detalhe: sentir a vagina ou o pênis “queimando” não é normal, seja durante o sexo ou depois. Muitos problemas podem causar essa sensação. Nas mulheres, pode ocorrer devido à secura vaginal decorrente dos baixos níveis de estrogênio na fase da menopausa. Lesão, infecção ou falta de lubrificação também podem causar queimação ou dor.

Sentir esse ardor de vez em quando provavelmente não é motivo para preocupação, mas se isso se tornar comum ou muito intenso, é melhor realizar uma consulta médica. Ardência ao urinar (tanto no homem quanto na mulher) pode ser indicação de infecção urinária. A regra é: ardeu, procure um médico.

Voltando à questão da frequência, não existe limite, nem pra mais, nem pra menos. Depende do entrosamento do casal. Há casais que praticam várias vezes ao dia e há quem pratique uma vez por semana, uma por mês e são perfeitamente felizes. `preciso respeitar o ritmo de cada um e, caso o ritmo da sua parceira ou parceiro não esteja em sintonia com o que você gostaria, conversem e tentem chegar a um denominador.

Claro que também é preciso se respeitar o limite físico e comportamental. Se a necessidade de fazer sexo começar a interferir no cotidiano, ao ponto deixar de lado outras atividades, como trabalho, estudos, vida social ou lazer, pode ser um tipo de compulsão. Nesse caso, o mais indicado é procurar um sexólogo ou psicoterapeuta para identificar a origem do distúrbio. Alguns medicamentos também podem inibir a compulsão sexual e auxiliar a restabelecer a sua rotina normal.

IDADE – Outra questão onde há bastante questionamento é quanto à idade. E isso também não há limites. Tem mais a ver com convenções sociais que propriamente com limite físico. Claro que o início da vida sexual tem que respeitar o desenvolvimento do corpo, mas em geral por volta dos 12-14 anos de idade tanto meninos quantos meninas já estão biológicamente desenvolvidos e pronto para gerar uma vida. Isso quer dizer que estão aptos para o sexo, afinal, a função biológica é procriar.

Na outra ponta, não. Na chamada terceira idade o que pode limitar é apenas condições físicas e psicológicas – se a pessoa estiver deprimida, por exemplo, isso vai resultar em falta de desejo e prejudicar a vida sexual. Mas, no geral, tendo boa condição física e mental, não há idade nem quantidade limite. Há, sim, preconceito e tabu: as pessoas imaginam que o vovô e a vovó são assexuados e isso não é verdade.

Durante a vida, principalmente entre os 45 e 50 anos de idade, o corpo do homem passa pelo que chamamos de andropausa, também conhecida como “menopausa masculina”. Esse período da vida é marcado pela diminuição nos níveis de testosterona no organismo. E como a testosterona é o principal hormônio sexual masculino, a queda na sua produção pode afetar, consideravelmente, a vida sexual do homem.

As principais alterações que podem ser notadas incluem ejaculação retardada, diminuição da libido, da capacidade de resposta sexual, do nível de conforto e da capacidade de obter e manter uma ereção. Mas hoje em dia há medicamentos altamente eficazes para todos esses problemas.

Também na terceira idade, é muito comum que as pessoas enfrentem doenças cardíacas, diabetes e hipertensão etc que são comuns e isso pode prejudicar a vida sexual, mas também nesses casos basta procurar um médico, tomar os medicamentos adequados e vida normal.

Isso quer dizer que, dos 12 aos 92 (só pra rimar, porque como já disse, não há limite de idade) o sexo é perfeitamente normal e os limites são mais sociais que físicos. Por exemplo, a atriz pornô americana Lisa Sparks, de 46 anos, bateu o recorde mundial ao fazer sexo com 919 homens em menos de 24 horas. Significa que cada relação durou 94 segundos. O recorde anterior pertencia a Candy Apples, também de 46 anos, que havia transado com 742.

