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POLÍTICA NACIONAL

Prioridade a profissionais de segurança na restituição do IRPF vai à Câmara

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Profissionais da segurança pública poderão ter prioridade para receber a restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). É o que determina o Projeto de Lei (PL) 458/2024,  aprovado nesta terça-feira (11) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Se não houver recurso para votação no Plenário do Senado, a proposta seguirá para análise da Câmara dos Deputados. O .

Do senador Jayme Campos (União-MT), o projeto teve relatório favorável do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O texto muda a ordem de pagamento das restituições. A legislação já estabelece prioridade para idosos e contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério. Os profissionais de segurança pública passariam a aparecer logo depois desses grupos e antes dos demais contribuintes.

A regra deverá produzir efeitos a partir do exercício seguinte ao da publicação da eventual lei. De acordo com o relator, a mudança na ordem de pagamento não provoca impacto orçamentário ou financeiro para o Tesouro.

— Esse projeto, em parte, atende o destaque que temos que dar para aqueles que zelam pela segurança pública, enfrentam a marginalidade no dia a dia e muitas vezes perdem a vida nesse processo — disse Hamilton Mourão.

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Categorias incluídas

O texto aprovado especifica as categorias alcançadas. A redação abrange os profissionais de segurança pública listados na Constituição e na legislação que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública, além dos agentes do sistema socioeducativo.

O relatório registra que uma emenda aprovada anteriormente pela Comissão de Segurança Pública (CSP), do senador Sergio Moro (PL-PR), ampliou o alcance da proposta para incluir também os guardas portuários. Na CAE, Mourão acolheu essa emenda com um ajuste de redação.

Na justificativa do projeto, Jayme Campos cita uma pesquisa realizada em 2022 pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e pela Universidade de Brasília (UnB), com mais de 145 mil profissionais, que apontou baixos níveis de satisfação com a vida e de realização no trabalho.

Um desses fatores é a percepção de falta de reconhecimento da sociedade. Para o senador, a prioridade na restituição é uma forma de valorização dessas categorias.

— Não estamos falando de privilégio, mas de reconhecimento, de uma medida simples, mas carregada de justiça para aqueles que dedicam as vidas à proteção dos brasileiros. Valorizar quem protege a sociedade é também uma forma de fortalecer a segurança pública do país — argumentou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Senador Carlos Fávaro apresenta projeto de lei para proibir apostas online no Brasil

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Senador Carlos Fávaro

O senador Carlos Fávaro apresentou nesta quarta-feira (12.08) um projeto de lei que propõe a proibição das apostas online, as chamadas bets. Ao anunciar a proposta, o parlamentar afirmou que o Brasil vive hoje “uma verdadeira pandemia de famílias sendo destruídas pelos jogos eletrônicos” e defendeu que as medidas de regulamentação adotadas até agora não foram suficientes para conter o avanço do problema.

Segundo Fávaro, a iniciativa não parte de uma percepção pessoal, mas de estudos que envolvem a realização de seminários em dez cidades e consultas à ciência, a médicos, à segurança pública e a profissionais da educação. Os levantamentos, conforme o senador, revelam que as famílias brasileiras estão doentes e empobrecidas. Ele citou que 143 bilhões de reais foram drenados de todo o comércio brasileiro entre 2023 e 2026, sendo 62,5 bilhões de reais somente em 2025. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) já diagnostica que o Brasil tem em torno de 11 milhões de pessoas doentes e dependentes dos jogos eletrônicos.

O senador reconheceu que o governo adotou medidas importantes no campo da regulamentação, como a proibição de propaganda em horários atrativos para jovens, o confisco de recursos de operadores ilegais e a regulamentação que impede beneficiários do BPC e do Bolsa Família de acessarem os jogos. Fávaro, no entanto, avaliou que essas ações não surtiram o efeito necessário para conter o avanço das apostas.

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“É importante, mais do que colocar o dedo na ferida, é fechar a ferida, é proibir”, afirmou. O parlamentar disse ainda que não se pode admitir que alguns queiram enriquecer e ter prosperidade em detrimento da saúde financeira e da saúde mental de milhares de brasileiros.

Fávaro afirmou ter convicção de que encontrará grandes apoiadores para enfrentar essa batalha no Congresso Nacional e disse estar preparado para rebater os argumentos e as falácias que deverão surgir contra a proposta.

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