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Proibidos desde 2009 cigarros eletrônicos são vendidos livremente e até criança usa; veja vídeo

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Apesar de estar proibido o uso, a comercialização, a importação e a propaganda de todos os tipos de “cigarros” eletrônicos, em todo o Brasil, desde 2009, o produto vem sendo largamente comercializado e pode ser encontrado em qualquer tabacaria ou adquirido pela internet, sem nenhuma fiscalização. Um vídeo que circula na internet (gravado em Mato Grosso do Sul) mostra crianças de cerca de 5 anos é “fumando” um cigarro eletrônico.

O Brasil é referência mundial por adotar todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o combate ao tabagismo, que ainda hoje mata cerca de 430 pessoas por dia, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Mas esse trabalho de redução do uso de cigarro, combate ao tabagismo e redução dos casos de câncer de pulmão vem sendo ameaçado por conta do vape.

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Chamado de vape, pod, e-cigarro, e-cig ou e-cigarette, o cigarro eletrônico funciona através de uma bateria que esquenta um líquido composto de água, aromatizante, nicotina, propilenoglicol e glicerina vegetal. Com o aquecimento, o dispositivo produz uma fumaça branca e sem cheiro, ou com um cheiro que se dissipa rapidamente no ar.

A proibição é porque durante o consumo desses produtos, são introduzidas, no organismo, milhares de substâncias tóxicas, incluindo a nicotina, que causa dependência, danos cerebrais e cardiovasculares, além da aceleração do crescimento de tumores malignos. Há também formaldeído e acetaldeído, que causam câncer, e metais pesados, que causa déficit imunológico e cardiovascular.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), as substâncias liberadas são tóxicas e irritantes, podem provocar dermatite e enfisema pulmonar, além de câncer e problemas cardiovasculares. Nesse sentido, a diminuição do odor e a adição de sabores não diminuem os graves riscos que o cigarro eletrônico apresenta à saúde.

A popularização do vape tem sido incentivada por várias fake news. A primeira delas é a de que o eletrônico pode ajudar a parar de fumar. É mentira! O vape é uma armadilha que leva adolescentes a se viciarem em nicotina levando ao tabagismo.

Se você quer parar de fumar, siga os 10 passos recomendados pelo Ministério da Saúde:

  1. Tenha determinação
  2. Marque um dia para parar
  3. Corte gatilhos do fumo
  4. Escolha um método: abrupto ou gradual
  5. Encontre substitutos saudáveis
  6. Livre-se das lembranças do cigarro
  7. Encontre apoio de amigos e familiares
  8. Escolha a melhor alimentação
  9. Procure apoio médico
  10. Troque experiências em um grupo de apoio

FLAGRANTE CRIMINOSO – Um vídeo que teria sido gravado em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul (MS) em meados desse ano, mostra uma criança de cerca de 5 anos usando vape. No vídeo é possível ouvir o áudio em que a criança é incentivada a fumar e depois questionada em tom de brincadeira: “Quem te ensinou isso? Quem te ensinou a fumar, fala pra mim?”, chamando a menina pelo nome. Em seguida, após sugar o cigarro eletrônico e depois soltar a fumaça pela boca, ela responde: ”A minha mãe”.

Veja:

 

NÃO PERMITA QUE SEUS FILHOS SE VICIEM – Erradicar o uso do vape é um trabalho conjunto, que começa em casa. A experimentação do vape, ou qualquer outra experiência que possa vir a oferecer risco à saúde, pode acontecer com qualquer adolescente. Por esse motivo, é importante acompanhá-los em locais (festas, por exemplo) nos quais possa haver exposição ao uso propriamente dito, colocar-se à disposição para a escuta dos seus relatos e adverti-los quanto aos riscos existentes.

Além disso, as famílias podem promover hábitos que possam protegê-los, como é o caso da prática da atividade física e do estabelecimento das rotinas, os quais colaboram para a construção da responsabilidade e do comprometimento consigo e com os outros.

