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Prefeito municipal visitou unidades básicas de saúde de bairros diferentes

Objetivo foi conhecer melhor os profissionais de saúde e se inteirar de demandas menores

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Nobres MT

Nobres MT

 

Com a intenção de conhecer melhor os profissionais de saúde e se inteirar das demandas menores, o prefeito de Nobres, Leocir Hanel visitou três unidades básicas de saúde, localizadas em três bairros diferentes. A visita começou a partir das 14:00 horas do dia 26 de janeiro corrente e, inicialmente, a UBS do bairro Jardim Glória recebeu o prefeito e os secretários municipais Marcos Alves de Albuquerque, do Gabinete Institucional, e Daniel Martins, do Turismo e Cultura.

 

No bairro Jardim Glória, a enfermeira e chefe da equipe, Cíntia Andrade, recepcionou os convidados, levando os visitantes às salas do médico Dhener Hebart (foto) e do odontólogo Marco Araújo. Antes, porém, na recepção, o prefeito cumprimentou aos funcionários e pacientes, conhecendo as necessidades menores daquela unidade de saúde.

 

No bairro São José, na moderna Unidade Básica de Saúde, os visitantes conversaram com os presentes, integrantes da equipe, entre médico, atendente e enfermeiro, conhecendo também um pouco das necessidades mais urgentes daquele local de trabalho.

 

No bairro Jardim Petrópolis, mesmo procedimento, de cumprimento aos integrantes da equipe, oportunidade em que o médico cubano Alfredo Ernesto Silva Amargo aproveitou para conhecer melhor o prefeito Leocir Hanel e os acompanhantes.

 

De acordo com o prefeito Leocir Hanel, as expectativas são as melhores quanto à viabilização de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) para o bairro Jardim Glória, com a estrutura física semelhante a existente no bairro São José. E a unidade a ser construída deverá levar um nome bastante conhecido outrora em Nobres, como uma justa homenagem.

 

 

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Fazenda Jacobina guarda relíquias do Brasil Imperial e abrigou o médico da Sabinada

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Por João Arruda | Cáceres (MT)

A Fazenda Jacobina, fundada por portugueses em 1769, no município de Cáceres — a 210 quilômetros a oeste de Cuiabá —, situada na rodovia federal 070, guarda verdadeiras relíquias do Brasil Imperial.

No terreiro à frente do imponente casarão colonial estão máquinas que saíram da Europa, principalmente da Inglaterra, cruzaram o Oceano Atlântico até adentrar pelo Estuário da Prata, entre Uruguai e Argentina, e dali percorreram uma longa jornada até atingir Cáceres, com distância de 3.412 quilômetros de navegação.

Partes desse maquinário, tomadas por ferrugem, ainda exibem inscrições como “Dave Paxma & Gold Engennier Gold Hester England”.

A Jacobina, quando implantada, foi estratégica: serviu para fornecer alimentos aos primeiros núcleos de povoação da então Província de Mato Grosso, que pertencia, à época, à Capitania de São Paulo.

Era dessa fazenda que saíam suprimentos para alimentar as cidades onde se extraía o ouro, como Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Poconé e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Os portugueses mantinham a fazenda sob sigilo para não despertar a cobiça dos vizinhos espanhóis.

A produção saía em canoas e batelões até atingir, pelo Córrego Jacobina, que desagua no Rio Paraguai, abaixo de Cáceres, 70 quilômetros.

Já no século 19, com a independência do Brasil, rebeliões eclodiram em várias partes do país, e em uma delas a Jacobina entra na história dessas insurgências.

É no estado da Bahia que emerge o médico Francisco Sabino Vieira. Idealista, promove um levante que ficou denominado “A Sabinada”, que durou cinco meses e foi debelado.

O Império não condenou Sabino Vieira à morte, pois, se assim fizesse, ele se tornaria mártir, aumentando a insatisfação da Bahia com o Império.

O Brasil era governado pelo período Regencial — Dom Pedro II tinha apenas a regência. Batalhas travavam-se no Rio Grande do Sul, em Pernambuco, no Maranhão e no Pará. Sentenciar Sabino Vieira, numa Bahia já pacificada, não seria a decisão mais sensata.

O Império o condenou à prisão no Forte Príncipe da Beira, à margem direita do Rio Guaporé (hoje município de Costa Marques, em Rondônia).

Então, a guarda imperial faz a escolta do médico Sabino Vieira em direção ao Príncipe da Beira. Em lombos de mulas, cortam o oeste da Bahia até varar Goiás e, de lá, meses nas estradas, atingem Mato Grosso pelo leste, seguindo rumo a Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá (atual Cuiabá). Seguindo em frente, chegam à Fazenda Jacobina, onde os responsáveis pela escolta apresentam ao pai do Barão de Vila Maria, Padre Joaquim José Gomes da Silva, o decreto do Império. Aí ocorre um fato interessante: a esposa estava acometida de febre e Sabino, médico formado na França, fez o tratamento. Então, a família do Barão de Vila Maria, que era afamada em todo o Mato Grosso pela alta produção de alimentos, decide ordenar a volta das tropas que escoltavam Sabino, com a seguinte ordem: “O doutor Sabino não irá seguir para o Forte Príncipe da Beira; ficará sob nossos auspícios”. E o médico baiano ficou até seus derradeiros dias na fazenda.

Já no Brasil República, seus restos mortais foram trasladados para o Rio de Janeiro, e ele é considerado herói nacional. Em Cáceres, dá nome a uma das importantes vias públicas do Centro Histórico.

Hoje, a Fazenda Jacobina mantém atividades agropastoris e funciona também como restaurante, de segunda a segunda, com cardápio regional.

A professora Edir Antônia de Almeida, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), ativista dos direitos humanos, toca projetos voltados ao fortalecimento da cultura mato-grossense e apresentará grupos de Cururu e de Siriri.

A fazenda recebe estudantes e professores de todo o país, inclusive da Bahia, e é tocada pelos herdeiros do empreendedor Vitório da Silva Lara: os irmãos Cristiano e Adriano — este apelidado de Imperador —, e sua mãe, Terezinha Lara.

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