ANTIDEMOCRÁTICOS
PRF apresenta 2 dos 14 presos acusados de “atos análogos a terrorismo” e faz relatório da ação violenta dos bolsonaristas
O superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Mato Grosso, Francisco Élcio Lucena, apresentou um relatório à imprensa, no final da tarde desta segunda-feira (21.11) falando sobre os atos de terrorismo praticado por supostos manifestantes bolsonaristas em vários pontos do Estado.
Lucena também apresentou dois homens, de 41 e 27 anos respectivamente. Eles foram presos, por “atos análogos a terrorismo” e porte ilegal de arma em Sinop (500 km de Cuiabá), ao serem flagrados abordando um caminhão que se recusou a parar nos bloqueios nas rodovias.
Com os dois homens a polícia apreendeu uma arma de fogo calibre ponto380, com dois carregadores e 36 munições, junto com quase R$ 1 mil em dinheiro, nove galões de gasolina, quatro facas e facões, quatro isqueiros, duas sacolas com estopas e um estilingue.
O chefe da PRF disse em seu relatório que o “modus operandi” dos manifestantes mudou, desde as eleições, no dia 30 de outubro e quem nesta nova etapa as manifestações têm sido violentas, com ataques a pessoas e incendios criminosos a bens públicos e particulares, inclusive com o uso de armas de grosso calibre, bombas e outras armas.
Numa das ações (veja acima), os terroristas perfuraram o asfalto da rodovia para instalar dinamites e destruir os caminhões que passavam sem parar nas barreiras.
IDENTIFICADO – A Polícia Federal identificou um dos homens presos por atos análogos a terrorismo por tentar incendiar caminhões em rodovias de Mato Grosso, como sendo o produtor rural, Olair Correa. Ele aparece num vídeo pedindo dinheiro e transferências bancárias para custear despesas, como alimentação, em atos antidemocráticos às margens das rodovias em Sinop.
De acordo com a Polícia Federal, em uma das gravações publicadas nas redes sociais, ele aparece passando dados pessoais para envio das quantias via Pix. Também segura um chapéu com várias notas. “Estamos fazendo essa vaquinha para alimentar essas pessoas que estão aqui lutando pela nossa família”, diz o terrorista.
Ele e o outro homem, identificado apenas como Danilo, foram levados para um presídio de Sinop, depois de serem ouvidos pela polícia. No depoimento eles permaneceram em silêncio.
Veja a íntegra do relatório da PRF:
No período de manifestação tivemos dois momentos. No primeiro momento, do dia 30/10 ao dia 08/11, a PRF atuou juntamente a outras forças de segurança, através de negociações, desobstruindo 44 pontos nas rodovias federais e restabelecendo a fluidez do trânsito.
Num segundo momento, a partir de quinta (17.11), depois de ficarmos quase 8 dias sem qualquer tipo de bloqueio, houve um recrudescimento acentuado, que extrapolou qualquer capacidade operativa da PRF, porém mesmo assim coisas piores foram evitadas, dentre elas o colapso da ponte de Rondonópolis (ponte do Rio Vermelho).
Houve tentativa de ocupação novamente do Trevo do Lagarto, mas a polícia trabalhou para que não houvesse pontos de interdição novamente em Cuiabá, da mesma forma em Lucas do Rio Verde, em Campo Verde e em Primavera do Leste, ou seja, mais de 20 tentativas de ocupação da rodovia. Mesmo assim, na sexta feira, a polícia se reuniu com a Secretaria de Segurança Pública e estabeleceu um plano de ação. Dentre eles, na BR 163, que é o maior corredor logístico do estado. Estabelecemos como prioridade Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde. Ficou ali alinhado que Sinop seria o primeiro município a atuar.
Encontramos grande quantidade de caminhões que estavam impossibilitados de se movimentar (contra a vontade do motorista) – as “bicas” foram abertas e derramaram mais de 100 toneladas de óleo na rodovia, demandando um esforço monstruoso. Neste dia aconteceram prisões de pessoas envolvidas. Nesse período, ocorreram diversos atentados, destacando-se: instalação de artefatos explosivos na BR 174 com a finalidade de causar risco lesivo à integridade física e ao patrimônio da população; incêndio criminoso em posto de atendimento a usuários da Rota do Oeste em Lucas do Rio Verde, em que os funcionários foram rendidos sob a mira de armas de grosso calibre, enquanto outros integrantes alvejaram o prédio e incendiaram uma ambulância e um caminhão-guincho da empresa; atentado contra caminhões na BR 163, em que homens encapuzados alvejaram com armas de grosso calibre dois caminhões e atearam fogo em ambos; depredação da ponte na BR 158 utilizando cortes ortogonais com o objetivo de derrubar a estrutura da mesma. Fizemos prisões, encaminhamentos e se consolida um apoio incondicional do Estado, de forma que o planejamento será feito de forma integrada.
O modo de atuação usado atualmente pelos manifestantes é diferente do que acontecia anteriormente. Hoje há o núcleo central e os núcleos acessórios. Nos acessórios estão pessoas cometendo crimes, dentre eles ameaça e até possibilidade de homicídio. Estamos trabalhando arduamente, hoje (21) saímos de reunião que o Governador, junto com todas as forças de segurança, assumiu um pacto para reestabelecer a ordem e o direito de ir e vir. Ninguém está acima da lei, vamos restabelecer a ordem e o direito de ir e vir em Mato Grosso.
Todas as medidas serão tomadas, seja operacional, administrativa ou jurídica. No total, 11 pessoas foram conduzidas e encaminhadas às Polícias Judiciárias competentes e mais de 50 pessoas foram identificadas e encaminhadas para apuração e aprofundamento nas investigações. Precisamos que todos trabalhem, pois as manifestações estão também nos centros urbanos. Devemos trabalhar a nível federal, estadual e municipal. Temos compromisso com a impessoalidade, somos uma polícia de estado agindo diuturnamente.
ANTIDEMOCRÁTICOS
Lesa Pátria: PF cumpre mandados de busca, apreensão e prisão em Mato Grosso e mais 5 estados
A Polícia Federal está realizando, na manhã desta sexta-feira (03/02), a quarta fase da Operação Lesa Pátria.
Ao todo estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal, aqui em Mato Grosso e nos estados de Rondônia, Goiás, Espírito Santo, São Paulo e Distrito Federal.
As pessoas, alvo da operação, foram identificadas como participantes, financiadores ou fomentaram dos atos terroristas ocorridos em 8 de janeiro, quando houve a invasão e depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.
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Segundo nota da PF, “os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido”
A operação visa “identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os fatos ocorridos em 8 de janeiro, em Brasília, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos por pessoas que promoveram violência e dano generalizado contra os imóveis, móveis e objetos daquelas instituições”.
As investigações continuam em curso e a Operação Lesa Pátria se torna permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos, pessoas capturadas e foragidas.
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