Assim, os laços sociais que promovem o cuidado e a proteção podem se sobressair em detrimento daqueles que são desfavoráveis. À escola, cabe reforçar com os estudantes as orientações recebidas dos pais e/ou responsáveis no que diz respeito aos males causados pelo uso de tais substâncias.

 

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8 dicas para evitar rupturas na farmácia hospitalar

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A ruptura de itens na farmácia hospitalar compromete mais do que o fluxo interno de abastecimento. Quando um medicamento ou insumo deixa de estar disponível no momento necessário, toda a cadeia assistencial sofre impacto, desde o atraso em protocolos até a pressão extra sobre equipes que já operam com alta responsabilidade. Em ambientes de saúde, prevenir falhas de estoque é uma medida diretamente ligada à segurança do paciente e à continuidade do cuidado.

Por isso, a rotina de gestão precisa ser organizada com critérios claros, monitoramento frequente e decisões baseadas no consumo real. Em vez de agir apenas quando o problema aparece, instituições mais preparadas estruturam processos que reduzem perdas, antecipam riscos e tornam o abastecimento mais previsível. Algumas práticas simples, quando bem executadas, fazem diferença concreta no dia a dia hospitalar.

1. Mapeie os itens críticos da operação

Nem todo produto tem o mesmo peso dentro da rotina assistencial. A farmácia hospitalar precisa identificar quais itens são indispensáveis para urgência, internação, centro cirúrgico, UTI e atendimento ambulatorial, separando o que é essencial do que pode ter reposição com menor prioridade. Esse mapeamento evita que a atenção da equipe se disperse em produtos de baixo impacto operacional.

Uma classificação por criticidade ajuda a definir níveis mínimos de estoque, frequência de conferência e urgência de compra. Soluções parenterais, antibióticos, sedativos, materiais de suporte e medicamentos de uso contínuo costumam exigir vigilância maior. Quando esse grupo é conhecido com precisão, a chance de ruptura cai, porque o controle deixa de ser genérico e passa a refletir a realidade da instituição.

2. Revise o consumo médio com frequência

Muitos estoques entram em desequilíbrio porque trabalham com médias antigas, sem considerar sazonalidade, mudança de perfil assistencial ou ampliação de leitos. O consumo médio deve ser revisado periodicamente para acompanhar oscilações reais da demanda. Um hospital com aumento de cirurgias eletivas, por exemplo, pode exigir reposição mais agressiva de determinados medicamentos e materiais em poucas semanas.

Essa revisão também ajuda a corrigir distorções causadas por compras emergenciais ou picos temporários. O ideal é observar histórico recente, comportamento por setor e recorrência de uso. Quando a leitura do consumo é atualizada, o pedido deixa de ser estimado no improviso e passa a ser sustentado por evidências da operação.

3. Defina estoque mínimo, máximo e ponto de ressuprimento

Um dos erros mais comuns é manter produtos sem parâmetros objetivos de reposição. O estoque mínimo indica a reserva de segurança, o máximo evita excesso e vencimento, e o ponto de ressuprimento mostra o momento certo de iniciar nova compra. Sem essas referências, a gestão fica dependente de percepção individual, o que aumenta o risco de falhas.

Esse controle precisa considerar tempo de entrega, regularidade do fornecedor, criticidade do item e histórico de consumo. Em categorias sensíveis, como analgésicos, antibióticos, soluções parenterais e materiais de uso contínuo, a definição desses limites contribui para manter a assistência contínua mesmo diante de oscilações de demanda ou atrasos logísticos. Não se trata apenas de armazenar mais, mas de estabelecer uma margem segura e racional para cada produto.

4. Integre a farmácia aos setores assistenciais

A ruptura raramente nasce apenas dentro da farmácia. Mudanças em protocolos, aumento de internações, abertura de novos serviços e alterações de prescrição impactam o consumo de forma direta. Quando a equipe de abastecimento trabalha isolada, parte importante dessas informações chega tarde demais, e o ajuste de estoque acontece somente após a escassez aparecer.

