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Secretaria de Segurança cria força-tarefa para combater criminalidade na região norte

Dados apontam que de outubro a dezembro de 2016 houve 24 execuções em Peixoto de Azevedo

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Jupirany Devilart SecomMT

Peixoto de Azevedo

 

O aumento de homicídios e roubos em Peixoto de Azevedo (690 km de Cuiabá) no último trimestre de 2016 fez com que o secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, convocasse o Comando Geral da Polícia Militar (PM-MT), a Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil (PJC) e os dirigentes da 15ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP) para o imediato desenvolvimento de uma força-tarefa capaz de reduzir os índices criminais da região.

 

Dados apontam que de outubro a dezembro de 2016 houve 24 execuções em Peixoto de Azevedo. De janeiro a setembro do mesmo ano, foram registrados 20 assassinatos e, em 2015, no mesmo período, ocorreram 24 mortes.

 

Os registros de roubo aumentaram de 110, em 2015, para 156, em 2016, no período de janeiro a setembro. A coordenadoria de Estatísticas e Análise Criminal da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) ainda não consolidou todos os dados criminais do estado do ano passado.

 

“Devido ao garimpo, Peixoto de Azevedo historicamente tem esse alto número de homicídio. São casos de gente mandando matar membros de outras quadrilhas, em casos de acertos de contas. Embora a população não fique temerária, porque a morte é, em regra, entre criminosos, para as forças de segurança e a Secretaria, toda vida é importante, e os indicadores preocupam. A nossa meta era reduzir 10% desses homicídios e agora vamos trabalhar para que em 2017 essa quantidade de execuções não ocorra de novo”, comentou o comandante regional da Polícia Militar, tenente-coronel Gildázio Alves da Silva.

 

O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel Marcos Cunha, comentou que o trabalho integrado das forças de segurança é fundamental para a redução dos índices de criminalidade. “Vamos aumentar o efetivo policial na região, enviar forças especializadas para apoio e capacitar os profissionais que atuam no setor de investigação de homicídios. Realizaremos uma audiência pública com as comunidades e autoridades da região com o objetivo de construir um sistema de segurança pública mais eficiente”, disse. A audiência ocorrerá no dia 31 de janeiro, às 9h30, no Fórum da cidade.

 

O delegado municipal de Novo Mundo, Geraldo Gezoni Filho, que representou o delegado regional durante a reunião, comentou que as ações de repressão aos homicídios e roubos serão reforçadas pela força-tarefa, e que demonstrará à sociedade, com prisões qualificadas e ações integradas, que quem cometer esses crimes irá para a cadeia.

 

“Nós já planejamos ações que darão uma resposta imediata para os crimes de homicídio e roubo. As equipes de forças especializadas irão prestar apoio durante um período de tempo e reforçaremos o setor de investigação da delegacia de polícia de Peixoto de Azevedo responsável pela apuração de crimes dolosos contra a vida. Com isso, esperamos que as ações e operações integradas planejadas para 2017 consigam reduzir consideravelmente essas modalidades delitivas”, frisou o delegado.

 

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Cuiabá

Misael Galvão recusa vaga na Câmara para focar na reconstrução do Shopping Popular

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Presidente da Associação dos Camelôs do Shopping Popular, Misael Galvão

Diante da possibilidade de ser convocado para assumir temporariamente uma cadeira na Câmara Municipal de Cuiabá, Misael Galvão, presidente da Associação dos Camelôs do Shopping Popular, afirmou que não pretende retornar ao Legislativo neste momento. Segundo ele, sua prioridade é a reconstrução do Shopping Popular, centro comercial destruído por um incêndio em julho de 2024.

Misael explicou que já conversou com a família e que sua decisão está relacionada ao compromisso assumido com os comerciantes e trabalhadores que aguardam a conclusão das obras e o retorno às instalações definitivas do centro comercial.

“Hoje, meu foco está 100% na reconstrução do Shopping Popular. Já conversei com minha família e entendo que este momento exige dedicação integral ao nosso empreendimento e aos nossos associados. Temos uma grande responsabilidade com centenas de famílias que dependem do Shopping Popular para garantir seu sustento”, afirmou.

Galvão ressaltou que respeita as decisões partidárias e a ordem legal de convocação dos suplentes, não pretendendo interferir na definição de quem ocupará temporariamente a cadeira no Legislativo municipal.

“Tenho respeito pelo meu partido, pelos meus companheiros e pela Câmara Municipal. Não pretendo assumir o mandato neste momento. Entendo que o partido poderá conduzir politicamente essa situação, sempre respeitando a legislação e a ordem de suplência. Minha prioridade é cumprir a missão que assumi à frente do Shopping Popular”, destacou.

A possibilidade de convocação ganhou repercussão após a renúncia do primeiro suplente, Antônio Lemes, ao período restante do mandato, e o entendimento da Procuradoria Legislativa de que o vereador Jefferson Siqueira não poderia antecipar seu retorno antes do término da licença anteriormente solicitada.

Nesse cenário, Misael, segundo suplente do PSD, passou a ser apontado como o próximo nome na ordem de convocação.

Embora não pretenda assumir a vaga nesta oportunidade, Galvão esclarece que sua decisão se refere exclusivamente à atual possibilidade de exercício temporário do mandato, não representando renúncia definitiva à sua condição de suplente.

O Shopping Popular foi atingido por um incêndio de grandes proporções em 15 de julho de 2024, que destruiu completamente sua estrutura. Desde então, a Associação vem trabalhando na reconstrução do centro comercial, com o objetivo de oferecer instalações modernas, seguras e adequadas às necessidades dos comerciantes e consumidores.

Para Misael, a conclusão das obras representa mais do que a recuperação de um espaço comercial: significa a preservação de empregos, a continuidade de atividades econômicas e a segurança de centenas de famílias que construíram suas histórias no Shopping Popular.

Ao comentar seu futuro político, Galvão afirmou que somente após a conclusão das obras voltará a considerar a possibilidade de ocupar um cargo público. Segundo ele, será também o momento em que a sociedade poderá avaliar o trabalho realizado na reconstrução do Shopping Popular e seu “renascimento das cinzas”.

“Tenho muito respeito pela Câmara Municipal, instituição da qual já tive a honra de fazer parte. Mas, neste momento, entendo que minha contribuição mais importante é permanecer ao lado da família Popular, acompanhando de perto a reconstrução do Shopping Popular. É uma missão que assumi e que quero levar até o fim”, concluiu.

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