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Empreendedorismo

Sebrae/MT lança missão técnica para levar pequenos negócios à maior feira do varejo em Nova York

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Empreendedores e pequenos empresários do setor varejista podem começar a arrumar as malas rumo à ‘Big Show 2024’ – o maior evento do varejo – que será realizado em Nova York pela NRF (Federação Nacional do varejo americano) em 2024. O Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae/MT) lançou a ‘Missão Innovative Experience Tour NRF 2024’, junto da Associação dos Comerciantes de Cuiabá (ACCuiabá), na Capital.

O Sebrae/MT pretende levar pelo menos 14 pequenos empreendedores para a Missão Técnica, onde o grupo poderá vivenciar experiências únicas. Os destaques da feira em Nova York é que ela conta com mais de 1000 expositores e 350 oradores convidados para mostrar o futuro dos segmentos de varejo da moda, calçados, bolsas, acessórios e até da alimentação. O evento será realizado entre os dias 12 a 22 de janeiro de 2024.

Serão 11 dias de uma jornada para conhecer as principais tendências nas mais diversas áreas da gestão de negócios aplicados ao varejo. A feira conta com três dias de exposição no centro de convenções Javitz Center, onde é montado um Laboratório de Inovação e Startup Zone, com tecnologias inovadoras. Enquanto que o Retail’s Big Show 2024 apresentará ideias, pessoas e parceiros que colocarão os pequenos empresários no caminho mais rápido para o sucesso.

O diretor Técnico do Sebrae/MT, André Schelini explica que as missões internacionais têm o objetivo de promover a internacionalização das pequenas empresas mato-grossenses para o desenvolvimento estratégico.

“Desenvolver a visão estratégica do empresário, do empreendedor, faz parte da estratégia de acessar mercados internacionais. São as missões que trazem essa reflexão para o empresário, de que o pequeno negócio pode ser franqueado de uma marca internacional, assim como há possibilidade de licenciamento de marca, então é uma das modalidades que ajuda o empresário a acessar o mercado internacional”, destaca.

Uma vez dentro da missão, o empresário recebe o assessoramento do Sebrae/MT desde o suporte para a emissão do visto necessário para ingressar no país, um workshop de preparação para o evento, até a disponibilização do tradutor para o seleto grupo durante os três dias de visitas técnicas, realizadas com a curadoria da Gouvêa Malls.

“Nosso objetivo é que os empresários possam usufruir ao máximo da maior feira do varejo, além de buscar conhecimentos, tendências, inovações para adaptar aos seus empreendimentos. A NRF impacta os negócios de Mato Grosso por meio das soluções, projetos de inovação, tecnologia e sustentabilidade para que essas empresas possam se estabelecer e obter uma padronização de seus negócios”, ressalta o gestor de Negócios Internacionais do Sebrae/MT, Mirael Praeiro.

 

*Inscrições*

As vagas para participar da Missão Innovative Experience Tour NRF 2024 são limitadas. As inscrições devem ser feitas pelos canais do Sebrae/MT por meio do telefone 0800 570 0800 ou pelo e-mail [email protected].

O programa inclui as passagens de ida e volta, diárias de hospedagem, transfer para o aeroporto, as credenciais para o NRF Big Show, visitas técnicas, seguro-viagem, tradutor para as visitas técnicas, acompanhamento técnico do Sebrae e de consultor especializado. Todas as despesas de caráter pessoal são de responsabilidade do pequeno empresário.

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Empreendedorismo

Pequenos negócios de Mato Grosso disputam espaço apertado nas redes sociais

A disputa por atenção no Instagram e no TikTok mudou o jogo para comerciantes locais. Cuidar do visual do perfil e acelerar o crescimento da audiência deixaram de ser detalhes para virarem parte da operação.

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Foto: Pixels

Em Cuiabá, uma loja de moda feminina que funcionava só na rua João Gomes Sobrinho percebeu, no início deste ano, que metade dos novos clientes chegava porque viu um Reels antes de cruzar a porta.

A dona montou planilha, contou pedidos, conferiu o WhatsApp. O número confirmou a impressão: o ponto físico continuava importante, mas o ponto digital virou o primeiro contato. Histórias como essa se repetem em Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis. O que mudou, afinal?

