CIDADES
Prefeitos avaliam Marcha a Brasília e destacam resultados da mobilização
Os prefeitos de Mato Grosso que participam da Marcha a Brasília avaliaram a repercussão do evento, que será encerrado nesta quinta-feira (28). A mobilização conta com a participação de cerca de seis mil gestores municipais de várias regiões do país que nos últimos dias participaram de uma ampla programação para debater os principais itens da pauta municipalista.
O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, destacou as inúmeras pautas apresentadas que impactam nas administrações municipais na área das finanças, como a proposta da Reforma Tributária, em tramitação no Congresso Nacional, e outras de interesse dos municípios. Ele chamou a atenção para a PEC 122/2015 que proíbe a imposição e transferência de encargos financeiros decorrentes de prestação de serviços público sem indicação de recursos que não constem da lei orçamentária. “Não há como os municípios assumirem programas federais, além disso a pauta engloba os pisos salariais para os municípios assumirem sem os recursos necessários”, pontuou.
Já o prefeito de Itiquira, Fabiano Valle, ressaltou que a Marcha é o evento mais importante para todos os prefeitos que têm a oportunidade de participar do debate de temas essenciais para os municípios. Ele afirmou que a participação é fundamental para discutir a pauta municipalista de interesse de todos os gestores. “A questão dos pisos salariais do magistério, da enfermagem, o Fundeb, o Pacto Federativo que impacta diretamente na gestão dos municípios são temas importantes. Defendemos uma melhor distribuição do bolo tributário entre União, estados e municípios”, observou.
Na avaliação da prefeita de Cáceres, Eliene Liberato, a Marcha representa o espaço mais importante, o momento que todos os prefeitos se reúnem com o único objetivo de discutir a pauta muito relevante e de interesse de todos os municípios. “Reconhecemos e parabenizamos o trabalho do presidente da CNM junto ao Congresso. É muito fácil aprovar as Leis que os municípios têm que cumprir sem ter condições financeiras. Com a Marcha, saímos daqui com mais conhecimento e mais segurança para atuar nos nossos municípios. Tenho certeza que os frutos que colhemos aqui vão servir para as gestões”, assegurou, destacando que a Marcha é sucesso porque os prefeitos participam e discutem a pauta de interesse comum para os municípios, onde moram os cidadãos.
O prefeito de Porto Estrela, Eugênio Pelachim, destacou que já foram muitas conquistas alcançadas com as mobilizações dos gestores em Brasília. “A presença dos parlamentares na Marcha é fundamental para debater e esclarecer a votação dos projetos de interesse dos municípios no Congresso Nacional”, pontuou.
CIDADES
TCE-MT dá parecer favorável às contas de Campos de Júlio e Vale de São Domingos por equilíbrio fiscal e boa gestão dos recursos públicos
Com destaques para a boa gestão fiscal e o equilíbrio financeiro, as contas anuais de governo dos municípios de Campos de Júlio e Vale de São Domingos receberam pareceres prévios favoráveis do Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Os balanços foram relatados pelo conselheiro Antonio Joaquim e apreciados em sessão plenária ordinária da última terça-feira (18).
“No exercício de 2025, o município de Campos de Júlio registrou Índice de Gestão Fiscal (IGFM) de 0,96, o que demonstra que o município alcançou o conceito de gestão de excelência. Já o índice de gestão fiscal de Vale de São Domingos totalizou 0,75, o que demonstra que o município alcançou o conceito B, de boa gestão”, observou o conselheiro.
Os balanços também apresentaram equilíbrio orçamentário e financeiro, além de cumprimento dos limites e percentuais constitucionais e legais. “Ambas as gestões evidenciaram o cumprimento de todos os limites constitucionais e legais aplicáveis, especialmente em saúde e educação”, afirmou o relator.
Campos de Júlio e Vale de São Domingos superaram o percentual mínimo de aplicação em ensino, com investimentos de 26,66% e 30,45% (mínimo de 25%). Destaque também para a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) na remuneração dos profissionais do magistério, que consumiu 98,25% e 97,78%, respectivamente (mínimo de 70%).
Além de superarem o mínimo constitucional de 15% para a saúde, com índices de 24,61% e 18,16%, respectivamente, o comprometimento da receita com pessoal foi de 38,73% para o primeiro município e 32,86% para o segundo, respeitando o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Equilíbrio orçamentário
Com nível diamante de transparência (95,54%), a receita arrecadada por Campos de Júlio somou R$ 142,5 milhões, atingindo 96,58% da previsão inicial. A despesa realizada totalizou R$ 148 milhões, resultando em superávit de execução orçamentária ajustado de R$ 23,9 milhões e superávit financeiro global de R$ 63,8 milhões. A capacidade de pagamento também se mostrou elevada: havia R$ 2,66 disponíveis para cada R$ 1,00 de restos a pagar.
Já Vale de São Domingos alcançou o nível ouro de transparência. Ao comparar as receitas arrecadadas (R$ 46.782.440,91) com as despesas realizadas (R$ 46.080.807,20), o município apresentou um superávit de execução orçamentária de R$ 701,6 mil. A capacidade de pagamento ficou em R$ 3,33 disponíveis para cada R$ 1,00 de restos a pagar.
Recomendações
Para contribuir para o aperfeiçoamento da gestão, o conselheiro Antonio Joaquim fez recomendações para que Campos de Júlio implemente medidas destinadas a ampliar as vagas em creches e eliminar a fila de espera, além de realizar ações de vigilância contra arboviroses e melhorar o controle da hanseníase.
Já para Vale de São Domingos, o conselheiro fez orientações como a adesão ao Programa de Certificação Institucional e Modernização da Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social (Pró-Gestão RPPS), o reforço das ações integradas de vigilância em saúde, saneamento, controle de vetores e educação em saúde e o fortalecimento das medidas de vigilância e controle da hanseníase.
Nos votos, o relator acolheu em parte as manifestações feitas pelo Ministério Público de Contas (MPC) e foi seguido por unanimidade do Plenário.
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