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8 dicas para evitar rupturas na farmácia hospitalar

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A ruptura de itens na farmácia hospitalar compromete mais do que o fluxo interno de abastecimento. Quando um medicamento ou insumo deixa de estar disponível no momento necessário, toda a cadeia assistencial sofre impacto, desde o atraso em protocolos até a pressão extra sobre equipes que já operam com alta responsabilidade. Em ambientes de saúde, prevenir falhas de estoque é uma medida diretamente ligada à segurança do paciente e à continuidade do cuidado.

Por isso, a rotina de gestão precisa ser organizada com critérios claros, monitoramento frequente e decisões baseadas no consumo real. Em vez de agir apenas quando o problema aparece, instituições mais preparadas estruturam processos que reduzem perdas, antecipam riscos e tornam o abastecimento mais previsível. Algumas práticas simples, quando bem executadas, fazem diferença concreta no dia a dia hospitalar.

1. Mapeie os itens críticos da operação

Nem todo produto tem o mesmo peso dentro da rotina assistencial. A farmácia hospitalar precisa identificar quais itens são indispensáveis para urgência, internação, centro cirúrgico, UTI e atendimento ambulatorial, separando o que é essencial do que pode ter reposição com menor prioridade. Esse mapeamento evita que a atenção da equipe se disperse em produtos de baixo impacto operacional.

Uma classificação por criticidade ajuda a definir níveis mínimos de estoque, frequência de conferência e urgência de compra. Soluções parenterais, antibióticos, sedativos, materiais de suporte e medicamentos de uso contínuo costumam exigir vigilância maior. Quando esse grupo é conhecido com precisão, a chance de ruptura cai, porque o controle deixa de ser genérico e passa a refletir a realidade da instituição.

2. Revise o consumo médio com frequência

Muitos estoques entram em desequilíbrio porque trabalham com médias antigas, sem considerar sazonalidade, mudança de perfil assistencial ou ampliação de leitos. O consumo médio deve ser revisado periodicamente para acompanhar oscilações reais da demanda. Um hospital com aumento de cirurgias eletivas, por exemplo, pode exigir reposição mais agressiva de determinados medicamentos e materiais em poucas semanas.

Essa revisão também ajuda a corrigir distorções causadas por compras emergenciais ou picos temporários. O ideal é observar histórico recente, comportamento por setor e recorrência de uso. Quando a leitura do consumo é atualizada, o pedido deixa de ser estimado no improviso e passa a ser sustentado por evidências da operação.

3. Defina estoque mínimo, máximo e ponto de ressuprimento

Um dos erros mais comuns é manter produtos sem parâmetros objetivos de reposição. O estoque mínimo indica a reserva de segurança, o máximo evita excesso e vencimento, e o ponto de ressuprimento mostra o momento certo de iniciar nova compra. Sem essas referências, a gestão fica dependente de percepção individual, o que aumenta o risco de falhas.

Esse controle precisa considerar tempo de entrega, regularidade do fornecedor, criticidade do item e histórico de consumo. Em categorias sensíveis, como analgésicos, antibióticos, soluções parenterais e materiais de uso contínuo, a definição desses limites contribui para manter a assistência contínua mesmo diante de oscilações de demanda ou atrasos logísticos. Não se trata apenas de armazenar mais, mas de estabelecer uma margem segura e racional para cada produto.

4. Integre a farmácia aos setores assistenciais

A ruptura raramente nasce apenas dentro da farmácia. Mudanças em protocolos, aumento de internações, abertura de novos serviços e alterações de prescrição impactam o consumo de forma direta. Quando a equipe de abastecimento trabalha isolada, parte importante dessas informações chega tarde demais, e o ajuste de estoque acontece somente após a escassez aparecer.

Uma comunicação mais próxima com enfermagem, corpo clínico, centro cirúrgico e compras melhora a previsibilidade. Reuniões curtas de alinhamento, alertas sobre mudanças de rotina e compartilhamento de indicadores já ajudam a antecipar necessidades. Quanto mais integrada estiver a farmácia aos setores assistenciais, menor a dependência de respostas emergenciais.

