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Preso jovem acusado de abusar sexualmente de suas três irmãs

O suspeito, Antonio Almerindo Silva Amorim, 22, teve a ordem de prisão preventiva expedida pela Comarca de Vila Rica, pelo crime de estupro de vulnerável, praticado contra três irmãs, T.S.A., 14, N.S.A., 12 e J.S.A., 6.

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Abuso sexual de crianças

Polícia Civil prende jovem acusado de abusar sexualmente de suas três irmãs

Um jovem, acusado de abusar sexualmente de suas três irmãs menores de idade, foi preso pela Polícia Judiciária Civil da cidade de Vila Rica (1.259 km a Nordeste), na noite de quarta-feira (21.08), em ação para cumprimento de mandado judicial.

 

O suspeito, Antonio Almerindo Silva Amorim, 22, teve a ordem de prisão preventiva expedida pela Comarca de Vila Rica, pelo crime de estupro de vulnerável, praticado contra três irmãs, T.S.A., 14, N.S.A., 12 e J.S.A., 6. Os abusos ocorriam no local onde a família mora na zona rural do município.

 

As investigações iniciaram no mês de junho deste ano, após a adolescente T.S.A. de 14 anos procurar a polícia alegando ter sido vítima de maus tratos e abuso sexual pelo irmão no final do ano de 2018.

 

Durante as diligências, as outras duas irmãs do suspeito, N.S.A. 12 anos e J.S.A. 6 anos, revelaram para uma professora da escola, que também eram violentadas pelo irmão. As crianças realizaram exame de corpo de delito, ficando constatado em todas os abusos sexuais.

 

Diante da gravidade dos fatos, o delegado de Vila Rica, José Getúlio Daniel, representou pelo pedido de prisão preventiva de Antonio Almerinda, sendo na quarta-feira (21.08), realizada a audiência de “depoimento especial” das vítimas, as quais confirmaram os abusos que vinham sofrendo já há certo tempo.

 

Logo após a audiência o Poder Judiciário da Comarca de Vila Rica deferiu o mandado de prisão preventiva contra o acusado.

 

Com a ordem judicial decretada, os investigadores saíram em diligências conseguindo localizar e prender o suspeito, na noite de quarta-feira (21), em uma propriedade agrícola na zona rural do município de Vila Rica, onde morava com os pais e as irmãs.

 

O delegado de José Getúlio Daniel alerta sobre a importância da família estar sempre atenta ao comportamento das crianças, tendo em vista que muitas vezes, esse tipo de crime é cometido dentro do seio familiar, por parentes ou pessoas próximas.

 

“Nesse caso, o abusador foi extremamente cruel, pois além da violência sviolencia psicologica;exual contra as próprias irmãs, ele ameaçava de morte as meninas e a mãe caso, alguma delas falassem algo. O suspeito vigiava para que as meninas não ficassem sozinhas com a mãe. Além de abuso sexual existia também tortura psicológica”, lamentou o delegado.

 

Após cumprimento do mandado de prisão, o suspeito foi conduzido para Delegacia de Polícia de Vila Rica para providências cabíveis, e posteriormente levado para Cadeia Pública da cidade, ficando à disposição da Justiça.

 

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Fazenda Jacobina guarda relíquias do Brasil Imperial e abrigou o médico da Sabinada

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Por João Arruda | Cáceres (MT)

A Fazenda Jacobina, fundada por portugueses em 1769, no município de Cáceres — a 210 quilômetros a oeste de Cuiabá —, situada na rodovia federal 070, guarda verdadeiras relíquias do Brasil Imperial.

No terreiro à frente do imponente casarão colonial estão máquinas que saíram da Europa, principalmente da Inglaterra, cruzaram o Oceano Atlântico até adentrar pelo Estuário da Prata, entre Uruguai e Argentina, e dali percorreram uma longa jornada até atingir Cáceres, com distância de 3.412 quilômetros de navegação.

Partes desse maquinário, tomadas por ferrugem, ainda exibem inscrições como “Dave Paxma & Gold Engennier Gold Hester England”.

A Jacobina, quando implantada, foi estratégica: serviu para fornecer alimentos aos primeiros núcleos de povoação da então Província de Mato Grosso, que pertencia, à época, à Capitania de São Paulo.

Era dessa fazenda que saíam suprimentos para alimentar as cidades onde se extraía o ouro, como Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Poconé e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Os portugueses mantinham a fazenda sob sigilo para não despertar a cobiça dos vizinhos espanhóis.

A produção saía em canoas e batelões até atingir, pelo Córrego Jacobina, que desagua no Rio Paraguai, abaixo de Cáceres, 70 quilômetros.

Já no século 19, com a independência do Brasil, rebeliões eclodiram em várias partes do país, e em uma delas a Jacobina entra na história dessas insurgências.

É no estado da Bahia que emerge o médico Francisco Sabino Vieira. Idealista, promove um levante que ficou denominado “A Sabinada”, que durou cinco meses e foi debelado.

O Império não condenou Sabino Vieira à morte, pois, se assim fizesse, ele se tornaria mártir, aumentando a insatisfação da Bahia com o Império.

O Brasil era governado pelo período Regencial — Dom Pedro II tinha apenas a regência. Batalhas travavam-se no Rio Grande do Sul, em Pernambuco, no Maranhão e no Pará. Sentenciar Sabino Vieira, numa Bahia já pacificada, não seria a decisão mais sensata.

O Império o condenou à prisão no Forte Príncipe da Beira, à margem direita do Rio Guaporé (hoje município de Costa Marques, em Rondônia).

Então, a guarda imperial faz a escolta do médico Sabino Vieira em direção ao Príncipe da Beira. Em lombos de mulas, cortam o oeste da Bahia até varar Goiás e, de lá, meses nas estradas, atingem Mato Grosso pelo leste, seguindo rumo a Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá (atual Cuiabá). Seguindo em frente, chegam à Fazenda Jacobina, onde os responsáveis pela escolta apresentam ao pai do Barão de Vila Maria, Padre Joaquim José Gomes da Silva, o decreto do Império. Aí ocorre um fato interessante: a esposa estava acometida de febre e Sabino, médico formado na França, fez o tratamento. Então, a família do Barão de Vila Maria, que era afamada em todo o Mato Grosso pela alta produção de alimentos, decide ordenar a volta das tropas que escoltavam Sabino, com a seguinte ordem: “O doutor Sabino não irá seguir para o Forte Príncipe da Beira; ficará sob nossos auspícios”. E o médico baiano ficou até seus derradeiros dias na fazenda.

Já no Brasil República, seus restos mortais foram trasladados para o Rio de Janeiro, e ele é considerado herói nacional. Em Cáceres, dá nome a uma das importantes vias públicas do Centro Histórico.

Hoje, a Fazenda Jacobina mantém atividades agropastoris e funciona também como restaurante, de segunda a segunda, com cardápio regional.

A professora Edir Antônia de Almeida, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), ativista dos direitos humanos, toca projetos voltados ao fortalecimento da cultura mato-grossense e apresentará grupos de Cururu e de Siriri.

A fazenda recebe estudantes e professores de todo o país, inclusive da Bahia, e é tocada pelos herdeiros do empreendedor Vitório da Silva Lara: os irmãos Cristiano e Adriano — este apelidado de Imperador —, e sua mãe, Terezinha Lara.

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