Uma comunicação mais próxima com enfermagem, corpo clínico, centro cirúrgico e compras melhora a previsibilidade. Reuniões curtas de alinhamento, alertas sobre mudanças de rotina e compartilhamento de indicadores já ajudam a antecipar necessidades. Quanto mais integrada estiver a farmácia aos setores assistenciais, menor a dependência de respostas emergenciais.

5. Padronize cadastros e unidades de medida

Falhas cadastrais parecem detalhes administrativos, mas costumam causar erros sérios de planejamento. Um mesmo item registrado com descrições diferentes, apresentações parecidas ou unidades de medida inconsistentes prejudica inventários, distorce relatórios e compromete pedidos. Nessas situações, o sistema pode até indicar saldo, embora o produto correto esteja em falta.

Padronizar nomes, concentrações, formas farmacêuticas, embalagens e unidades de dispensação reduz ruído operacional. Além disso, facilita a rastreabilidade, melhora a conferência e torna os dados mais confiáveis para tomada de decisão. Uma base cadastral limpa é parte da segurança do estoque, não apenas uma formalidade de sistema.

6. Acompanhe validade, giro e itens sem movimentação

Evitar ruptura também envolve combater desperdício. Quando produtos vencem, ficam parados ou são comprados em volume incompatível com o giro, recursos deixam de estar disponíveis para itens realmente prioritários. O resultado costuma ser duplo: sobra em uma ponta e falta na outra.

A análise de giro permite identificar o que sai rapidamente, o que exige reposição frequente e o que precisa ter compra reavaliada. Já o monitoramento de validade ajuda a redistribuir itens entre setores antes da perda. Em vez de olhar apenas para a quantidade em estoque, a gestão passa a considerar a qualidade do estoque, o que melhora o uso do orçamento e reduz vulnerabilidades.

7. Estruture planos para compras emergenciais

Mesmo com controle robusto, situações excepcionais podem ocorrer. Atrasos logísticos, mudanças bruscas no perfil de atendimento, desabastecimento pontual e intercorrências assistenciais exigem respostas rápidas. Por isso, a instituição precisa ter um fluxo bem definido para compras emergenciais, com responsáveis, critérios de aprovação e canais já validados.

Esse plano não deve substituir a prevenção, mas funcionar como camada de proteção. Ter fornecedores homologados, alternativas terapêuticas previamente avaliadas e rotinas claras de comunicação evita decisões precipitadas em momentos críticos. Em ambiente hospitalar, agilidade sem padronização pode gerar novos riscos, inclusive de conformidade e segurança.

8. Monitore indicadores e trate desvios com rapidez

A gestão da farmácia hospitalar se fortalece quando deixa de operar apenas por percepção. Indicadores como taxa de ruptura, cobertura de estoque, itens vencidos, consumo por setor, tempo médio de reposição e volume de compras emergenciais mostram onde estão os gargalos. Com esse acompanhamento, os problemas deixam de ser eventos isolados e passam a ser sinais rastreáveis.

Mais importante do que medir é agir sobre os desvios encontrados. Se um grupo de itens rompe com frequência, pode haver falha de cadastro, erro no parâmetro de ressuprimento, consumo subestimado ou instabilidade no fornecimento. Quando a análise vira rotina, a farmácia ganha consistência, reduz improvisos e sustenta um abastecimento mais seguro para toda a operação.

Evitar rupturas na farmácia hospitalar depende menos de respostas heroicas e mais de método. Processos claros, dados confiáveis e integração entre equipes constroem um estoque capaz de sustentar cuidado contínuo, seguro e previsível.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/documento_referencia_programa_nacional_seguranca.pdf.

CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 568, de 6 de dezembro de 2012. Regulamenta o exercício profissional na farmácia hospitalar e outros serviços de saúde. Brasília: CFF, 2012. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/568.pdf.

PESSOA, Débora Luana Ribeiro (org.). Farmácia hospitalar e clínica e prescrição farmacêutica. Ponta Grossa: Atena, 2022. E-book (PDF). Disponível em: https://doi.org/10.22533/at.ed.655222009.

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