5. Padronize cadastros e unidades de medida

Falhas cadastrais parecem detalhes administrativos, mas costumam causar erros sérios de planejamento. Um mesmo item registrado com descrições diferentes, apresentações parecidas ou unidades de medida inconsistentes prejudica inventários, distorce relatórios e compromete pedidos. Nessas situações, o sistema pode até indicar saldo, embora o produto correto esteja em falta.

Padronizar nomes, concentrações, formas farmacêuticas, embalagens e unidades de dispensação reduz ruído operacional. Além disso, facilita a rastreabilidade, melhora a conferência e torna os dados mais confiáveis para tomada de decisão. Uma base cadastral limpa é parte da segurança do estoque, não apenas uma formalidade de sistema.

6. Acompanhe validade, giro e itens sem movimentação

Evitar ruptura também envolve combater desperdício. Quando produtos vencem, ficam parados ou são comprados em volume incompatível com o giro, recursos deixam de estar disponíveis para itens realmente prioritários. O resultado costuma ser duplo: sobra em uma ponta e falta na outra.

A análise de giro permite identificar o que sai rapidamente, o que exige reposição frequente e o que precisa ter compra reavaliada. Já o monitoramento de validade ajuda a redistribuir itens entre setores antes da perda. Em vez de olhar apenas para a quantidade em estoque, a gestão passa a considerar a qualidade do estoque, o que melhora o uso do orçamento e reduz vulnerabilidades.

7. Estruture planos para compras emergenciais

Mesmo com controle robusto, situações excepcionais podem ocorrer. Atrasos logísticos, mudanças bruscas no perfil de atendimento, desabastecimento pontual e intercorrências assistenciais exigem respostas rápidas. Por isso, a instituição precisa ter um fluxo bem definido para compras emergenciais, com responsáveis, critérios de aprovação e canais já validados.

Esse plano não deve substituir a prevenção, mas funcionar como camada de proteção. Ter fornecedores homologados, alternativas terapêuticas previamente avaliadas e rotinas claras de comunicação evita decisões precipitadas em momentos críticos. Em ambiente hospitalar, agilidade sem padronização pode gerar novos riscos, inclusive de conformidade e segurança.

8. Monitore indicadores e trate desvios com rapidez

A gestão da farmácia hospitalar se fortalece quando deixa de operar apenas por percepção. Indicadores como taxa de ruptura, cobertura de estoque, itens vencidos, consumo por setor, tempo médio de reposição e volume de compras emergenciais mostram onde estão os gargalos. Com esse acompanhamento, os problemas deixam de ser eventos isolados e passam a ser sinais rastreáveis.

Mais importante do que medir é agir sobre os desvios encontrados. Se um grupo de itens rompe com frequência, pode haver falha de cadastro, erro no parâmetro de ressuprimento, consumo subestimado ou instabilidade no fornecimento. Quando a análise vira rotina, a farmácia ganha consistência, reduz improvisos e sustenta um abastecimento mais seguro para toda a operação.

Evitar rupturas na farmácia hospitalar depende menos de respostas heroicas e mais de método. Processos claros, dados confiáveis e integração entre equipes constroem um estoque capaz de sustentar cuidado contínuo, seguro e previsível.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/documento_referencia_programa_nacional_seguranca.pdf.

CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 568, de 6 de dezembro de 2012. Regulamenta o exercício profissional na farmácia hospitalar e outros serviços de saúde. Brasília: CFF, 2012. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/568.pdf.

PESSOA, Débora Luana Ribeiro (org.). Farmácia hospitalar e clínica e prescrição farmacêutica. Ponta Grossa: Atena, 2022. E-book (PDF). Disponível em: https://doi.org/10.22533/at.ed.655222009.

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