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Procurador-geral de Contas preside mesa durante I Congresso de Gestão Pública realizado em Brasília-DF

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O Procurador-geral de Contas Alisson Carvalho de Alencar presidiu a mesa de debates durante a palestra inaugural, na manhã desta quinta-feira, 23 de março, do 1º Congresso Nacional de Gestão Pública, realizado em Brasília – DF. Os palestrantes foram a Ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil Simone Tebet e o Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Antônio Anastasia. Na oportunidade, foram debatidos os desafios na gestão fiscal e na administração pessoal no serviço público.

O Congresso contou também com a participação do Governador do Estado de Mato Grosso Mauro Mendes, de servidores do Ministério Público de Contas e de autoridades representando todo o país.

O evento teve como público alvo organizações não governamentais que atuam em colaboração com o Estado para o aperfeiçoamento da gestão pública, partidos políticos. Governadores, prefeitos, secretários estaduais e municipais, deputados estaduais e distritais, vereadores e procuradores também fizeram parte do encontro.

Divulgação MPC

De acordo com o Procurador-geral de Contas, há 30 anos o Brasil perdeu a capacidade de visão de longo prazo. Ele ressalta que isso representa um grande problema público e complexo que temos em nossa República. “Passamos a administrar o cotidiano, a rotina e atuar apenas para apagar incêndios diários. Com isso, esquecemos de projetos estruturantes para o Brasil de 2050, por exemplo. Alinhado a isso, também tivemos grande dificuldade nesses últimos 30 anos, de financiar as políticas públicas”, disse o Procurador-geral de Contas

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Alisson Alencar salientou que a tendência no Brasil foi sempre de déficit, de redução dos investimentos, isso porque não há mais recursos suficientes para atender a todos os anseios da população. “A partir daí temos uma grande dificuldade de controlar gastos de pessoal e entregar para a sociedade serviços públicos relevantes, pensando sempre no Brasil daqui a 20, 30 anos. O problema não é simples, assim como as soluções também não serão.”

O gestor do MP de Contas agradeceu o convite e disse que o encontro é uma grande oportunidade de fazer diferente, de promover uma gestão pública voltada para o planejamento e de olho no futuro. “Tenho a convicção de que os resultados deste evento irão ecoar por todo o Brasil. As discussões e as soluções apresentadas por gigantes da gestão pública brasileira poderão, acredito, ser o início de uma nova fase para a administração pública em nosso país”, disse Alisson Alencar.

O evento segue até o dia 24 março com painéis temáticos que dizem respeito ao futuro das finanças dos Estados e Municípios, sobre financiamento dos serviços públicos para a população e ainda em relação à desburocratização e melhoria do ambiente de negócios.

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Promovido pela Academia Brasileira de Formação e Pesquisa (ABFP) sob a coordenação científica dos professores João Trindade Cavalcante Filho e Rafael Rodrigues Pessoa de Melo Camara, o evento apresentou aos gestores públicos os mais eficazes instrumentos de modernização da gestão fiscal e de pessoas, reunindo os maiores especialistas do país, além de acadêmicos e pesquisadores na área de gestão pública.

Fonte: TCE MT – MT

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Conselheiro Alisson Alencar ministra palestra no IV Congresso Nacional de Gestão Pública, em Brasília

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Conselheiro do TCE-MT, Alisson Alencar

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Alisson Alencar participou, nesta sexta-feira (22), do IV Congresso Nacional de Gestão Pública, em Brasília, onde ministrou a palestra “Tribunais de Contas na era da IA: o novo controle do gasto público”. Durante a apresentação, o conselheiro defendeu a necessidade de uma mudança profunda na atuação dos Tribunais de Contas diante do avanço da inteligência artificial (IA) no setor público e do aumento da complexidade das decisões governamentais.

Alisson Alencar explicou que o modelo tradicional de fiscalização, baseado em análises posteriores e pontuais, já não acompanha a velocidade da transformação digital da administração pública. “Não podemos permitir que decisões mediadas por algoritmos ocorram sem transparência, supervisão e responsabilidade. O controle público precisa evoluir junto com a tecnologia.”

O conselheiro alertou para os riscos da utilização de sistemas automatizados sem critérios claros de supervisão. Além da falta de transparência nos algoritmos, outro desafio apontado é a possibilidade de reprodução de vieses históricos e a dificuldade de responsabilização quando decisões são tomadas ou influenciadas por sistemas tecnológicos.

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Alisson Alencar destacou ainda o impacto financeiro da adoção de soluções tecnológicas sem planejamento adequado. Dados apresentados durante a palestra mostram que grande parte dos investimentos em inteligência artificial ainda não apresenta retorno mensurável, o que exige dos órgãos de controle maior atenção para garantir que recursos públicos sejam utilizados com eficiência e resultados concretos.

Ao apresentar exemplos práticos, o conselheiro citou iniciativas já utilizadas pelos Tribunais de Contas brasileiros, como sistemas de auditoria baseados em IA e ferramentas voltadas ao monitoramento automatizado de contratos, despesas e infraestrutura pública. Segundo ele, essas experiências demonstram que a tecnologia pode fortalecer o controle, desde que seja acompanhada por critérios técnicos, governança e supervisão qualificada.

Para enfrentar esse novo cenário, ele defendeu três caminhos principais: investimento na capacitação de auditores em áreas como ciência de dados, estatística e direito digital, criação de metodologias rigorosas de auditoria algorítmica e fortalecimento da governança institucional, por meio da integração entre órgãos de controle, academia e sociedade civil.

Ao encerrar a palestra, Alisson Alencar reforçou a ideia de que qualidade do gasto público vai além da redução de despesas. “Qualidade do gasto público não é austeridade, é efetividade”, destacou, acrescentando que, em um Estado cada vez mais mediado por algoritmos, garantir transparência e eficiência passa também por tornar a inteligência artificial auditável.

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