A resposta passa por dois movimentos paralelos. O primeiro é o crescimento do consumo de redes sociais entre os mato-grossenses, na esteira de um padrão nacional. O segundo é a profissionalização dos próprios pequenos negócios, que pararam de tratar perfil de empresa como hobby e passaram a olhar como canal de venda. Quem ainda não fez essa transição está perdendo terreno para quem fez.

Mato Grosso digital: o tamanho do mercado

O estado puxa indicadores nacionais que ajudam a entender o cenário. Pesquisa do Sebrae mostra que sete em cada dez pequenos negócios brasileiros já mantêm perfil em rede social, e o estudo de participação das micro e pequenas empresas no PIB destaca Mato Grosso entre os estados em que esses negócios mais contribuem para o valor adicionado da economia regional.

Não é detalhe. É o motor de empregos formais, com as MPEs sendo responsáveis por sete em cada dez vagas abertas no país em 2024, segundo análise do Sebrae com base em dados do CAGED.

O ambiente digital ampliou esse impacto. O faturamento das micro e pequenas empresas em vendas online saltou de R$ 5 bilhões para R$ 67 bilhões entre 2019 e 2024, num avanço de mais de mil por cento medido pelo próprio Sebrae.

As redes sociais substituíram o site como ponto de entrada digital para a maioria dessas empresas, conforme a pesquisa TIC Empresas conduzida pelo Cetic.br.

Em Mato Grosso, onde o agronegócio responde por mais da metade do PIB estadual segundo o Imea, esse fenômeno se mistura com a vocação produtiva do estado. Pequenos fornecedores do setor, lojas que abastecem o circuito agropecuário e prestadores de serviço urbanos disputam atenção no mesmo feed.

Quem entra em qualquer perfil hoje percebe que a régua subiu. Identidade visual consistente, tipografia trabalhada, frequência de postagens, métricas de engajamento. O que antes era diferencial virou requisito mínimo.

Tipografia e identidade: por que cada caractere importa

A primeira impressão de uma marca nas redes vem de poucos elementos: foto de perfil, nome, biografia e os primeiros nove posts visíveis. Nesse espaço apertado, a tipografia escolhida pesa mais do que parece. Pequenos negócios costumam acertar na escolha do logo, mas escorregam no detalhe da bio e dos destaques, onde o Instagram e o TikTok limitam a formatação dos campos.

O atalho que se popularizou foi recorrer a geradores que convertem texto comum em fontes estilizadas que podem ser coladas na bio, no nome do perfil ou em legendas. As letras personalizadas dão personalidade visual sem precisar de programa de design, e funcionam como uma assinatura tipográfica do perfil.

Para uma cafeteria em Lucas do Rio Verde, uma joalheria em Tangará da Serra ou um pet shop em Sorriso, esse tipo de detalhe ajuda a destoar do padrão genérico que domina o feed local.

A estética importa porque o algoritmo importa. Estudos de design citados pela Bayerl Studio apontam que marcas que investem em fontes exclusivas constroem um reconhecimento visual mais forte e tornam a comunicação memorável. Em redes sociais, onde a audiência decide em fração de segundo se segue ou desliza, esse reconhecimento se converte em retenção.

A consistência tipográfica também sinaliza profissionalismo. Quando uma loja de roupas em Cuiabá usa a mesma família de fontes nos stories, na bio e nos cards de produto, o cliente percebe organização, mesmo sem saber nomear o que mudou.

Quando o perfil mistura cinco estilos diferentes, o cérebro do leitor classifica automaticamente como amador. O detalhe é gratuito, mas a falta dele custa caro.

TikTok: a nova porta de entrada que mato-grossense ainda subutiliza

Se o Instagram virou padrão, o TikTok virou aposta. Pesquisa da Opinion Box sobre o comportamento de usuários brasileiros revela que oito em cada dez pessoas abrem o aplicativo pelo menos uma vez por dia, e que apenas dezesseis por cento dos usuários mantêm um perfil comercial na plataforma.

A janela é grande. Quem entra agora ocupa um espaço que, em poucos anos, pode estar saturado como já está o Instagram em algumas categorias.

Os números brasileiros do TikTok colocam o país entre os três maiores mercados globais da plataforma, com mais de oitenta milhões de usuários adultos ativos, segundo dados levantados pela Opinion Box em parceria com plataformas de análise.

Quase metade dos usuários afirma já seguir alguma empresa, e mais de um terço diz ter comprado algo descoberto no aplicativo. Para um pequeno negócio, isso traduz um caminho mais curto entre a descoberta e a venda do que o oferecido por canais tradicionais.

A dificuldade está no começo. Vídeos novos competem com perfis que já têm milhões de seguidores e produção profissional. Sem prova social inicial, a tendência do algoritmo é entregar o conteúdo para uma audiência muito pequena, e o ciclo vira armadilha: poucas visualizações geram pouco engajamento, que gera ainda menos visualizações. Quebrar essa inércia exige consistência de postagem, mas também impulso inicial.

É nesse ponto que muitos donos de pequenos negócios decidem comprar curtidas TikTok como parte da estratégia de aquecimento do perfil, combinando o investimento com produção orgânica de conteúdo.

A lógica é parecida com a de outros canais de aquisição. Tráfego pago no Google Ads ou no Meta acelera resultados que viriam organicamente em meses ou anos. No TikTok, o mecanismo é semelhante, mas opera dentro da própria rede.

A pesquisa da Opinion Box mostra que cinquenta e dois por cento dos usuários passaram a usar mais o aplicativo nos últimos doze meses e que trinta e quatro por cento acreditam que esse uso vai aumentar. Para o pequeno comerciante de Cáceres ou de Primavera do Leste que ainda não testou a rede, esperar significa perder participação de mercado.

O contexto local: por que isso vale especialmente para Mato Grosso

O estado vive um momento econômico singular. Mato Grosso lidera o ranking dos cem municípios mais ricos do agronegócio do Brasil, com trinta e seis cidades nessa lista, segundo análise do Ministério da Agricultura e Pecuária baseada em dados do IBGE.

O PIB estadual cresceu seis vezes mais que a média nacional desde meados dos anos 1980, conforme estudo da consultoria MB Associados. Esse dinamismo gera uma cadeia inteira de pequenos negócios em volta: fornecedores de insumos, comércio urbano, serviços, restaurantes, indústrias auxiliares.

O problema é que muitos desses negócios crescem na economia real e não na economia digital. A pesquisa de Maturidade Digital dos Pequenos Negócios feita pelo Sebrae em 2024 mostra que microempreendedores individuais ainda apresentam baixos indicadores de presença online, mesmo quando faturam bem no físico.

Isso cria uma distorção: empresários que ganham dinheiro suficiente para investir em comunicação digital ignoram o canal porque o boca a boca local funcionou por anos. Quando um concorrente de fora chega ao estado com estrutura digital pronta, a vantagem do pioneiro desaparece.

Cuiabá tem hoje dezenas de micro e pequenas empresas de marketing digital cadastradas, segundo levantamentos da Econodata, e o Sebrae/MT promove regularmente capacitações em estratégias digitais para pequenos negócios em cidades como Rondonópolis e Várzea Grande.

A oferta de apoio existe. O que falta, em muitos casos, é a decisão do empreendedor de tratar o digital como parte do orçamento mensal e não como gasto extra.

O que pequeno negócio mato-grossense pode fazer agora

Três frentes resumem o que funciona em 2026 para quem está começando ou quer recuperar terreno perdido. A primeira é cuidar da identidade visual com seriedade, sem precisar de orçamento de agência.

Padronizar a tipografia da bio, dos destaques e das legendas, escolher uma paleta de cores e manter consistência por noventa dias muda a percepção do perfil sem custo direto.

A segunda frente é diversificar canais. Quem só está no Instagram corre o risco de depender de uma única plataforma cujas regras mudam sem aviso. Levar o conteúdo para o TikTok, mesmo que reaproveitando vídeos curtos, abre uma audiência adicional.

Os dados da Opinion Box mostram que noites de terça e quarta concentram o maior consumo, e que conteúdo de descontração e humor ainda lidera, seguido por gastronomia, fitness e reviews de produtos.

A terceira é medir. Engajamento médio, taxa de conversão, custo por seguidor, retorno sobre conteúdo orgânico versus pago. Sem números, decisão vira chute. Com números, vira gestão. O Sebrae oferece consultorias gratuitas a empreendedores cadastrados, e a maioria das ferramentas básicas de análise das próprias plataformas é gratuita.

O cenário não é fácil, mas é favorável a quem age. Mato Grosso tem mercado, tem dinheiro circulando, tem demanda. Os pequenos negócios que combinarem identidade visual cuidada, presença em mais de uma rede e medição séria dos resultados vão capturar uma fatia desproporcional desse crescimento.

Os que esperarem mais um semestre vão descobrir que o concorrente do bairro vizinho já capturou.

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